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UM LEGADO DE ESPIÕES

por Redação.

30/10/2017 19:34:00
 
John le Carré volta à Guerra Fria e a alguns de seus personagens icônicos, 27 anos depois
 
Em “Um legado de espiões”, o mestre da literatura de espionagem alterna o enredo entre os dias atuais e a década de 1960, cenário de seus mais famosos romances
 
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Ele mesmo um ex-espião, John le Carré mudou os parâmetros da literatura de espionagem mundial. O talento para narrativas e o conhecimento dos bastidores do assunto alçaram seus livros ambientados na Guerra Fria à categoria de clássicos, e os transformaram em referências para futuros autores do gênero. Em “Um legado de espiões”, que chega às livrarias no fim de outubro pela Record, Le Carré retoma as trajetórias de alguns de seus principais personagens 27 anos depois do lançamento de “O peregrino secreto”, até então último livro protagonizado por George Smiley, seu personagem mais famoso.
 
Na trama, Peter Guillam, parceiro e discípulo de Smiley na Circus – como é chamado o Serviço Secreto Britânico em suas histórias, inspirado no MI6 – vive tranquilo, mas um tanto atormentado, numa fazenda na Bretanha após sua aposentadoria. Um dia, recebe uma carta que o convoca, com urgência, a prestar esclarecimentos à antiga agência.
 
Assim, ele vai ser obrigado a relembrar um episódio difícil de sua trajetória profissional: a operação Windfall, que, na década de 1960, acabou dando muito errado e matando um casal de agentes e amigos de Guillam – em uma passagem que é parte do enredo do clássico “O espião que saiu do frio”.  Nos dias de hoje, os filhos do casal estão dispostos a descobrir exatamente o que aconteceu – e a arrancar muito dinheiro dos cofres britânicos no processo.
 
Le Carré vai alternando entre passado e presente, com as memórias e depoimentos de Guillam, mergulhando numa incrível retomada de seu familiar universo e dos temas que lhe são mais caros: a Guerra Fria e os conflitos morais da espionagem. E aqui ele vai além porque, ao relacionar os eventos do passado com os dias atuais, o personagem – e também o autor – compara o trabalho de agências de inteligência ontem e hoje, além de refletir sobre a legitimidade daquela guerra e até que ponto as ideologias que a guiaram permanecem vivas.
 
Um legado de espiões” é o nono romance da série George Smiley. Ele encerra a franquia iniciada com “O morto ao telefone”, de 1961, e que tem também entre seus títulos obras como “O espião que sabia demais”. Nos próximos meses, a Record lançará ainda novas edições dos outros oito livros, com capas novas e traduções revisadas.
 
TRECHO
 
Chegamos ao que parece ser o último andar, mas nada sinaliza isso. No mundo que um dia habitei, seus maiores segredos estavam sempre no último andar. Minha jovem acompanhante tem um punhado de fitas penduradas no pescoço contendo etiquetas eletrônicas. A menina abre uma porta também sem identificação, eu entro, ela fecha a porta. Tento girar a maçaneta. Nada acontece. Já fui trancafiado algumas vezes na vida, mas sempre pelo inimigo. Não há janelas ali; só pinturas infantis de flores e casas. Será que são os trabalhinhos da aula de artes dos filhos de A. Butterfield? Ou desenhos de ex-encarcerados?
E o que aconteceu com todos os barulhos? Quanto mais presto atenção, mais o silêncio piora. Nenhum ruído prazeroso de máquinas de escrever, nenhum telefone tocando sem parar, nenhum carrinho de pastas e arquivos chacoalhando como a van do leiteiro pelos corredores de tábuas corridas, nenhum urro furioso e gutural mandando parar essa porra de assobio! Em algum lugar no caminho entre Cambridge Circus e o Embankment, algo morreu, e não foi apenas o rangido de carrinhos de pastas e arquivos.”
 
JOHN LE CARRÉ
Páginas: 252
Preço: R$ 39,90
Tradução: Roberto Muggiati
Editora: Record

A MENTE IMPRUDENTE

por Redação.

21/10/2017 16:27:00
 
A mente imprudente” mostra como intelectuais do século XX apoiaram princípios tiranos e regimes totalitários
 
De Heidegger a Foucault, historiador da Universidade de Columbia analisa como pensadores foram influenciados por ideologias e paixões de suas épocas
 
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Ao longo da história, certos intelectuais receberam de braços abertos regimes totalitários fascistas e comunistas. Esta é a premissa do historiador americano Mark Lilla no livro “A mente imprudente”, lançamento da Editora Record. Em forma de ensaios, Lilla traça o perfil filosófico-político de seis pensadores do século XX, que, na visão do autor, se deixaram levar por ideologias e fecharam os olhos ao autoritarismo, à brutalidade e ao terrorismo de Estado.
 
O historiador conta a trajetória do filósofo alemão Martin Heidegger e sua entrada no partido nazista em maio de 1933, ainda que hoje já se saiba que pelo menos dois anos antes ele já tinha manifestado apoio a Hitler. A decisão de seguir o nazismo complicou a vida de seu amigo  Karl Jaspers e de Hannah Arendt, com quem Heidegger viveu um romance.
 
Jaspers era um amigo, Arendt fora sua amante, e ambos admiravam Heidegger como um pensador que, segundo acreditavam, tinha revivido sozinho o autêntico ato de filosofar. Agora eles tinham de se perguntar se sua decisão política refletia apenas uma fraqueza de caráter ou se havia sido preparada pelo que Arendt chamaria mais tarde de seu “pensamento apaixonado”. Neste último caso, significaria que seu próprio apego intelectual/erótico a ele como pensador estava comprometido? Acaso haviam se equivocado apenas a respeito de Heidegger ou também sobre a filosofia e sua relação com a realidade política?”, indaga o autor.
 
Assim como Heidegger, o filósofo alemão Carlos Schmitt apoiou publicamente os nazistas nos primeiros dias do Terceiro Reich.  Lilla analisa também como Walter Benjamin, considerado um dos intelectuais mais importantes do século XX, expressa em suas cartas que era um pensador teologicamente inspirado e politicamente instável. Ele conta que nos anos 30, Benjamin se mantivera calado sobre “processos exemplares” em Moscou e ao longo da década não foi capaz de criticar Stalin publicamente, nem quando a militante e diretora teatral Asja Lacis, com quem se envolveu amorosamente, foi levada a um gulag, campo de trabalho forçado para onde iam “inimigos” do Estado.
 
O historiador relata ainda aspectos controversos na trajetória do filósofo russo Alexandre Kojève, do franco-argelino Jacques Derrida e de Michel Foucalt,  que se declarava discípulo do Marquês de Sade e se divertia com as gravuras de Goya retratando a carnificina da guerra:
 
Assistimos ao processo mediante o qual uma obsessão intelectual com a transgressão culminou numa perigosa dança com a morte”, afirma.
 
A MENTE IMPRUDENTE
(The reckless mind: intellectuals in politics)
Mark Lilla
196 páginas
R$39,90
Editora Record
(Grupo Editorial Record)

SENHOR DAS SOMBRAS

por Redação.

15/10/2017 17:33:00
 
Cassandra Clare lança segundo volume da trilogia "Os artifícios das trevas"
 
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Cassandra Clare, autora do fenômeno "Os instrumentos mortais", já chegou à marca de 2 milhões de exemplares vendidos no Brasil. Em 2016, a Galera Record lançou sua nova trilogia ambientada no universo dos Caçadores de Sombras, "Os artifícios das trevas". Este mês, chega às livrarias o segundo volume da série, que alcançou os primeiros lugares das listas de mais vendidos em todo o mundo e no Brasil.
 
Em "Senhor das sombras", Emma Castairs está tentando lidar com o amor proibido que sente por Julian, seu parabatai — um parceiro Caçador de Sombras, unido a ela por um juramento de lealdade eterna e por quem Emma não poderia nunca se apaixonar, sob o risco de serem destruídos por uma maldição. No entanto, ela não só quebra essa regra como o sentimento também é recíproco.
 
Para proteger Julian, Emma começa a namorar Mark Blackthorn, irmão dele, que passou os últimos cinco anos preso no Reino das Fadas e não sabe se um dia conseguirá voltar a ser um Caçador das Sombras. Há, porém, um livro de magia negra que apenas os Blackthorn podem encontrar, o Volume Negro dos Mortos, que é a única esperança de Emma e Julian. Para tentar encontrá-lo, os dois se juntam a Mark e a Cristina, melhor amiga da protagonista, em uma viagem pelo Reino das Fadas.
 
Enquanto isso, as tensões entre os Nephilim e o Submundo parecem cada vez piores. Assim, surge um grupo extremista de Caçadores de Sombras disposto a interrogar e torturar quem quer que viole os acordos estabelecidos na Paz Fria. Algo que não se distancia muito da vida real, diz a autora. "À medida que passávamos por toda a nossa eleição dos EUA, eles [os personagens do livro] definitivamente foram se tornando um grupo mais xenófobo, fascista, mais nacionalista, e foi realmente interessante planejar tudo isso. Eu senti que estava refletindo coisas que estavam acontecendo no momento em que eu estava escrevendo", comentou Cassandra em entrevista a jornal Independent, que pode ser lida na íntegra aqui.
 
Do outro lado, os integrantes do Submundo se voltam contra a Clave dando origem a uma nova ameaça: o Senhor das Sombras. Para proteger tudo aquilo que mais amam, Emma, Julian e Mark contam com um plano arriscado, cujo sucesso pode ter um resultado terrível para eles.
 
A primeira edição de "Senhor das sombras" tem capa com tratamento holográfico e um capítulo extra.
 
SENHOR DAS SOMBRAS
OS ARTIFÍCIOS DAS TREVAS – VOL . 2
(Lord of shadows)
CASSANDRA CLARE
Preço: R$ 49,90
Tradução: Rita Sussekind e Ana Resende
Editora: Galera | Grupo Editorial Record

A VERDADE SOBRE A TRAGÉDIA DOS ROMANOV

por Redação.

15/10/2017 15:50:00
 
Em livro, historiador contesta versão oficial sobre assassinato dos Romanov
 
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Em 1917, a Revolução Russa mudou a configuração do país – e depois, consequentemente, do mundo – ao derrubar a monarquia e alçar o partido bolchevique e seu regime socialista soviético ao poder. Durante pouco mais de um ano, o tsar deposto, Nicolau II, viveu em prisão domiciliar e posterior exílio com a família – a esposa e cinco filhos. Em julho de 1918, toda a família foi executada na cidade de Ecaterimbugo, num dos mais emblemáticos episódios da revolução. Embora essa seja a história oficial, sempre houve teorias de que alguns dos membros do clã Romanov pudessem ter, secretamente, escapado da morte. O historiador Marc Ferro é um dos que questiona esta narrativa, como mostra em “A verdade sobre a tragédia dos Romanov”, que a Record lança em outubro.
 
Em intenso trabalho de pesquisa, Ferro consultou documentos, depoimentos e diários, analisou casos como os de juízes e testemunhas subitamente mortos ou executados, peças do dossiê de instrução subutilizadas e testes de DNA controversos. Por fim, chegou à conclusão de que a tsarina e suas filhas teriam sido salvas graças a um acordo secreto entre bolcheviques e alemães, a partir do qual – e para sempre – elas deveriam se calar sobre terem sobrevivido.
 
No livro, o especialista em história européia do início do século XX e em história da Rússia e da União Soviética constrói a sua tese: ele detalha seu processo de apuração, revisita as tensões da época e analisa a posterior investigação conduzida pela Rússia. O livro traz ainda um apêndice com a íntegra de alguns dos documentos citados por Ferro, uma cronologia dos acontecimentos e a genealogia da família Romanov, entre outros extras.
 
TRECHO
 
Neste inverno, recebi o telefonema de uma colega americana que ainda não conhecia, Marie Stravlo. De um fôlego só, ela disse: ‘Olá, Marc Ferro, encontrei o rastro de Olga, filha do tsar. Os documentos estão no Vaticano. Você tinha razão em Nicolau II. Suas filhas não foram executadas.’
Há um mês, Marie Stravlo bateu à minha porta, orgulhosa e feliz por ter em mãos o diário de Olga Romanov, escrito nos anos 1950 e intitulado Io vivo... [Eu vivo]. ‘Como você conseguiu descobrir a verdade?’, perguntou ela.
Eu lhe respondo neste livro.
Para ser honesto, minha hipótese, formulada pela primeira vez em 1990 em uma biografia de Nicolau II, foi recebida na França com uma indiferença e um silêncio glaciais. ‘Uma farsa!’, escreveu um jornal londrino.
Como se poderia pôr em dúvida o que se sabia há muito tempo, ou seja, que em 16 de julho de 1918, na casa Ipatiev, em Ecaterimburgo, Nicolau II, sua esposa, seu filho e suas quatro filhas foram selvagemente executados pelos bolcheviques?
 
Marc Ferro é historiador e diretor acadêmico da Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais, em Paris, codiretor da revista Les Annales e coeditor do Journal of Contemporary History. É autor, entre outros, de “Cinema e história” e “Reviravolta da história: a queda do muro de Berlim" e o fim do comunismo, ambos pela Paz & Terra.
 
A VERDADE SOBRE A TRAGÉDIA DOS ROMANOV
(La vérité sur la tragédie des Romanov)
MARC FERRO
Páginas: 168
Preço: R$ 39,90
Tradução: Alessandra Bonrruquer
Editora: Record

TUDO AQUILO QUE NOS UNE (Common ground)

por Redação.

09/10/2017 20:44:00
 
Em 2016, Donald Trump foi eleito presidente dos Estados Unidos com um discurso extremamente conservador em relação aos mais diversos assuntos – entre eles imigração, política externa e saúde das mulheres. Cerca de um ano antes, Justin Trudeau havia liderado o Partido Liberal do Canadá numa vitória histórica, garantindo importante maioria parlamentar e tornando-se o primeiro-ministro do país. Embora sejam contemporâneos e governem países vizinhos, os dois são constantemente citados em posições antagônicas, já que o canadense tem chamado a atenção do mundo por sua abordagem política liberal e altamente progressista. A ideia de que uma das maiores forças do Canadá é sua diversidade é um dos pilares do seu discurso, e permeia todo o texto de "Tudo aquilo que nos une", autobiografia de Trudeau, que a BestSeller coloca nas livrarias em outubro.
 
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Quando Justin Trudeau nasceu, seu pai, Pierre Trudeau, era o primeiro-ministro do Canadá. Um dos mais admirados líderes políticos da história do país, Pierre foi uma influência determinante na vida de Justin. Ele começa o relato narrando as aventuras ao ar livre com o pai e os dois irmãos, os altos e baixos da infância na residência oficial, suas viagens pelo mundo ao lado de Pierre e alguns engraçados encontros infantis com nomes importantes da política na época, como o presidente americano Ronald Reagan e a Princesa Diana.
 
Mas, apesar de não negar sua influência, o líder canadense faz questão de apontar suas diferenças – que ficaram claras pela primeira vez, ele conta, ao ser reprovado em uma matéria na escola, onde o pai também havia estudado e sido um aluno exemplar. O jeito rígido de lidar com as pessoas e a intelectualidade um tanto conservadora não foram hereditárias: ao contrário de seu pai, Justin diz gostar de estabelecer conexões pessoais, nas ruas. E é famoso também por gostar de cultura pop – ele causou comoção na internet ao aparecer vestindo uma blusa de "O guia do mochileiro das galáxias", por exemplo.
 
Justin Trudeau não foge de momentos difíceis, e fala no livro sobre a separação dos pais, que foi prato cheio para os jornais à época, quando ele ainda era criança. O político conta como a luta da mãe contra o transtorno bipolar moldou sua relação com os filhos, e destaca ainda as divergências irreconciliáveis de personalidade entre os pais, cuja diferença de idade era de 30 anos.  Outra passagem emocionante é a morte de Michel, seu irmão mais novo, aos 23 anos. Ele desapareceu após uma avalanche enquanto esquiava, e a perda foi especialmente difícil para o pai, que acabou falecendo dois anos depois.
 
Em ordem cronológica, o premier canadense fala ainda da adolescência, com suas divertidas "tentativas de desenvolver uma identidade social", a "acne terrível", e o mau jeito com as meninas; conta sobre seu período na faculdade e a "breve fase de farra"; e narra como foi afetado por uma viagem de um ano pelo mundo feita em meio à faculdade. Trudeau relata ainda suas experiências como professor em escolas e instrutor de snowboard, seu amor pelo boxe e o começo de sua família, ao conhecer a hoje esposa, Sophie.
 
A entrada para a política, que sempre pareceu inevitável, acabou vindo mais tarde. Relutante em seguir os passos do pai, foi só em 2006 que ele decidiu participar mais de perto: quando os liberais perderam a eleição em janeiro, Trudeau sentiu que poderia oferecer algo à renovação do partido. Começou fazendo pesquisas, elaborando relatórios e, no ano seguinte, decidiu disputar um cargo no parlamento pelo distrito de Papineau, em Montreal. Desacreditado pelo próprio partido, por comentaristas e jornalistas, investiu numa campanha de "corpo a corpo", conhecendo os eleitores nas ruas. A estratégia deu certo e, a partir daí, sua subida foi constante.
 
No relato, ele faz uma autocrítica importante da atuação do Partido Liberal que, em 2011, sofreu uma grande derrota. "O principal motivo foi o Partido Liberal ter perdido o contato com os canadenses, e nós estávamos ocupados demais com brigas internas para perceber. Acabamos pagando caro pelo erro", escreve. Em suas campanhas seguintes, para a liderança do partido e, por fim, para o cargo de primeiro-ministro, Trudeau investiu em ouvir os jovens, abraçar as minorias e usar a internet com inteligência – algo muito parecido com o que Barack Obama havia feito nos EUA anos antes.
 
O livro ajuda a entender por que Trudeau é personagem habitual de reportagens que destacam suas opiniões progressistas sobre a legalização do aborto e da maconha, por exemplo, ou sua decisão de abrir as portas do país para mais de 40 mil refugiados em meio à crise no Oriente Médio e na Europa. Seu gabinete, um grupo heterogêneo formado por homens e mulheres das mais distintas ascendências e etnias, também chamou atenção na época de sua posse. Ao ser perguntado por que havia escolhido um grupo tão diverso, ele respondeu apenas: "Porque estamos em 2015.".
 
O livro traz ainda um encarte com dezenas de fotos, oficiais e pessoais, que ilustram desde a infância de Trudeau até sua relação com os filhos e suas campanhas políticas; além de um apêndice que reproduz cinco de seus principais discursos. 
 
TRECHO
 
"Quando eu tinha uns 17 anos, o grupo saiu para uma de nossas primeiras refeições chiques em um restaurante sofisticado no centro de Montreal. Como a maioria dos atos feitos por garotos de 17 anos, a saída foi organizada para impressionar garotas. Eu pedi carnard au vinaigre de framboise [pato com vinagre de framboesa] e fiz questão de inspirar profundamente ao emitir essas palavras para o garçom. Até hoje, meus amigos ainda falam em "bater no Justin até o pato sair" quando parece que estou deixando a situação me subir à cabeça. É um ótimo puxão de orelhas. Nos anos seguintes, independentemente de eu ser aluno, professor, monitor de acampamento ou de partido, esses bons amigos sempre me trataram da mesma forma. Para eles eu sou, e sempre serei, 'apenas Justin'."
 
Justin Trudeau é primeiro-ministro do Canadá e líder do Partido Liberal. Antes de ser eleito, foi professor, defensor do meio-ambiente e porta-voz da juventude. Nascido em 25 de dezembro de 1971, é o filho mais velho do ex-primeiro ministro Pierre Elliot Trudeau. É casado com Sophie Grégoire desde 2005, e eles têm três filhos: Xavier, Ella-Grace e Hadrien.
 
TUDO AQUILO QUE NOS UNE
(Common ground)
JUSTIN TRUDEAU
Páginas: 238
Preço: R$ 44,90
Tradução: Patricia Azeredo
Editora: BestSeller | Grupo Editorial Record