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Lama na superfície é maior que no fundo do oceano no Espírito Santo

por Redação.

City Portal
01/12/2015 13:03:00
 
A extensão da pluma (mancha de lama) na superfície do oceano no Espírito Santo é maior do que a encontrada no fundo. Levantamento feito pela Marinha informa que os pesquisadores identificaram na água partículas finas em suspensão, entre 0,45 e 5 milésimos de milímetro. A dispersão da lama é complexa e influenciada principalmente pelos ventos, pelas correntes, marés e a batimetria (profundidade).
 
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A Marinha apresentou ontem (30) o relatório preliminar dos impactos no litoral do Espírito Santo, na Foz do Rio Doce, da lama com rejeitos de minério que vazou do rompimento de uma barragem da mineradora Samarco, em Mariana (MG), no dia 5 deste mês. O levantamento está sendo feito pelo navio de pesquisa Vital de Oliveira.
 
Do dia 26 de novembro até esta segunda-feira, os 130 profissionais embarcados definiram a área de influência e os parâmetros físicos, químicos, geológicos e biológicos de maior relevância para caracterização. Segundo a assessoria da Marinha, ainda não há resultados sobre a toxicidade da lama que foi para o oceano. As conclusões serão divulgadas após análises das amostras em laboratórios, que devem durar cerca de três semanas.
 
A segunda etapa do levantamento começa hoje (1º) e vai até o próximo dia 5, quando será feito o detalhamento da área de influência e dispersão da lama e a representatividade espacial e temporal das análises feitas na primeira etapa.
 
Segundo a Marinha, nesta primeira etapa, foram definidos 21 pontos de coleta dentro da área preliminar de caracterização. Em alguns pontos, as análises ocorreram em mais de duas profundidades. No total, foram coletadas 391 amostras de água e sedimento que compreendem 350 litros de água e 65 kg de sedimentos, aproximadamente.
 
* fonte Agência Brasil

Fundo para recuperar Rio Doce não terá verbas públicas

por Redação.

City Portal
29/11/2015 16:46:00
 
O governo federal anunciou nessa sexta-feira (27) a criação de um fundo de R$ 20 bilhões, para a recuperação da Bacia do Rio Doce, atingida pela lama das barragens que se romperam no dia 5 em Mariana (MG).
 
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O dinheiro será administrado pela Justiça Federal, e terá recursos exclusivamente da mineradora Samarco e das suas duas controladoras, a Vale e a BHP.
 
O fundo não terá dinheiro público.
 
O Advogado-Geral da União, Luís Inácio Adams, responsabiliza as três empresas pela tragédia.
 
"A decisão de entrar com uma ação civil pública contra as empresas foi tomada em uma reunião da Presidenta Dilma Rousseff com os governadores Fernando Pimentel, de Minas Gerais, e Paulo Hartung, do Espírito Santo."
 
O plano de ação foi dividido em quatro etapas.
 
A primeira é a contenção do dano ambiental, para que a tragédia pare de se alastrar.
 
A segunda etapa, reduzir o dano.
 
A terceira é revitalizar o ecossistema da Bacia do Rio Doce, e a quarta fase é indenizar as pessoas afetadas pela tragédia.
 
A expectativa é de que as condições básicas do Rio Doce sejam restabelecidas em dez anos, mas a bacia só estará completamente recuperada em 25 anos.
 
Para a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, os R$ 20 bilhões vão facilitar o cumprimento desses prazos.
 
"As multas aplicadas pelo Ibama à Samarco, que já totalizam R$ 250 milhões, e o acordo da mineradora com o Ministério Público mineiro para pagar R$ 1 bilhão como reparação, não estão incluídos nesse fundo de recuperação anunciado pelo governo."
 
* fonte Agência Brasil

Desmatamento na Amazônia Legal aumentou 16% em um ano, admite ministra

por Redação.

City Portal
27/11/2015 00:18:00
 
O desmatamento na Amazônia Legal aumentou 16% no período de agosto de 2014 a julho de 2015, quando comparado ao mesmo período do ano anterior. Dados anunciados hoje (26) pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, mostram que, ao todo, foram derrubados 5.831 quilômetros quadrados (km²) de floresta , enquanto na análise 2013-2014 a derrubada havia sido de 5.012 km².
 
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Amazonas, com aumento de 54% nas derrubadas (769 km² de desmatamento), Rondônia, com 41% (963 km²) e Mato Grosso, com 40% (1.508 km²) foram os estados que concentraram o aumento da retirada florestal. O Pará e Tocantins ficaram estáveis, enquanto Acre, Amapá, Maranhão, e Roraima tiveram queda. Os dados são do Projeto de Monitoramento do Desflorestamento na Amazônia Legal (Prodes), do Instituto Nacional de Pesquisas Especiais (Inpe).
 
O Prodes computa como desmatamento as áreas maiores que 6,25 hectares (um hectare equivale à área de um campo de futebol) onde ocorreu remoção completa da cobertura florestal – o corte raso. O cálculo da taxa de desmatamento foi obtido após o mapeamento de 96 imagens de satélite.
 
Algo que chama atenção é que voltou a aparecer desmatamento com grandes extensões, o que contradiz tudo o que estamos fazendo, em um ano em que aumentamos em 30% os esforços de fiscalização federal”, disse a ministra.
 
Segundo Izabella, os dados são contraditórios com os investimentos de R$ 220 milhões do governo federal para que os estados da região aplicassem na gestão ambiental. “Este aumento não está condizente com os recursos que disponibilizamos para estes estados. Não foram poucos recursos”, frisou a ministra.
 
O Ministério do Meio Ambiente vai notificar os três estados para que os governos expliquem se os desmatamentos foram legais ou não. A partir dos relatórios o governo federal deve analisar como proceder. No caso de Mato Grosso, segundo a ministra, a União “está investigando todos os processos de suspensão de embargo”.
 
Apesar de a ministra se dizer "frustrada" com o resultado, a avaliação do Inpe mostra que essa é a terceira menor taxa de desmatamento na Amazônia Legal desde que o instituto começou a medi-la, em 1988, no âmbito do Prodes. 
 
* fonte Agência Brasil

Justiça mineira determina bloqueio de R$ 292 milhões da Samarco no Banco Central

por Redação.

City Portal
26/11/2015 16:43:00
 
A justiça de Minas Gerais determinou o bloqueio de R$292 milhões da Mineradora Samarco sob custódia do Banco Central. O juiz Frederico Esteves Duarte Gonçalves, responsável pela decisão, também negou pedido da mineradora para liberação de valores já bloqueados.
 
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A decisão da comarca de Mariana (MG) complementa a determinação do dia 13, que bloqueava R$300 milhões da mineradora, responsável pela barragem que se rompeu no dia 5, na zona rural de Mariana.
 
Pela decisão inicial, a Justiça usou o sistema Bacenjud, pelo qual os juízes têm acesso ao saldo das contas ligadas à empresa em todos os bancos do Brasil. Por esse sistema só foram bloqueados cerca de R$ 8 milhões, menos de 3% do valor total.
 
Com a nova decisão, publicada ontem (25), ficarão bloqueados todos os valores e títulos de crédito da empresa sob custódia do Banco Central, até completar R$300 milhões.
 
A medida também inclui valores em conta transitória decorrente de operações de exportação ou de internalização de dinheiro, recebimentos de recursos do exterior, liquidações de carta de crédito de exportação ou qualquer outro empréstimo, ainda que lançados em qualquer outra rubrica contábil.
 
Segundo nota da assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, Gonçalves justificou a decisão com base no esforço da mineradora em “se furtar ao cumprimento da decisão e, quiçá, de outras que, em decorrência das consequências do rompimento de sua barragem de resíduos, poderá vir a enfrentar”.
 
A mineradora fez um pedido de reconsideração em relação à liminar de 13 de novembro, com a alegação de que o desbloqueio seria necessário para viabilizar o apoio social às vítimas do acidente. O juiz negou o pedido, argumentando que a empresa dispõe de recursos econômicos suficientes para reparar os danos humanitários provocados pelo rompimento da barragem.
 
* fonte Agência Brasil

Embrapa faz análise do solo na região afetada pelo rompimento de barragens

por Redação.

City Portal | Agência Brasil
18/11/2015 12:46:00
 
A Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais pediu à Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) a recuperação dos solos agricultáveis da região de Mariana, onde as barragens Fundão e Santarém, de responsabilidade da empresa Samarco – controlada pela Vale e a BHP Billiton no distrito de Bento Rodrigues -, se romperam no último dia 5.
 
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Foto | Antonio Cruz | Agência Brasil
 
Uma equipe de pesquisadores da Embrapa Solos e Embrapa Agrobiologia chegou hoje (18) ao local para fazer a análise do solo. Segundo o chefe de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Solos, José Carlos Polidoro, a equipe permanecerá até o fim da semana para elaborar um diagnóstico do impacto do desastre.
 
"Nossos cientistas ficarão até a sexta-feira (20). Será feito um diagnóstico do grau do impacto sobre a agropecuária local e, com dados técnicos e socioeconômicos, traçado um plano estratégico de recuperação", comentou.
 
No dia 12 de novembro, Polidoro se reuniu com o secretário de Agricultura do estado, João Cruz Reis Filho, em Belo Horizonte, para elaborar a estratégia de recuperação.
 
Além da Embrapa, farão parte da força-tarefa a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) e a Empresa de Pesquisa Agropecuária (Epamig) em Minas.