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Nova edição de “Belas maldições”, de Neil Gaiman e Terry Pratchett, chega às livrarias

por Redação.

City Portal
09/05/2017 14:12:00
 
A obra, escrita em conjunto por dois dos maiores autores de fantasia do mundo, vai ganhar uma versão para a TV em 2018
 
Parceria entre dois dos maiores autores de fantasia do mundo, “Belas maldições”, de Neil Gaiman e Terry Pratchett, é o livro favorito de muitos fãs do gênero. Em maio, a Bertrand Brasil lança edição revisada e com capa renovada da obra, que vai ganhar uma adaptação para a TV em 2018.
 
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A trama acompanha dezenas de personagens no que parecem ser os últimos dias antes do fim do mundo. Crowley, um demônio, e Aziraphale, um anjo, representam o que há de Bom e Mau no planeta. Mas, depois de 4 mil anos vivendo por aqui, eles se tornaram grandes amigos e desenvolveram certo gosto pela humanidade. Para tentar evitar o armagedom, eles precisam encontrar o Anticristo, um menino de 11 anos.
 
Mas a tarefa não será das mais fáceis, porque aparentemente o Anticristo foi confundido na maternidade e acabou crescendo no lugar errado, com a família errada. No caminho, eles ainda vão topar com uma jovem bruxa que foi a única a prever corretamente o fim do mundo, alguns caçadores de bruxa e até os quatro cavaleiros do apocalipse, que têm trabalhos bem mundanos: Guerra e Fome, por exemplo, são respectivamente uma repórter correspondente de guerra e um magnata do fast food.
 
Descrito pelo jornal San Francisco Chronicle como “o Livro do Apocalipse como se fosse reescrito pelo Monty Python”, “Belas maldições” reúne as melhores características dos dois autores, num mergulho hilário e um tantinho nonsense num mundo de fantasia cheio de referências.
 
Produzida pela BBC Studios, a série de TV inspirada em “Belas maldições” será exibida pela Amazon em 2018. O próprio Neil Gaiman escreveu os roteiros dos seis episódios. “Há quase 30 anos, Terry Pratchett e eu escrevemos o livro mais engraçado que conseguimos conceber sobre o fim do mundo, povoado por anjos, demônios, um anticristo de 11 anos e os quatro cavaleiros do apocalipse. É o livro favorito de muita gente. E, três décadas depois, ele vai chegar às telas. Gostaria que Sir Terry estivesse vivo para ver isso”, disse Gaiman num comunicado em janeiro, quando a produção foi anunciada.
 
TRECHO:
 
Muitos, ao conhecer Aziraphale, formavam três impressões: de que ele era inglês, de que ele era inteligente e de que ele era mais gay que uma árvore repleta de macacos chapados com óxido nitroso. Duas das três estavam erradas: o Céu não fica na Inglaterra, apesar do que certos poetas possam ter pensado, e anjos não têm sexo a menos que queiram mesmo fazer um esforço. Mas inteligente ele era. E aquela se tratava de uma inteligência angélica que, ainda que não particularmente mais elevada que a inteligência humana, era muito mais ampla e tinha a vantagem de anos de prática.
Aziraphale foi o primeiro anjo a possuir um computador. Era uma máquina baratinha, lenta e de plástico, muito alardeada como ideal para o pequeno empresário. Aziraphale o usava religiosamente para fazer suas contas, que eram de uma precisão tão escrupulosa que as autoridades de renda o investigaram cinco vezes, sob a crença firme de que ele tinha que estar dissimulando um crime em algum lugar.”
 
BELAS MALDIÇÕES
(Good omens)
NEIL GAIMAN E TERRY PRATCHETT
Páginas: 350
Preço: R$ 42,90
Tradução: Fábio Fernandes
Editora: Bertrand Brasil | Grupo Editorial Record

BARTLEBY, O ESCRIVÃO

por Redação.

City Portal
03/04/2017 17:41:00
 
José Olympio lança clássico de Herman Melville com texto de apresentação de Jorge Luis Borges
 
Bartleby, o escrivão é uma daquelas obras que deixa os leitores sem certezas para definir quem seria o personagem tão peculiar. Ao fazer da voz do patrão, um advogado, o narrador, Herman Melville – autor de Moby Dick, seu livro mais conhecido, e de tantos outros primores – dá campo e distância a um olhar original sobre a história de um funcionário excêntrico e de comportamento talvez depressivo, que aos poucos, progressivamente, se recusará a cumprir suas obrigações.
 
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A situação logo chega ao limite. Não há alternativa senão demiti-lo. Neste momento, o livro tem acentuadas suas cores fantásticas: porque, falhadas todas as tentativas de despedir Bartleby, o advogado então decide mudar-se e deixar o escritório e o escrivão para trás. É quando o tom fantasmagórico controla a trama: o homem aprofunda-se na inércia da negação e se recusa a abandonar a sala e o prédio em que trabalhara – até ser levado preso.
 
A narrativa de Melville – um dos precursores do absurdo na literatura – é tão curta quanto rica e múltipla; leitura para na qual se perder em interpretações. Não à toa, Jorge Luis Borges a definiu como “aplicação deliberada a um tema atroz que parece preconizar um Franz Kafka, o das fantasias do comportamento e sentimento ou, como agora lamentavelmente se diz, psicológicas”.
 
BARTLEBY, O ESCRIVÃO
Herman Melville
Tradução: A. B. Pinheiro de Lemos
Páginas: 96
Preço: R$ 29,90
Editora: José Olympio

A história de Anita Garibaldi em romance

por Redação.

City Portal
03/04/2017 17:39:00
 
Durante uma viagem a Nice, o jornalista e escritor Thales Guaracy conheceu a casa onde viveu o lendário Giuseppe Garibaldi. Ao se aproximar do personagem, compreendeu que “a história de Garibaldi não podia ser contada sem sua mulher, cuja importância foi ainda maior que a conferida pela história oficial”. Guerreira impetuosa, amante apaixonada e mãe, ela foi capaz de passar “de vítima do seu tempo e da sociedade para agente e protagonista da sua própria vida”. O que Garibaldi silenciou nas entrevistas concedidas ao escritor Alexandre Dumas, que dariam origem à sua biografia, Guaracy imagina e conta no romance que leva o nome dessa mulher extraordinária.
 
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Em “Anita”, Thales Guaracy olha a protagonista pelos olhos de Giuseppe Garibaldi, a única pessoa que testemunhou por completo a vida da revolucionária. E assim desvenda e nos apresenta a mulher que se atira sozinha sobre o exército inimigo; que corta os cabelos do marido por ciúme e o ameaça com um par de pistolas; que abandona os próprios filhos entre desconhecidos para atravessar um país conflagrado, escondida sob as cartas de um carro de correio. E que aprendeu que “as causas perdidas são as mais certas”, tornando-se uma das mais extraordinárias personagens da história, considerada a “heroína de dois mundos”, precursora e símbolo do feminismo, representação de mulher forte e independente.
 
Apoiado numa imensa pesquisa histórica, o autor alia o que há de melhor na ficção e na não ficção, narrando fatos como aconteceram, mas romanceando sentimentos que ajudam a entender melhor os personagens:
 
Não existe nada no livro que não seja fiel à história, incluindo muitos diálogos, até onde os diálogos são conhecidos. Porém, para dar vida aos personagens, é preciso também interpretá-los. Eu queria que o leitor pudesse ver Anita na sua frente, sentir seus sentimentos, assim como os de Garibaldi. (...)Anita” tem uma rigorosa pesquisa, mas as lacunas, aquele espaço onde entram os sentimentos, os motivos profundos, as emoções, eu acabo preenchendo com a interpretação dos personagens”, explica o autor em entrevista ao Blog da Editora Record.
 
TRECHO:
 
A noite que não podia acabar, enfim, acabou; exaustos, Anita e Giuseppe dormiram o pouco tempo restante até o sol raiar; o dia entrou pela mesma janela, suave luz a anunciar o recomeço da luta. Giuseppe sentiu-se melhor; mesmo claudicando, podia se movimentar. Trocaram beijos, juras de amor e a promessa de jamais se separerem outra vez; naquele dia saíram juntos para a guerra, da qual não mais teriam trégua e, sem saber, da qual nunca iriam voltar.”
 
ANITA
Thales Guaracy
Páginas: 224
Preço: R$ 34,90
Editora: Record / Grupo Editorial Record

Record lança livro de ensaios sobre a obra de Graciliano Ramos

por Redação.

City Portal
03/04/2017 17:37:00
 
Com 12 ensaios, “Graciliano Ramos – Muros sociais e aberturas artísticas” é uma coletânea de textos que pretende pensar a obra do autor de “Vidas secas” a partir da interação de suas narrativas com as literaturas do Brasil, de Portugal e de Cabo Verde, com outras áreas do conhecimento, como política e sociologia, e ainda com relação a outras artes, como cinema, artes plásticas e a própria criação literária. Em dois textos, são analisadas a importância da literatura de Graciliano para crianças. Um deles é assinado pelo escritor Ricardo Ramos Filho, neto do autor.
 
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Os autores são vinculados ao grupo de pesquisa USP/CNPQ Estudos Comparados: Graciliano Ramos – pontes literárias, socioculturais e com outras artes. Um deles, Thiago Mio Salla, cujo texto analisa as representações do carnaval nas crônicas de Graciliano Ramos, é organizador de outras coletâneas do alagoano, como “Garranchos”, “Cangaços” e “Conversas”, as duas últimas em parceria com Ieda Lebensztayn.
 
Organizada pelo professor e crítico literário Benjamin Abdala Jr., a obra chega às livrarias em março, pela editora Record, que publica toda a obra de Graciliano Ramos.
 
GRACILIANO RAMOS – MUROS SOCIAIS E ABERTURAS ARTÍSTICAS
Org. Benjamin Abdala Jr.
Páginas: 336
Preço: R$ 54,90
Editora: Record / Grupo Editorial Record

“Não durma” chega às lojas pela Bertrand Brasil

por Redação.

City Portal
03/04/2017 17:33:00
 
Há alguns meses, Elliott sofreu um grave acidente que quase o matou. Desde então sofre com problemas para dormir. Às vezes, o jovem fica em um estágio meio adormecido, meio acordado e se vê cercado por silhuetas em movimento. Como se esta situação não fosse ruim o suficiente, tem momentos em que ele percebe estar andando pela casa, mas seu corpo permanece inerte na cama.
 
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Os sintomas apontam para um caso de paralisia do sono, o que para os médicos e algo inofensivo, mas para Elliot é algo mais.  Determinado a descobrir o que está acontecendo, ele consegue um emprego em um museu conhecido por ser mal-assombrado. É onde conhece Ophelia. Mas à medida que os dois ficam mais próximos, Elliott se torna mais vulnerável às ações sobrenaturais.
 
Não durma” chega ao Brasil este mês.
 
Não durma
Michelle Harrison
Páginas: 378
Preço: R$ 44,90
Tradução: Michelle MacCulloch
Editora: Bertrand Brasil | Grupo Editorial Record