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MUITO ALÉM DO INVERNO

por Redação.

10/11/2017 21:38
 
Em novo romance, Isabel Allende escreve sobre a capacidade de reinvenção em meio a tempestades
No livro, que se passa em tempos diferentes nos Estados Unidos, Guatemala, Chile e Brasil, três personagens descobrem sua força interior ao embarcarem numa aventura dramática e imprevisível
Em entrevista na Espanha, autora diz que ela mesma encontrou um novo amor, aos 75 anos, e vive “um novo verão” após se separar do ex-marido, com quem ficou por 28 anos
 
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No meio de um inverno aprendi, finalmente, que havia em mim um verão invencível”, escreveu Albert Camus no ensaio Retour à Tipasa. A frase está na epígrafe e inspirou o novo livro de Isabel Allende, “Muito além do inverno”. O romance trata da capacidade de reinvenção em meio a adversidades. Quando lançou a obra, este ano, ela contou, em uma entrevista em Madri ao El País, que, aos 75 anos, encontrou um novo amor. Ela havia se separado de seu marido, depois de 28 anos de convivência, há cerca de dois anos:
 
Um senhor de Nova York me escutou no rádio de seu carro, a caminho de Boston. Mandou um email ao meu escritório, e outro, e mais outro. No terceiro, respondi eu mesma porque veio com um buquê de flores. Cinco meses depois de receber diariamente um email de bom-dia e outro de boa-noite, aproveitei uma viagem de trabalho para conhecê-lo. Então, em cinco minutos, tudo aconteceu, e agora ele está vendendo o que tem para vir morar comigo. Ou seja, essas coisas existem, são milagres que acontecem. Sim, aos 75 estou apaixonada pela terceira vez na minha vida, não há amor sem risco”.
 
No livro, em meio a uma nevasca no Brooklyn, aos 60 anos, Richard Bowmaster, um professor universitário, bate na traseira do carro de Evelyn Ortega, uma jovem imigrante ilegal da Guatemala. O que a princípio parecia apenas um pequeno incidente toma um rumo imprevisto e muito mais sério quando Evelyn aparece na casa do professor em busca de ajuda. Confuso com a situação e sem entender o espanhol falado pela jovem, ele pede ajuda a sua inquilina, Lucía Maraz, uma chilena de 62 anos, que está passando uma temporada nos Estados Unidos como palestrante na mesma universidade em que Richard dá aula. Juntas, essas pessoas tão diferentes embarcam em uma dramática e incrível aventura, que vai do Brooklyn do presente à Guatemala de um passado recente, do Chile dos anos 1970 ao Brasil dos anos 1980, e na qual descobrem sua força interior. Para Lucía e Richard, além de tudo, significa uma nova chance para o amor.
 
Para Allende, que na obra explora temas como direitos humanos e a difícil situação dos imigrantes e refugiados, “não só os humanos, mas também os povos, as nações, o mundo tem dentro de si um verão invencível que pode acabar com qualquer inverno se lhe dermos a oportunidade e assumimos o risco”.
 
O livro será lançado em novembro, pela Bertrand Brasil.
 
TRECHO:
 
Ao amanhecer do sábado, a tormenta havia passado, deixando o Brooklyn meio afundado na neve. Richard acordou com a má impressão de ter ofendido Lucía na noite anterior ao desprezar friamente seus temores. Seria agradável estar ao seu lado enquanto, lá fora, o vento e a neve açoitavam a casa. Por que a cortara secamente? Temia cair na armadilha da paixão, uma armadilha que evitara durante 25 anos. Não se perguntava por que evitava o amor, já que a resposta era óbvia: era sua eterna penitência.”
 
MUITO ALÉM DO INVERNO
Isabel Allende
Tradução: Luís Carlos Cabral
Páginas: 294
Preço: R$ 42,90
Editora: Bertrand Brasil / Grupo Editorial Record

O maravilhoso bistrô francês

por Redação.

09/11/2017 22:21
 
Antes de morrer, o pai de Marianne fez com que a filha prometesse ser feliz. Ela tinha apenas 19 anos e pouco tempo depois se casou com Lothar, um alemão sargento-mor da artilharia.  Ele amava seu trabalho, sua casa, seu carro, tudo menos Marianne. Por anos ela se prendeu a este casamento abusivo e sofreu calada nas mãos de um marido egoísta e controlador. Mas, durante suas férias em Paris, Marianne decide colocar um ponto final em tudo.
 
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Na Ponte Neuf, ela se joga no rio Sena, preparada para abraçar a morte. Porém, é salva por um homem, que a leva para o hospital. É lá que Marianne encontra um azulejo pintado com uma paisagem de uma cidade portuária na Bretanha. Inspirada pela imagem, decide embarcar em uma derradeira aventura em busca do seu merecido recomeço.
 
Aos sessenta anos, Marianne mostra que não há idade para ser feliz. Segundo a autora Nina George, a personagem representa diversas mulheres.
 
Marianne carrega o rosto de todas as mulheres que não são tão jovens e que eu vi em minha vida, com quem conversei, que abracei ou apenas percebi em um pequeno momento a distância. Nela está a mulher de idade da região de Horn, em Hamburgo, que puxa uma revista do lixo e arranca uma amostra de perfume. Nela estão as mulheres que ainda trabalham como garçonetes e cujos sorrisos ficam cada vez mais bonitos quanto mais eu lido com elas. Ela é a mulher que não sabe de onde vem, que eu massageava em uma cama de hospital de uma estância com unguento alcoólico e cuja mão buscava a minha. É minha avó e as mulheres que estão por trás de uma empresa familiar.”
 
Nina George também é autora de “A livraria mágica de Paris”, que já vendeu cerca de 40 mil exemplares no Brasil. “O maravilhoso bistrô francês” chega às prateleiras em novembro pela Record.
 
O maravilhoso bistrô francês
Nina George
Páginas: 280
Preço: R$ 39,90
Tradução: Petê Rissatti
Editora: Record | Grupo Editorial Record

07/11: Já imaginou uma máquina que transforma um livro já lido em um outro livro?

por Redação.

06/11/2017 18:48:00
 
Com início em 7 de novembro, a novidade percorrerá as cidades de São Paulo, São Bernardo do Campo, Itu e Salto
 
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Em um mundo cada vez mais conectado e digital, a Infinito Cultural em parceria com a Câmara Brasileira do Livro (CBL) criou um projeto diferente para promover o incentivo à leitura em crianças, jovens e adultos. 
 
A ideia é gerar curiosidade e de forma simples e lúdica atrair o interesse das pessoas para Incrível Máquina de Livros, que percorrerá São Paulo, São Bernardo do Campo, Itu e Salto entre os dias 7 de novembro e 2 de dezembro. 
 
A ação acontece da seguinte maneira: a Incrível Máquina de Livros estará estacionada em locais públicos da cidade. O participante leva um livro novo ou usado em boas condições, insere na Máquina e como um toque de mágica aquele livro se transforma em um outro livro, que o participante levará para casa e aproveitará sua nova leitura. 
 
Com a Incrível Máquina de Livros, cuja expectativa será de aproximadamente 500 trocas por dia, a missão da Infinito Cultural e da Câmara Brasileira do Livro será trazer para a pauta do dia, a importância dos livros na educação e formação, de uma forma leve e descontraída. 
 
Dividida em quatro municípios paulistanos, a primeira ação acontece entre os dias 7 e 10 de novembro, no Centro de São Paulo, atrás da Biblioteca Mario de Andrade (Praça Dom José Gaspar). 
 
Segundo Fauze Hsieh, presidente da Infinito Cultural, promover e incentivar a leitura além de ser uma questão prioritária, é algo motivador ao produtor cultural, que também é pai de 3 filhos. “Um dos meus filhos já escreveu um livro e, entre tantos orgulhos que eles me dão diariamente, este é, com certeza, um que está no topo das minhas melhores lembranças”, diz. 
 
Já para Luís Antonio Torelli, presidente da CBL, esta iniciativa é essencial para a formação de leitores. “Os livros são determinantes para ampliar a maneira como se percebe o mundo, aprimorando o raciocínio humano contra preconceitos e a liberdade de ideias. Difundir e estimular o hábito da leitura e a democratização do acesso ao livro são as principais bandeiras da CBL”, destaca.
 
Após a passagem por São Paulo, a Incrível Máquina de Livros percorre as cidades de São Bernardo do Campo, de 16 a 18 de novembro; Itu, de 23 a 25 de novembro; e Salto, de 30 de novembro a 2 de dezembro. O projeto, aprovado no Proac da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo,  tem apoio do Governo do Estado de São Paulo, Secretaria da Cultura e patrocínio da EMS e da Suzano Papel e Celulose. 
 

A rainha domada

por Redação.

04/11/2017 13:24:00
 
Em “A rainha domada”, Philippa Gregory conta a história de Catarina Parr, última esposa do rei Henrique VIII
 
Regente por um período, Parr foi a primeira mulher a publicar um texto em língua inglesa sem fazer o uso de pseudônimo. Leia no blog a nota da autora: http://bit.ly/RainhaDomada
 
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Autora de “A rainha branca” e a “A irmã de Ana Bolena”, entre outros romances baseados na história da Era Tudor, Philippa Gregory lança agora no Brasil “A rainha domada”, livro em que conta a história da última esposa de Henrique VIII, o rei da Inglaterra que rompeu com a Igreja Católica para anular seu primeiro casamento, com Catarina de Aragão, que não conseguiu lhe dar um herdeiro homem, e se casar com Ana Bolena. Henrique VIII ainda se casou com outras quatro mulheres até conhecer Catarina Parr, que tinha ficado viúva duas vezes e era apaixonada por Thomas Seymour, irmão de uma das esposas do rei.
 
Henrique VIII tinha idade para ser seu pai, era feio e obeso, e ainda condenara à morte duas de suas ex-esposas. Mas Catarina não teve escolha e se casou. Filha mais velha do lorde Sir Thomas Parr, Catarina conquistou a confiança do rei ao reunir a sua família, foi uma das principais incentivadoras da reforma religiosa e chegou a comandar o reino como regente, durante a participação do marido numa campanha militar na França.  Erudita, estudou latim e teologia e foi a primeira mulher a publicar um livro em língua inglesa assinando o próprio nome. Um ato de coragem em uma época na qual grande parte dos textos eram produzidos por homens e as pouquíssimas mulheres que se arriscavam a escrever o faziam de forma anônima.
               
Em nota escrita ao final do livro, Philippa Gregory ressalta a coragem da personagem e lamenta que muitos ainda desconheçam sua história. “Embora ela tenha vivido há tantos anos, quando penso no medo que enfrentou e a coragem que precisou ter, não posso deixar de admirá-la. Seus estudos meticulosos, em sua maioria autodidatas, devem tocar profundamente qualquer mulher que já tentou entrar nos círculos exclusivos de poder masculino”.
 
A obra chega às livrarias em outubro pela Record.
 
A rainha domada
Philippa Gregory
Páginas: 448
Preço: R$ 54,90
Tradução: Márcio El-Jaick
Editora: Record | Grupo Editorial Record

A NONA SINFONIA

por Redação.

02/11/2017 17:18:00
 
José Olympio lança "A Nona Sinfonia- a obra-prima de Beethoven e o mundo na época de sua criação"
 
A Nona Sinfonia, símbolo de liberdade e alegria, foi a mais impressionante tentativa de Beethoven de ajudar a humanidade a encontrar a saída da escuridão em direção à luz, do caos à paz. A obra surgiu numa época de repressão, em que as dinastias dos Bourbon, dos Habsburgo e dos Romanov, aterrorizadas, recorriam a todos os meios para esmagar a agitação populista que se seguiu à Revolução Francesa e às guerras napoleônicas.
 
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Ironicamente, a estreia desse hino à fraternidade universal – em 7 de maio de 1824 – teve lugar em Viena, capital de um país então transformado no primeiro Estado policial moderno. Ainda assim, foi o principal acontecimento artístico daquele ano, inscrevendo-se como marco de grandeza imediato, muito acima das questões políticas do tempo, ainda hoje uma das composições mais influentes da história da música – criação de um inconformado.
 
Em A Nona Sinfonia, contudo, o eminente historiador Harvey Sachs demonstra que Beethoven não estava sozinho na insatisfação com o mundo. Lorde Byron morreu, naquele em 1824, lutando para libertar a Grécia do domínio do Império Otomano; Delacroix pintou uma obra-prima para apoiar a mesma causa; Pushkin, sofrendo nas mãos de um tsar autocrático, começou a redigir sua peça libertária Boris Godunov; e Stendhal e Heine escreveram livros que zombavam do pensamento convencional.
 
A Nona Sinfonia era tão inovadora que deixou perplexos e confusos os ouvintes da estreia — relatada por Sachs de maneira vibrante —, mas se transformaria numa referência para posteriores gerações de artistas, para os quais Beethoven encarnaria o culto romântico do gênio. Neste livro provocante e avesso às convenções, a obra-prima do compositor impõe-se como prisma através do qual podemos divisar a política, a estética e o ambiente de uma época.
 
Ao mesmo tempo biografia, história e memória, A Nona Sinfonia explora com brilhantismo os desvãos da derradeira sinfonia de Beethoven, mostrando de que maneira trouxe a primeiro plano o poder do indivíduo, ao mesmo tempo em que celebrava o espírito coletivo da humanidade.
 
A NONA SINFONIA
Harvey Sachs
280 páginas
R$ 44,90
José Olympio
(Grupo Editorial Record)