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BARTLEBY, O ESCRIVÃO

por Redação.

City Portal
03/04/2017 17:41:00
 
José Olympio lança clássico de Herman Melville com texto de apresentação de Jorge Luis Borges
 
Bartleby, o escrivão é uma daquelas obras que deixa os leitores sem certezas para definir quem seria o personagem tão peculiar. Ao fazer da voz do patrão, um advogado, o narrador, Herman Melville – autor de Moby Dick, seu livro mais conhecido, e de tantos outros primores – dá campo e distância a um olhar original sobre a história de um funcionário excêntrico e de comportamento talvez depressivo, que aos poucos, progressivamente, se recusará a cumprir suas obrigações.
 
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A situação logo chega ao limite. Não há alternativa senão demiti-lo. Neste momento, o livro tem acentuadas suas cores fantásticas: porque, falhadas todas as tentativas de despedir Bartleby, o advogado então decide mudar-se e deixar o escritório e o escrivão para trás. É quando o tom fantasmagórico controla a trama: o homem aprofunda-se na inércia da negação e se recusa a abandonar a sala e o prédio em que trabalhara – até ser levado preso.
 
A narrativa de Melville – um dos precursores do absurdo na literatura – é tão curta quanto rica e múltipla; leitura para na qual se perder em interpretações. Não à toa, Jorge Luis Borges a definiu como “aplicação deliberada a um tema atroz que parece preconizar um Franz Kafka, o das fantasias do comportamento e sentimento ou, como agora lamentavelmente se diz, psicológicas”.
 
BARTLEBY, O ESCRIVÃO
Herman Melville
Tradução: A. B. Pinheiro de Lemos
Páginas: 96
Preço: R$ 29,90
Editora: José Olympio

A história de Anita Garibaldi em romance

por Redação.

City Portal
03/04/2017 17:39:00
 
Durante uma viagem a Nice, o jornalista e escritor Thales Guaracy conheceu a casa onde viveu o lendário Giuseppe Garibaldi. Ao se aproximar do personagem, compreendeu que “a história de Garibaldi não podia ser contada sem sua mulher, cuja importância foi ainda maior que a conferida pela história oficial”. Guerreira impetuosa, amante apaixonada e mãe, ela foi capaz de passar “de vítima do seu tempo e da sociedade para agente e protagonista da sua própria vida”. O que Garibaldi silenciou nas entrevistas concedidas ao escritor Alexandre Dumas, que dariam origem à sua biografia, Guaracy imagina e conta no romance que leva o nome dessa mulher extraordinária.
 
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Em “Anita”, Thales Guaracy olha a protagonista pelos olhos de Giuseppe Garibaldi, a única pessoa que testemunhou por completo a vida da revolucionária. E assim desvenda e nos apresenta a mulher que se atira sozinha sobre o exército inimigo; que corta os cabelos do marido por ciúme e o ameaça com um par de pistolas; que abandona os próprios filhos entre desconhecidos para atravessar um país conflagrado, escondida sob as cartas de um carro de correio. E que aprendeu que “as causas perdidas são as mais certas”, tornando-se uma das mais extraordinárias personagens da história, considerada a “heroína de dois mundos”, precursora e símbolo do feminismo, representação de mulher forte e independente.
 
Apoiado numa imensa pesquisa histórica, o autor alia o que há de melhor na ficção e na não ficção, narrando fatos como aconteceram, mas romanceando sentimentos que ajudam a entender melhor os personagens:
 
Não existe nada no livro que não seja fiel à história, incluindo muitos diálogos, até onde os diálogos são conhecidos. Porém, para dar vida aos personagens, é preciso também interpretá-los. Eu queria que o leitor pudesse ver Anita na sua frente, sentir seus sentimentos, assim como os de Garibaldi. (...)Anita” tem uma rigorosa pesquisa, mas as lacunas, aquele espaço onde entram os sentimentos, os motivos profundos, as emoções, eu acabo preenchendo com a interpretação dos personagens”, explica o autor em entrevista ao Blog da Editora Record.
 
TRECHO:
 
A noite que não podia acabar, enfim, acabou; exaustos, Anita e Giuseppe dormiram o pouco tempo restante até o sol raiar; o dia entrou pela mesma janela, suave luz a anunciar o recomeço da luta. Giuseppe sentiu-se melhor; mesmo claudicando, podia se movimentar. Trocaram beijos, juras de amor e a promessa de jamais se separerem outra vez; naquele dia saíram juntos para a guerra, da qual não mais teriam trégua e, sem saber, da qual nunca iriam voltar.”
 
ANITA
Thales Guaracy
Páginas: 224
Preço: R$ 34,90
Editora: Record / Grupo Editorial Record

Record lança livro de ensaios sobre a obra de Graciliano Ramos

por Redação.

City Portal
03/04/2017 17:37:00
 
Com 12 ensaios, “Graciliano Ramos – Muros sociais e aberturas artísticas” é uma coletânea de textos que pretende pensar a obra do autor de “Vidas secas” a partir da interação de suas narrativas com as literaturas do Brasil, de Portugal e de Cabo Verde, com outras áreas do conhecimento, como política e sociologia, e ainda com relação a outras artes, como cinema, artes plásticas e a própria criação literária. Em dois textos, são analisadas a importância da literatura de Graciliano para crianças. Um deles é assinado pelo escritor Ricardo Ramos Filho, neto do autor.
 
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Os autores são vinculados ao grupo de pesquisa USP/CNPQ Estudos Comparados: Graciliano Ramos – pontes literárias, socioculturais e com outras artes. Um deles, Thiago Mio Salla, cujo texto analisa as representações do carnaval nas crônicas de Graciliano Ramos, é organizador de outras coletâneas do alagoano, como “Garranchos”, “Cangaços” e “Conversas”, as duas últimas em parceria com Ieda Lebensztayn.
 
Organizada pelo professor e crítico literário Benjamin Abdala Jr., a obra chega às livrarias em março, pela editora Record, que publica toda a obra de Graciliano Ramos.
 
GRACILIANO RAMOS – MUROS SOCIAIS E ABERTURAS ARTÍSTICAS
Org. Benjamin Abdala Jr.
Páginas: 336
Preço: R$ 54,90
Editora: Record / Grupo Editorial Record

“Não durma” chega às lojas pela Bertrand Brasil

por Redação.

City Portal
03/04/2017 17:33:00
 
Há alguns meses, Elliott sofreu um grave acidente que quase o matou. Desde então sofre com problemas para dormir. Às vezes, o jovem fica em um estágio meio adormecido, meio acordado e se vê cercado por silhuetas em movimento. Como se esta situação não fosse ruim o suficiente, tem momentos em que ele percebe estar andando pela casa, mas seu corpo permanece inerte na cama.
 
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Os sintomas apontam para um caso de paralisia do sono, o que para os médicos e algo inofensivo, mas para Elliot é algo mais.  Determinado a descobrir o que está acontecendo, ele consegue um emprego em um museu conhecido por ser mal-assombrado. É onde conhece Ophelia. Mas à medida que os dois ficam mais próximos, Elliott se torna mais vulnerável às ações sobrenaturais.
 
Não durma” chega ao Brasil este mês.
 
Não durma
Michelle Harrison
Páginas: 378
Preço: R$ 44,90
Tradução: Michelle MacCulloch
Editora: Bertrand Brasil | Grupo Editorial Record

O bunker de Churchill

por Redação.

City Portal
06/03/2017 19:53:00
 
A história do Centro de Operações que garantiu a vitória da Grã Bretanha na Segunda Guerra Mundial
 
A Segunda Guerra Mundial foi considerada uma guerra móvel. Exércitos e frotas circulavam em avanços e recuos pela terra e pelo mar. No entanto, em total contraste, os líderes das potências envolvidas no combate conduziam o confronto em quartéis-generais estáticos.
 
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Um dos biógrafos do estadista britânico Winston Churchill, Richard Holmes descreve em "O bunker de Churchill" os desconfortos, alegrias e peculiaridades da vida no bunker, além de apresentar um contexto mais amplo da guerra pela perspectiva daqueles que ali viviam e trabalhavam.
 
Holmes conta que o CWE (Churchill War Rooms), como era conhecido o bunker, não seria previsivelmente o centro de comando da Inglaterra para a condução da Segunda Guerra Mundial. Adaptado em 1938 como refúgio temporário para o caso de bombardeios,  as salas secretas no coração de Londres viraram uma segunda casa para o primeiro-ministro e um grande número de militares e civis. O autor explica no livro que essa foi a solução encontrada para dois problemas:  "a necessidade de criar um alto-comando efetivo para uma democracia em guerra e de protegê-lo num conflito em que o bombardeio aéreo era uma grande ameaça".
 
Com base em documentos originais, incluindo depoimentos de pessoas que viveram no bunker, Holmes explora com ineditismo um dos lugares mais importantes e estratégicos da história britânica.
 
Richard Holmes (1946-2011) foi um dos mais importantes historiadores militares da Inglaterra. Serviu na Reserva do Exército Britânico de 1964 a 2000 e foi professor de Estudos Militares e de Segurança na Universidade Cranfield e na Academia de Defesa do Reino Unido. Holmes apresentou sete séries na BBC, escreveu mais de vinte livros e foi presidente da Comissão Britânica pela História Militar.
 
O BUNKER DE CHURCHILL
Richard Holmes
Tradução de Andrea Gottlieb de Castro Neves
238 páginas
R$ 47, 90
Editora Record
(Grupo Editorial Record)