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Semana Santa em Minas Gerais | Abril de 2010

por Marilu Torres.


A palavra Páscoa tem origem em uma das mais antigas celebrações do povo de Israel, a Pessach. São sete dias em que se comemora a passagem, isto é, a libertação de seu povo da escravidão no Egito. Esta história é contada na Bíblia sob o título Êxodo.

Para os cristãos, a Páscoa tem um sentido mais metafísico, conforme afirma o teólogo Fernando Altmeyer Júnior, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Representa a passagem de Cristo pela morte, referindo-se à tradição de que Jesus teria ressuscitado no terceiro dia após a crucificação. Ainda segundo o teólogo, a Páscoa cristã recebeu o nome da comemoração judaica porque a Paixão de Cristo aconteceu no início da Pessach. A cerimônia conhecida como Última Ceia, teria sido um “Séder”- o tradicional jantar realizado na véspera do início da Páscoa judaica. Apesar de receberem o mesmo nome, as duas celebrações não ocorrem necessariamente em datas coincidentes. A Páscoa cristã é comemorada no primeiro domingo de lua cheia depois do equinócio de primavera (aqui no hemisfério sul é outono). Já as comemorações da Páscoa judaica têm início na primeira lua cheia do mesmo equinócio.

A palavra Páscoa quer dizer “passagem” e deve ser entendida como um processo de mudança, de regeneração, sinal e antecipação de um mundo novo, um  projeto de transformação individual e universal.

  

Em Viagem...

De posse de todas essas informações, devidamente refrescadas em minha memória, resolvi passar o período da Páscoa em Minas Gerais; há tempos eu desejava assistir aos antigos ritos litúrgicos que as cidades mineiras realizam com minúcias memoráveis. Saímos bem cedo de S. Paulo, com céu cinzento e garoa fina. Na direção do carro, meu sobrinho Thiago Travesso, fotógrafo em início de carreira, aproveitava a oportunidade para conhecer Minas e realizar um trabalho intensivo sobre as revelações de fé que eu lhe prometi. A seu lado, o velho Guiga - Guilherme Lefèvre - responsável pelas belas imagens deste, e de outros trabalhos anteriores.

No banco detrás, faço o “check list” dos itens da produção e me delicio com a paisagem. Nosso carro, deslizando por curvas caprichosas, sinuosas, percorre quilômetros que mais parecem léguas a se multiplicar na travessia daquela região, onde montanhas serenas convivem com vales profundos, vestidos de muitas tonalidades de verde. A paisagem, num delírio impressionista, desenha manchas coloridas que dançam fora de foco, para em seguida se materializar em quaresmeiras, que exibem suas flores roxas durante o tempo da Quaresma. Penso que estão dispostas na paisagem, para indicar a cor exata dos veludos e sedas adamascadas, que devem cobrir as dramáticas imagens nos altares de ouro das Minas Gerais. É durante esse tempo de reflexão que algumas cidades mineiras vivem seus momentos mais admiráveis: nas igrejas, celebrações diárias convidam os devotos a entrar; vozes solitárias transbordam sua fé pelas estreitas ruas coloniais; os sinos, em múltiplos repiques, transmitem recados de Deus, e sobre mágicos tapetes coloridos, deslizam as procissões.

Vale lembrar...

Desde o início da colonização corria a lenda entre os índios sobre uma terra distante onde o ouro brotava do leito dos rios; ouvindo essas histórias, os estrangeiros se deram conta de que algo muito valioso se escondia no interior do Brasil. A coroa portuguesa não incentivava jornadas de exploração a esses lugares, temendo que lhe fugisse ao controle a fiscalização das riquezas que encontrassem.

As primeiras “Bandeiras” partiram do planalto de Piratininga e não foram bem sucedidas, mas desbravando os sertões, revelaram grande parte do nosso imenso território. A descoberta do ouro trouxe muitas riquezas para essa região: surgiram cidades, novos tipos de trabalho, influências importantes chegaram da Europa, renovando antigos costumes coloniais.

São João Del Rey

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Nossa primeira parada é São João

Del Rey, uma das mais antigas cidades do estado mineiro.

Localizada a 190 quilômetros de Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, São João Del Rey é conhecida como centro da capitania desde os tempos da mineração do ouro. 

 

 

 

 

 

 

Nascida em 1838, com o nome de Arraial do Rio das Mortes, passou de vila à cidade, e seu nome São João Del Rey, é uma homenagem à D. João VI, rei de Portugal e a Tomás Portes Del Rey, seu fundador. A cidade vivenciou alguns dos períodos políticos mais importantes de nosso país e possui em seu acervo, um passado repleto de histórias. Durante a Semana Santa, a cidade apresenta pompas, ritos e iconografias únicas no mundo, sendo reconhecida pelo Vaticano como uma das cidades mais tradicionais do mundo católico. Nestes dias S. João Del Rey respira religiosidade.

 

 

Setenário das Dores de Maria

 

 

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Chegamos a S. João Del- Rei ao anoitecer, com a chamada dos sinos. Seu toque vigoroso convida os fiéis para as solenidades de conclusão do Setenário das Dores de Maria..

 

Realizada desde fins do século XVIII, pela Venerável Irmandade do Senhor Bom Jesus dos Passos, essa cerimônia encerra o ciclo da Quaresma. Sete dias antes do início da Semana Santa, seguindo o espírito das novenas, contempla-se a cada dia, uma das sete dores de Maria:

 

A profecia de Simão - que ela teria o coração transpassado por espadas, a fuga para o Egito. a perda de Jesus aos doze anos durante uma peregrinação à Cidade Santa, a caminhada de Jesus em direção ao Gólgota, a Crucificação, a Deposição da Cruz, o Sepultamento.

 

 

 

Na Catedral de Nossa Senhora do Pilar, vestida de roxo, cor litúrgica que simboliza penitência e contrição, lá está ela, imagem do desalento, figura impressionante da “Mater Dolorosa” assistindo à Paixão de seu Único Filho.

 

Sofrer por Ele! Pálida, ofegante,

Nossa Senhora aperta-o contra o seio,

E nas linhas tranquilas do semblante

Descem-lhe nuvens de magoado anseio...               

                                                                    Alphonsus de Guimaraens

 Durante a Idade Media o grande desejo dos cristãos europeus era fazer, pelo menos uma vez na vida, uma peregrinação á Terra Santa, refazendo em Jerusalém, os passos de Jesus a caminho do Calvário. Como nem todos pudessem realizar esse desejo, as antigas cidades coloniais construíam seus Passinhos - pequenas capelas que representam a Via Sacra- as estações da vida de Cristo - desde a sua prisão até o suplício na cruz. São João Del Rey possui cinco dessas capelas, que permanecem fechadas durante o ano e só abrem suas portas para visitação, durante a Semana Santa. Cada um desses Passinhos é visitado em procissão, nesta noite de reflexão sobre a Paixão de Cristo.

 

Encomendação das Almas

Durante as sextas feiras da Quaresma, um ritual folclórico – religioso atrai devotos, turistas curiosos e até almas penadas, apegadas a Terra e aos costumes humanos. É a encomendação das almas, tradição religiosa herdada de Portugal. A cena se passa na cidade quase deserta, quando janelas e portas já se fecharam, e os passos do grupo de rezadores ecoam nas ladeiras e becos do centro histórico. Eles visitam os cemitérios da cidade homenageando as almas de parentes e amigos já falecidos. Nas pequenas cidades do interior de Minas, os celebrantes se fazem acompanhar de instrumentos primitivos como o reco-reco, o zum-zum e a matraca; juntos, eles produzem um som harmonioso e profundo, extremamente perturbador. Muitos acreditam que as almas que estão no purgatório acompanham os caminhantes ao longo de todo a trajeto, que deve cruzar sete encruzilhadas até chegar ao cemitério. Antes de 1950, não se admitia a presença de mulheres durante esse ritual, mas a partir desta data, elas passaram a integrar o grupo e até participam da pequena orquestra que toca nos cemitérios enquanto o povo faz suas orações.

 

 

 “O sino é aventura, adrenalina, desafio”.

 

 

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Famosos são os sinos em São João Del

 

Rey. Essa “linguagem campanária”, no entanto, se diversifica nas diversas cidades históricas mineiras: Mariana, Ouro Preto, Sabará, Diamantina, tem seus próprios toques de sinos, o que enriquece ainda mais a tradição dos “falares sineiros” das Minas Gerais.

 

Os antigos sineiros têm a consciência de transmitir seu saber aos mais novos. 

 

 

 

Domingo de Ramos

O profeta Zacarias viveu 500 anos antes de Cristo e suas profecias, citadas no Antigo Testamento, falam de um futuro Rei que entraria em Jerusalém montado em um jumento. A tradição cristã nos conta que alguns dias antes da Páscoa judaica, Jesus e seus discípulos, aproximando-se de Jerusalém, fizeram uma parada em Betfagé, no monte das Oliveiras. O Mestre teria então pedido a seus discípulos:

 

-“Ide até o povoado mais próximo, lá encontrareis uma jumenta amarrada e com ela, um jumentinho. Desamarrai-a e trazei-os a mim. Se alguém vos disser alguma coisa, dizei-: “O Senhor precisa deles, mas logo os devolverá.” Assim foi feito. Naquele dia, ao entrar na cidade humildemente montado no animal que escolhera, Jesus de Nazaré foi aclamado pela multidão, que estendeu suas vestes pelo caminho enquanto  acenava com ramos cortados das árvores . Esse fato despertou a ira e a inveja entre os sacerdotes da lei, que temerosos de perder o poder, começaram uma trama para condenar Jesus à morte.

 

Em poucos dias, tudo foi consumado. Aprisionado, açoitado e coroado de espinhos, Jesus foi levado à cruz. E Jerusalém se cobriu de trevas.

Ofício de Trevas- Quarta feira Santa

Desde o século VII as comunidades cristãs celebram com orações a morte de Nosso Senhor, mas só a partir do século XII, o nome Ofício de Trevas passou a indicar a solenidade noturna que se realiza três dias antes do Domingo da Ressurreição.  Nessas ocasiões era usado um candelabro com 14 velas representando o número de salmos que compõem os dois ofícios; ao final de cada salmo uma vela é apagada. A décima quinta vela, colocada no ápice do candelabro em forma de triangulo, não se apaga, permanecendo acesa até o nascer do sol. A simbologia demonstra que as duas luzes, a da vela e a do sol, representam a luz de Cristo ressuscitado, que não se ofusca jamais. Ao final do Ofício de Trevas, com a igreja às escuras, ouve-se um ruído ensurdecedor provocado pelos fiéis que fecham os livros com força, batem os pés no chão, tentando reproduzir o terremoto que acompanhou a morte de Jesus e as trevas que cobriram Jerusalém. Saí do Ofício de Trevas abalada pela beleza mística dessa cerimônia religiosa, e com o coração pesado de dor pelos sofrimentos de Cristo, ainda me pergunto: - Como esses fatos puderam perdurar ao longo de mais de dois séculos, e ainda  provocar tamanha emoção? 

 

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Ao fazer o sinal da cruz lembre-se que invocamos a Santíssima Trindade escudo poderoso contra as forças do mal.

 

 

 

 

 

 

 

Tapetes de Rua

Cronistas e viajantes do século XIX registram a magnificência das festas religiosas em Minas Gerais. Vem daquele tempo o costume da ornamentação de fachadas e ruas para a passagem dos solenes cortejos. Desde o século XVIII, na sexta-feira da Paixão,  as casas acendem velas em lanternas, para a Procissão do Enterro. Na noite de Sábado Santo e na madrugada do Domingo da Ressurreição, a cidade se mobiliza para confeccionar tapetes de flores. Artistas da comunidade passam a noite trabalhando nos tapetes de rua que revestem os espaços sagrados por onde a procissão deve passar. Essa arte milenar, nascida em Jerusalém há mais de 5.000 anos, provavelmente chegou ao Brasil pelas mãos dos portugueses e Minas Gerais logo adotou essa antiga tradição religiosa. 


 

Cerimônia de Lava Pés - Quinta feira Santa

 

Nestes dias a programação de missas é interminável, as celebrações têm audiência extraordinária, com igrejas lotadas dia e noite. Quinta feira santa, depois da missa das cinco, à tarde, os membros da Irmandade de Nossa Senhora do Pilar dão uma volta completa ao redor da nave da Catedral, expondo o Santíssimo à adoração de todos. Envolto em nuvens de incenso, os passos cadenciados ao ritmo das matracas, o Santíssimo é transladado para a capela, em procissão solene. Jamais presenciei uma cerimônia revestida de tanto respeito e fé.

 

Lá fora, na Praça Francisco Neves, onde foi erguido o palco para a teatralização da cerimônia histórica do Lava Pés, uma multidão alegre de crianças, pipoqueiros, vendedores de balões coloridos, jovens e idosos, representam a parte profana da festa. A cena bíblica em que Jesus e seus discípulos, reunidos para a celebração da Páscoa, vivenciam a Última Ceia, é narrado no Evangelho. (Jo, XIII 1- 15)

 

4- Jesus levantou-se então da mesa, tirou o manto, tomou uma toalha e amarrou-a na cintura. 5-  depois, derramou água numa bacia e começou a lavar os pés dos discípulos e a enxugá-los com a toalha da cintura. 12- Depois de lavar-lhes os pés, vestiu o manto, pôs-se de novo à mesa e perguntou-lhes: "Sabeis o que vos fiz? 13- Vós me chamais Mestre e Senhor e dizeis bem, porque o sou. 14- Se pois eu, Mestre e Senhor, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. 15- Dei-vos o exemplo para que façais o mesmo que eu vos fiz."

 

 

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Como em todos os momentos da história de Jesus, ele se utiliza de exemplos para passar suas mensagens; a cerimônia do  Lava Pés  marcou a insistência de Jesus em um dos assuntos mais importantes do seu ministério: a humildade na vida do cristão. 

 

 

 

 

 

 

 

Sexta feira Santa

 

Em meus tempos de criança, a Sexta feira Santa era dia de silêncio, reflexão e abstinência; em nossa casa,  abstinência  se traduzia numa bela bacalhoada ao forno com cebolas e batatas, regada a azeite “bom”, como se dizia naquela época. Televisão não existia, rádio não se ligava, os carros não buzinavam, os trens não apitavam. Havia crendices de estarrecer! Quem olhasse no espelho na Sexta feira da Paixão, corria o sério risco de ver a face do demonio,  diziam que ele ficava às soltas  nesse dia, aproveitando que o  Senhor está morto. Minha tia mais velha não tomava banho, com  medo de ficar entrevada, e  jurava ter  presenciado o acontecido com a sua comadre.

Durante o período da agonia de Nosso Senhor Jesus Cristo na cruz, entre  meio dia e as três da tarde, eu costumava percorrer a Via Sacra na igreja mais próxima de nossa casa, rememorando os últimos momentos de Jesus na Terra.

Era um dia triste, de luto.

 

Vale Lembrar...

 

A tradição cristã nos conta também, que depois da morte de Jesus, enquanto a terra se aquietava do violento terremoto, entre as brumas do dia que se fizera noite, o vulto de dois homens se destacou no cenário da Crucificação - José de Arimatéia e Nicodemus- homens que não participavam do círculo de Jesus planejavam descê-lo da cruz e sepultá-lo. Como explicar que nesse momento de terror geral, de ruas desertas e silenciosas, de portas fechadas e corpos prostrados, quando os próprios apóstolos desapareceram com medo dos judeus, estes dois homens se unissem para realizar as cerimônias pós- morte de Cristo? 

Nicodemos ofereceu unguentos e ervas, material necessário ao embalsamento do corpo de Jesus, José ofereceu uma sepultura.  Foi ele também que, corajosamente, reivindicou a Pilatos o corpo de Jesus. No monte Calvário, na presença de soldados romanos, colocaram duas escadas encostadas na cruz e passando um pano largo preso a correias, prenderam sob os braços, o corpo de Jesus. Retirando os cravos das palmas de Suas mãos, cuidadosamente, permitiram que, uma a uma, as mãos de Nosso Senhor pendessem livres. A cabeça, ainda coroada de espinhos, se inclinava à direita, gotejando sangue.  Assim O desceram da cruz.

No silencio da hora, só o pranto amargo de algumas mulheres, entre elas Maria:

-Filho meu, que te fizeram? Que mais devias ter-lhes feito e não o fizeste?

 


 

A cena, de enorme impacto emocional, é representada em S.João Del Rey, na noite da Sexta feira da Paixão. A orquestra Ribeiro Bastos e centenas de figurantes, representando as figuras bíblicas do Antigo e Novo Testamento, complementam o espetáculo. Nesse exato momento os sinos da cidade se calam, e o único som a  cortar o silêncio é a batida seca da matraca anunciando a passagem da Morte.

Em Viagem...

Na manhã seguinte, muito cedo, saímos de S. João Del Rey, deixando nossa alma apegada ao som dos “sinos que falam” e ao coro de vozes da Orquestra Ribeiro Bastos.

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De repente, dentre montanhas, brota uma cidade, em cujas entranhas, adormecem há séculos, cristais e metais preciosos. Muitos deles depositados nas águas dos rios, vestem seu brilho de roupagem negra- é o Ouro Preto. Coisas da Natureza que sempre quis preservar seus tesouros.

 

 

A cidade de Ouro Preto, primeira capital de Minas Gerais, nasceu sob o signo da fé.

Chamada Vila Rica, a cidade sediou nos séculos XVII e XVIII a história do Ciclo do Ouro no Brasil. Dizem que o ouro era tanto, que em alguns riachos era mergulhar a bateia e ficar rico. A principal cidade mineira tinha nessa época 30.000 habitantes - muitos deles tão ricos, que mal sabiam o que fazer com seu dinheiro. Compravam escravos, construíam mansões e igrejas de altares recobertos de ouro.   Apesar da influência de mestres europeus, criaram um estilo próprio, marcado pela exuberância de elementos decorativos – Ouro Preto, é hoje, o maior conjunto arquitetônico barroco do Brasil.

Declarada pela Unesco Patrimônio Cultural da Humanidade, na Páscoa, a cidade  fica ainda mais bonita, com suas janelas ornadas de tecidos e panos roxos que remetem ao Drama da Paixão.

Domingo de Páscoa- A Ressurreição

Uma vez mais, segundo a tradição cristã, naquela Sexta feira, Jesus agonizou durante três horas antes de morrer. José de Arimatéia e Nicodemus, depois que o retiraram da cruz, tiveram pouco tempo para embalsamar o corpo adequadamente, pois o sábado judaico começava ao pôr do sol da noite de sexta-feira, e todos deveriam se recolher às suas casas. As mulheres de Jerusalém, que perambulavam por ali, fizeram planos para voltar no domingo, trazendo mais especiarias para completar o embalsamento. O corpo de Jesus foi colocado dentro de um túmulo em forma de caverna e o fecharam com uma pedra grande e pesada. Na manhã de domingo,quando chegaram as mulheres,encontraram o túmulo vazio. O Túmulo estava vazio!

Como isso teria acontecido, se a pedra enorme e pesada fechava a entrada da caverna  e os soldados romanos a haviam lacrado e permanecido em guarda durante toda a noite? Há mais de dois milênios essa questão é esmiuçada, analisada, conjecturada, por arqueólogos, teólogos, professores, historiadores.Várias hipóteses foram criadas para explicar esse mistério.

 

Só mesmo a leitura das Escrituras - que reproduzem passo a passo os acontecimentos daqueles tempos - acrescida de fé profunda, nos leva a crer que o Filho de Deus morreu voluntariamente na cruz para salvar nossos pecados e ressuscitou para nos dar a Vida Eterna.

Sobre essa convicção está baseada a doutrina cristã.