selo Anuncieaqui triplo

MARY BARTON

por Redação.

04/12/2017 12:42
 
Obra se passa na Manchester do século XIX e, em meio a um triângulo amoroso, reflete as lutas trabalhistas durante a revolução industrial
 
Leitura imprescindível para os admiradores de romances de época e, principalmente, para os que são fãs de grandes escritoras inglesas.” – The Guardian
 
mary.jpg
 
O leitor contemporâneo terá dois bons motivos para se interessar por Mary Barton: o retrato realista de uma cidade e seus habitantes numa época que tem repercussões no modo em que vivemos até hoje; e uma velha e boa história de amor e assassinato, daquelas de nos deixar roendo as unhas até a última página.” – Julia Romeu, tradutora
 
As grandes escritoras do século XIX – Elizabeth Gaskell é uma delas – têm um domínio narrativo impressionante, não deixam espaços frouxos, desconexos, inúteis. Conhecem como poucos a arte de contar uma história e parecem ter sempre as rédeas na mão enquanto nos conduzem nessa viagem pelo tempo e pelo espaço.” – Heloisa Seixas
 
Neste romance impactante, a escritora britânica Elizabeth Gaskell (1810-1865) revela a luta de classes entre trabalhadores e patrões vigente na cidade de Manchester do século XIX. John Barton, operário que cria sozinho sua filha, Mary, leva uma vida difícil com o pouco que ganha por seu trabalho na fábrica. A moça logo começa a trabalhar como costureira, para ajudar seu velho pai nas despesas.
Jem, um jovem da família Wilson, amiga dos Barton, desde cedo nutre um sentimento pela bela Mary. Juntas nas dificuldades, as duas famílias seguem firmes frente às injustiças cometidas contra os trabalhadores. A jovem, porém, se ilude com as propostas de Henry Carson, filho do dono da fábrica em que seu pai trabalha, formando o triângulo amoroso que permeia a trama.
A situação social se agrava e, entre a falta de emprego e os salários miseráveis oferecidos, os trabalhadores escolhem negociar e protestar. Gaskell nos apresenta um final surpreendente, tanto para o embate social quanto para o desfecho amoroso.
Elizabeth Gaskell escreveu o livro em meio à crescente Revolução Industrial, ocorrida no século XIX, e às lutas trabalhistas por mais direitos. Apesar da origem burguesa da autora e embora ela não tivesse a intenção de apoiar a chamada revolução, o livro chegou a ser considerado subversivo devido à sensibilidade com que lida com a causa trabalhista.
Com a denúncia dos burgueses, o editor de Gaskell a convenceu de que deveria dar mais ênfase ao núcleo amoroso, a fim de sanar as críticas, e ela o fez, substituindo inclusive o título John Barton por Mary Barton. A então protagonista ganha status de heroína ao final do romance, papel que em geral não cabia às mocinhas da época.
 
MARY BARTON
Elizabeth Gaskell
Tradução: Julia Romeu
Páginas: 462
Preço: R$ 54,90
Editora: Record / Grupo Editorial Record