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TRÓPICO DE CÂNCER

por Redação.

18/08/2017 21:57:00
 
José Olympio lança novas edições de “Trópico de Câncer” e “Trópico de Capricórnio”, de Henry Miller
 
Primeira obra de Henry Miller, esse relato autobiográfico e ficcional das aventuras do autor, entre prostitutas e cafetões, entre pintores e escritores sem dinheiro em Montparnasse, foi lançado em 1934 e imediatamente proibido nos países de língua inglesa. Seus trechos de sexo explícito eletrizaram a vanguarda literária europeia, e o livro foi amplamente elogiado por escritores como T.S. Eliot, Ezra Pound e Lawrence Durrell.
 
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Um Henry Miller sem um centavo no bolso e ainda não publicado chega a Paris nos anos 1930. Deixa para trás um casamento em crise e uma carreira estagnada e infeliz nos Estados Unidos – ambos seriam retratados posteriormente em Trópico de Capricórnio.
 
Mas neste Trópico de Câncer, o momento é de libertação. Miller depara-se com a vida boêmia da capital francesa. Não apenas a enfrenta, mas, sem hesitações e com vigoroso deleite, vive dias e noites de erotismo e liberdade. No livro, escreve com uma franqueza simples, um humor generoso e a alegria encontrada depois de se ter passado pelo extremo do desespero.
 
Com primeira publicação pela Obelisk Press, em Paris, o livro foi exaltado por Samuel Beckett como “um evento monumental da história da escrita moderna”. Em 1940, George Orwell definiu Miller como “o único escritor de prosa com algum valor que apareceu entre as raças anglofônicas em algum tempo.” Orwell não compartilhava dos valores morais de Miller, mas soube reconhecer sua escrita lúcida, honesta e poderosa.
 
Trópico de Câncer venceu uma censura de quase três décadas, sendo lançado em 1961 nos Estados Unidos e, em 1963, no Reino Unido – período em que vendeu mais de dois milhões e meio de exemplares. Foi só nos anos 1960 que, saudado por seus ideais libertários, pôde ser bem recebido pela contracultura americana. O país em que nasceu e que embargou suas obras também transformou Henry Miller em profeta da liberdade e da revolução sexual.
 
TRECHO:
Aos poucos, o quarto começa a rodar e, um por um, os continentes escorrem para o mar, só a mulher sobra, mas o corpo dela é uma massa de geografia. Debruço-me na janela e a Torre Eiffel borbulha champanhe, toda construída com números e envolta em renda preta. Os esgotos gorgolejam furiosamente. Em toda a parte há apenas telhados, arrumados com execrável destreza geográfica.
 
TRÓPICO DE CÂNCER
Henry Miller
Tradução: Beatriz Horta
Páginas: 292
Preço: R$ 42,90
Editora: José Olympio / Grupo Editorial Record
 
TRÓPICO DE CAPRICÓRNIO
 
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Cinco anos depois da publicação do escandaloso Trópico de Câncer (1934), Henry Miller lançou este Trópico de Capricórnio (1939). Não repetia a fórmula anterior, apesar de o erotismo e a sexualidade ainda serem extremamente evidentes, mas alcançava um tom mais subjetivo e mais denso. Nele, Miller conta seu passado em Nova York, história-mito anterior à parisiense relatada no primeiro livro. Um passado permeado por considerações existenciais e em tons de cinza, da falta de trabalho e de dinheiro a um emprego odioso.
 
Neste Trópico, Miller, em sua arrogância e em sua bondade, é ainda mais honesto com a natureza humana. Afirma: “(...) parece que fiquei completamente indiferente: a maioria das crianças se rebela, ou finge rebelar-se, mas eu estava cagando. Era um filósofo quando ainda usava fraldas. (...) sou até um pouco pior, porque via com mais clareza que eles e ainda assim continuava impotente para alterar minha vida. (...) Viviam me exortando a não ser tolerante, sentimental nem caridoso demais. Seja firme! Seja duro!, advertiam-me. Foda-se!, eu dizia a mim mesmo, vou ser generoso, maleável, misericordioso, tolerante, carinhoso. No início ouvia todo mundo até o fim; se não podia dar um emprego a alguém, dava-lhe dinheiro, e se não tinha dinheiro, dava-lhe cigarros ou coragem.”   
 
Nas considerações sobre si, o autor também não parecia mais inclinado ao otimismo: “Meu amigo Kronski zombava de mim por minhas ‘euforias’. Era a forma disfarçada que tinha de me lembrar, quando eu estava extraordinariamente alegre, que no dia seguinte estaria deprimido. Era verdade. Eu só tinha altos e baixos. Longos períodos de tristeza e melancolia, seguidos por extravagantes explosões de alegria, de uma inspiração que parecia um transe. Jamais um nível em que fosse eu mesmo. Soa estranho dizer isso, mas nunca fui eu mesmo. Ou era anônimo ou a pessoa chamada Henry Miller elevada à enésima potência.”
 
Trópico de Capricórnio não é libertário como Trópico de Câncer. Pelo contrário, nele, o sexo parece mais escapismo do que celebração, fuga de uma realidade cruel e opressora. Mas, mesmo pessimista, a situação extremada parece pedir uma reação, que, como se sabe, viria com a ida a Paris.
 
TRECHO:
Assim como a própria cidade se tornara um imenso túmulo em que os homens lutavam para conquistar uma morte decente, também minha vida veio a parecer um túmulo, que eu construía a partir de minha própria morte. Eu vagava por uma floresta de pedra cujo centro era o caos; às vezes, no centro mesmo, no coração mesmo do caos, eu dançava e bebia estupidamente, ou fazia amor, ou amizade com alguém, ou planejava uma nova vida, mas era tudo caos, tudo pedra, e tudo irremediável e desconcertante.”
 
TRÓPICO DE CAPRICÓRNIO
Henry Miller
Tradução: Marcos Santarrita e Angela Pessôa
Páginas: 322
Preço: R$ 42,90
Editora: José Olympio / Grupo Editorial Record

Tartarugas até lá embaixo

por Redação.

16/08/2017 22:38:00
 
Novo romance de John Green terá lançamento mundial em outubro
Tartarugas até lá embaixo, o livro mais esperado do ano, chega ao Brasil pela Intrínseca, que prepara uma tiragem inicial de 200 mil exemplares para a obra
 
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Aguardado por milhões de leitores em todo o mundo, o novo romance do norte-americano John Green chega às livrarias no dia 10 de outubro. Intitulado Tartarugas até lá embaixo, o livro, que teve a capa divulgada nos EUA na semana passada, é o primeiro lançado pelo autor em seis anos. O supercelebrado John Green tem quatro best-sellers publicados no Brasil pela Intrínseca — entre os quais estão A culpa é das estrelas e Cidades de papel, adaptados para o cinema com estrondoso sucesso. Juntos, os livros venderam no país mais de 4,5 milhões de exemplares. Para o lançamento de Tartarugas até lá embaixo, a editora prepara uma impressionante tiragem inicial de 200 mil cópias.
 
A trama de Tartarugas até lá embaixo acompanha Aza Holmes, uma menina de 16 anos que decide investigar o paradeiro de um bilionário desaparecido misteriosamente. Aza faz de tudo para agir como uma grande detetive, enquanto tenta também ser uma boa filha, amiga e aluna. Paralelamente, ela precisa ainda encontrar formas de lidar com seu transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).
 
Tartarugas até lá embaixo é sem dúvida o mais pessoal dos livros de John Green, autor que desde criança teve a rotina afetada pelo TOC. Recheado de frases sublinháveis e repleto de referências à cultura pop, o livro fala sobre amizades duradouras, reencontros inesperados, fan-fics de Star Wars e — por que não? — estranhos répteis neozelandeses.
 
Sobre o autor
John Green, autor de A culpa é das estrelas; Quem é você, Alasca?; Cidades de papel e O Teorema Katherine, é um dos escritores contemporâneos mais queridos pelo público e igualmente festejado pela crítica. Considerado pela revista Time uma das pessoas mais influentes do mundo e publicado em mais de cinquenta idiomas, John Green comanda, com o irmão, o Vlogbrothers, canal do YouTube com mais de 600 milhões de visualizações, e o Crash Course, canal educacional que leva conteúdo didático gratuito a mais de 4,6 milhões de inscritos. 
 
Tartarugas até lá embaixo
John Green
Editora: Intrínseca
Tradução: Ana Rodrigues          
256 páginas
Impresso: R$ 34,90
E-Book: R$ 22,90 

Com licença, posso entrar?

por Redação.

15/08/2017 22:30:00
 
Livro convida o leitor para uma viagem inesquecível
Com mais de 30 crônicas sobre os sentimentos humanos, "Com licença, posso entrar?" é uma obra sincera e sem máscaras
 
"Com licença, posso entrar?", da jornalista gaúcha Ju Farias, fala sobre o amor em tempos de dor. São 80 páginas de crônicas e outras histórias sobre um novo jeito de ver a vida. "Desejo que as pessoas reflitam sobre elas mesmas sem medo do que descobrirão", diz a autora, que é sucesso de público em portais nacionais como A Soma de Todos os Afetos e O Segredo.
 
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O livro, lançado do início do ano, conta histórias sobre sentimentos humanos, alguns bons e outros nem tanto. "Aprendi que só evoluímos quando entendemos quem somos e aceitamos nossa imperfeição. Essa é a forma mais bonita de compreender melhor as voltas que o mundo dá e desviar da rota sempre que a dor for maior que o amor", completou.
 
Lançado pela editora Autografia, "Com licença, posso entrar?" surgiu da ideia de reunir algumas das crônicas de maior sucesso da jornalista. Com cerca de dois milhões de acessos na internet, a autora diz que a intenção é sempre chegar mais perto do leitor.
 
"Tem muita gente que me segue e que acaba virando meu amigo. Se o que escrevo faz a diferença na vida dessas pessoas, quero trazê-las para perto de mim. É dessa forma que conheço as mais variadas histórias de gente como a gente e são elas que me inspiram para novas viagens", conclui.
 
A obra está disponível no portal da editora Autografia e também nas livrarias Cultura, Saraiva, Cia dos Livros e Amazon

O GAROTO ESTÁ DE VOLTA

por Redação.

12/08/2017 14:50:00
 
Na série "Garotos", Meg Cabot usa sua escrita engraçada e espertinha na construção de tramas para adultos. Os livros "O garoto da casa ao lado", "Garoto encontra garota" e "Todo garoto tem" têm histórias independentes, mas um traço comum: nesta franquia, Meg experimenta com a linguagem, narrando a história por meio de e-mails, mensagens de texto, posts no Facebook , reportagens de jornal e páginas de diário, por exemplo.
 
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É assim também em "O garoto está de volta", que chega às livrarias pela Galera em agosto. O enredo acompanha o relacionamento complicado entre Becky Flowers e Reed Stewart. Os dois foram namorados na época da escola, mas um incidente no dia do baile de formatura acaba separando o casal. Ele vai embora da pequena Bloomville, torna-se um jogador de golfe famoso, e nunca mais retorna à cidade natal. Ela fica por lá e transforma-se numa bem sucedida profissional no ramo de realocação de idosos.
 
Um escândalo com os pais de Reed o fará retornar dez anos depois. E Becky vai ser  contratada pela família Stewart para ajudar. Sem conseguirem evitar um ao outro e ainda cheios de perguntas e sentimentos que acreditavam pertencer ao passado, os dois vão ter muito o que resolver. Os personagens secundários absolutamente disfuncionais garantem o humor que é característica marcante da autora.
 
Meg Cabot nasceu em Bloomington, Indiana. Trabalhou como ilustradora e é autora das séries "O diário da princesa", "A mediadora" e "Desaparecidos", entre outras. Seus livros venderam mais de 25 milhões de exemplares no mundo.
 
O GAROTO ESTÁ DE VOLTA
(The boy is back)
MEG CABOT
Páginas: 352
Preço: R$ 39,90
Tradução: Alice Mello
Editora: Galera | Grupo Editorial Record

UMA HISTÓRIA CULTURAL DA RÚSSIA

por Redação.

10/08/2017 20:25:00
 
Em “Guerra e paz”, de Tolstoi, há uma cena em que a condessa Natasha Rostova vai com seu irmão Nikolai à cabana de um “tio”, depois de uma caçada, prova de petiscos russos e dança graciosamente “Lá vem uma donzela pela rua”, uma cantiga pastoril romântica que ela, criada em salões nobres, nunca ouvira antes. Segundo o autor russo, a facilidade com que a moça se apropriou da música e da dança camponesa mostra que ali, naquela melodia e letra, estavam o “espírito e os movimentos russos inimitáveis” presentes em todos os homens e mulheres do país. É nessa cena que o historiador inglês Orlando Figes se inspira para escrever “Uma história cultural da Rússia”, que a Record publica agora no Brasil.
 
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O que permitiu a Natasha captar tão instintivamente o ritmo da dança? Como pôde entrar tão facilmente nessa cultura de aldeia da qual, pela educação e pela classe social, estava tão afastada? Devemos supor, como Tolstoi nos pede nessa cena romântica, que uma nação como a Rússia pode se manter unida pelos fios invisíveis de uma sensibilidade nativa? A pergunta nos leva ao centro deste livro. Ele se denomina uma história cultural. Porém, os elementos de cultura que o leitor aqui encontrará não são apenas grandes obras criativas como Guerra e paz, mas também artefatos, desde os bordados populares do xale de Natasha às convenções musicais da canção camponesa. E são evocados não como monumentos à arte, mas como impressões da consciência nacional que se misturam à política e à ideologia, aos costumes e crenças sociais, ao folclore e à religião, aos hábitos e convenções e a todo o resto do bricabraque mental que constitui uma cultura e um modo de vida”, escreve o autor na introdução da obra.
 
Segundo Figes, nos últimos duzentos anos, na ausência de parlamento e imprensa livre, coube às artes do país refletir sobre política, filosofia e religião. Nesse livro monumental, ele apresenta aos leitores os bordados folclóricos, as canções camponesas, os ícones religiosos e todos os costumes do cotidiano, desde a comida e a bebida até os hábitos de banho, passando pelas crenças sobre o mundo espiritual. As personagens do historiador são múltiplas e diversas: vão de Tolstoi à serva Praskovia Sheremeteva, que se tornou a primeira estrela da ópera russa e chocou a sociedade quando casou com seu mestre, o conde Nikolai Petrovich, quase vinte anos mais velho.
               
De forma extraordinária, talvez exclusiva da Rússia, a energia artística do país foi quase inteiramente dedicada à busca da compreensão da ideia da sua nacionalidade. Em lugar nenhum o artista foi mais sobrecarregado com a tarefa da liderança moral e da profecia nacional, nem mais temido e perseguido pelo Estado. Alienados da Rússia oficial pela política e da Rússia camponesa pela educação, os artistas russos tomaram a si criar uma comunidade nacional de valores e ideias por meio da literatura e das artes plásticas. O que significava ser russo? Qual era o lugar e a missão da Rússia no mundo? E onde estava a verdadeira Rússia? Na Europa ou na Ásia? Em São Petersburgo ou em Moscou? No império do tsar ou na aldeia lamacenta de uma só rua onde morava o “tio” de Natasha? Estas eram as “malditas perguntas” que ocuparam a mente de todos os escritores, críticos literários e historiadores, pintores e compositores, teólogos e filósofos sérios na época de ouro da cultura russa, de Pushkin a Pasternak. São elas as perguntas que estão sob a superfície da arte neste livro. As obras aqui discutidas representam uma história das ideias e atitudes — conceitos da nação pelos quais a Rússia tentou se entender. Se olharmos com atenção, elas podem se tornar uma janela para a vida intima de uma nação”, escreve o autor.
 
Começando no século XIX com a construção de São Petersburgo – “uma janela ao oeste” – e culminando com os desafios impostos à identidade russa pelo regime soviético, Orlando Figes escreveu um livro que é considerado uma obra-prima sobre a Rússia. Ele chega às livrarias em agosto, pela Record.
 
TRECHO:
 
A dança de Natasha, no seu âmago, é um encontro entre dois mundos inteiramente diferentes: a cultura europeia das classes superiores e a cultura russa do campesinato. A guerra de 1812 foi o primeiro momento em que os dois se moveram juntos numa formação nacional. Movida pelo espírito patriótico dos servos, a aristocracia da geração de Natasha começou a se libertar das convenções estrangeiras da sua sociedade e buscar uma noção de nacionalidade baseada em princípios “russos”. Trocaram o francês que falavam pela língua nativa; russificaram os costumes e vestimentas, os hábitos alimentares e o gosto na decoração de interiores; foram ao campo aprender o folclore, a dança e a música camponesas, com a meta de criar um estilo nacional em todas as suas artes para alcançar e educar o homem comum; e, como o “tio” de Natasha (ou até mesmo o seu irmão, no final de Guerra e paz), alguns renunciaram à cultura da corte de São
Petersburgo e tentaram adotar um estilo de vida mais simples (mais “russo”) ao lado dos camponeses das suas propriedades.
 
A interação complexa entre esses dois mundos teve influência crucial sobre a consciência nacional e sobre todas as artes no século XIX. Essa interação é uma característica importante deste livro. Mas a história que ela conta não pretende sugerir que a consequência foi uma única cultura “nacional”. A Rússia era complexa demais, socialmente dividida, politicamente diversificada, mal definida em termos geográficos e, talvez, grande demais para uma cultura única se passar por herança nacional. Em vez disso, a minha intenção é me rejubilar com a enorme diversidade de formas culturais da Rússia. O que torna tão esclarecedor o trecho de Tolstoi é o modo como traz a dança tantas pessoas diferentes: Natasha e o irmão, a quem esse mundo estranho, mas encantador da aldeia e subitamente revelado; o “tio”, que vive nesse mundo mas não faz parte dele; Anisia, que é aldeã mas que também mora com o “tio” à margem do mundo de Natasha; e os servos caçadores e os outros servos domésticos, que observam, sem dúvida com diversão 
curiosa (e talvez com outros sentimentos também), a bela condessa executar a sua dança. A minha meta é explorar a cultura russa da mesma maneira que Tolstoi apresenta a dança de Natasha: como uma série de encontros ou atos sociais criativos que foram realizados e entendidos de muitas formas diferentes.
Ver uma cultura dessa maneira refratada e questionar a ideia de um núcleo puro, orgânico ou essencial. Não havia danca camponesa russa “autêntica” do tipo imaginado por Tolstoi e, assim como a melodia que Natasha danca, a maioria das “canções populares” russas, na verdade, vinha das cidades.”
 
UMA HISTÓRIA CULTURAL DA RÚSSIA
Orlando Figes
Tradução: Maria Beatriz de Medina
Páginas: 882
Preço: R$ 109,90
Editora: Record