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Pianista brasileira leva Grammy de melhor álbum na categoria jazz latino

por Redação.

City Portal
16/02/2016 19:19:00
 
A pianista e cantora brasileira Eliane Elias ganhou o Grammy com o álbum Made in Brazil, considerado o melhor na categoria jazz latino. Lançado em 31 de março de 2015, o álbum é o 24º da artista – primeiro gravado no Brasil – que se mudou para os Estados Unidos em 1981.
 
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Foto | Daniel Azoulay
 
Estou tão feliz de compartilhar com vocês, meus queridos amigos, que Made in Brazil acabou de ganhar o Grammy de melhor álbum latino de jazz do ano. Obrigado por todo apoio “, disse a artista em sua conta no Facebook. Eliane estava no Brasil, durante a cerimônia, e foi representada por sua filha Amanda.
 
Já a cantora pop Taylor Swift foi a grande vencedora da 58ª edição do Grammy, em Los Angeles. O disco 1989 foi eleito o álbum do ano dos Estados Unidos e, com o prêmio, a artista se torna a primeira mulher a vencer o principal prêmio do evento por duas vezes – em 2010, com o álbum Fearless. O disco 1989 álbum já vendeu seis milhões de cópias nos Estados Unidos.
 
O Grammy 2016 foi marcado por homenagens a lendas musicais que faleceram recentemente. Lady Gaga fez uma apresentação em homenagem ao artista de rock David Bowie, morto em janeiro deste ano, enquanto Jackson Browne prestou homenagem ao ex-integrante da banda Eagles Glenn Frey, que morreu há menos de um mês.
 
A canção Uptown Funk, de Mark Ronson, com Bruno Mars nos vocais, foi eleita a gravação do ano. Ed Sheeran ganhou o prêmio na categoria de canção do ano com a música Thinking Out Loud. O prêmio parece ter surpreendido o cantor: "Meus pais vêm me assistir todo ano e toda vez eu perco”, disse.
 
O cantor de hip hop Kendrick Lamar recebeu 11 indicações ao Grammy – uma a menos que o recorde de Michael Jackson, em 1984 com o álbum Thriller. Ele levou o prêmio de melhor álbum de rap com a obra To Pimp a Butterfly, que já vendeu 800 mil cópias no mercado norte-americano.

Morre Colin Vearncombe, conhecido como Black e voz de 'Wonderful Life'

por Redação.

City Portal
26/01/2016 18:35:00
 
Colin Vearncombe, artista e cantor inglês conhecido como Black, morreu nesta terça-feira, 26, aos 53 anos. A informação foi confirmada pelo jornal inglês The Guardian e a página oficial do artista no Facebook. Não há informações sobre a causa da morte.
 
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Ele ficou mais conhecido nos anos 1980, por músicas como Sweetest Smile e Wonderful Life. Vearncombe tinha 35 anos de carreira e lançou o primeiro disco com o nome Black em 1981. Ele nasceu em Liverpool, na Inglaterra, em 1962. O cantor vivia na Irlanda.

34 anos sem Elis Regina

por Redação.

City Portal
19/01/2016 12:51:00
 
Elis era mesmo uma interprete que fascinava. Talvez pela maneira como vivia. Não cantava apenas, sentia palavra por palavra. Muitas vezes chorava porque identificava momentos de sua vida nestas letras.
 
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Segundo os amigos, no final de cada show, Elis estava exausta tamanha era a entrega.
 
Nesta terça-feira (19) lembramos, com coração apertado, dos 34 anos do dia em que o rádio e a TV deixavam os brasileiros perplexos anunciando a morte de Elis Regina, em 1982.
 
No auge de sua maturidade profissional, aos 37 anos, Elis morreu em consequência de uma mistura de remédios para dormir e álcool.
 
Machuca pensar que em março ela faria apenas 71 anos.
 
Em 2016, algumas homenagens estão programadas para homenagear a mulher miúda, de pouco mais de um metro e meio, olhos vesgos, temperamento forte e que o Brasil se acostumou de chamar de pimentinha.
 
Em maio, o filme Elis chega aos cinemas com a atriz Andreia Horta no papel principal e a participação de Nelson Motta no roteiro. Promete emocionar.
 
Outra novidade é a biografia Elis – nada será como antes, do jornalista Júlio Maria.
 
Elis Regina e três dos seus sucessos
 
ÁGUAS DE MARÇO

ATRÁS DA PORTA

MADALENA

Homenagem do City Portal à "David Bowie"

por Redação.

City Portal
11/01/2016 13:30:00
 
City Portal faz uma homenagem ao astro britânico, David Bowie que faleceu ontem, dia 10 de janeiro, aos 69 anos. Ele lutava contra um câncer há 18 meses.
 
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O Camaleão do Rock celebrou seu aniversário de 69 anos na último sexta-feira, 8 de janeiro, com o lançamento do seu 25º álbum de estúdio Blackstar.
 
Sua carreira começou em 1967 com o álbum David Bowie, em seguida lançou o elogiado álbum Space Oddity, em 1969, culminando com o celebrado The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders from Mars, no ano de 1972.

David Bowie trabalhou e brilhou como ator nos filmes O Homem que Caiu na Terra, de Nicolas Roeg, em 1976; Fome de Viver, de Tony Scott, em 1983; e Merry Christmas, Mr. Lawrence, também conhecido como Furyo, de Nagisa Oshima, em 1983.

Let's Dance, em gravação de 1983; Heroes, uma parceria com brian eno e david bowie, em gravação de 1977; e Space Oddity, de autoria dele, em gravação de 1969. 

Pierre Boulez, compositor e maestro francês, morre aos 90 anos

por Redação.

City Portal
06/01/2016 21:00:00
 
As artes perderam o homem que por mais de meio século foi para música erudita uma de suas maiores e mais controversas personalidades. Pierre Boulez, compositor e maestro francês de 90 anos, morreu na terça-feira, 5, em Baden-Baden, na Alemanha. O anúncio de seu desaparecimento só foi feito nessa quarta, 6, em uma declaração conjunta de sua família e da Filarmônica de Paris. Compositor de vanguarda, figura de proa do século 20, foi um dos mais influentes artistas de seu tempo.
 
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Boulez faleceu na cidade que adotou após "exilar-se" de Paris, de onde preferiu escapar das brigas e disputas que mantinha - e nas quais mergulhava - com as autoridades das principais instituições de música erudita da França. Ainda à distância, o maestro sempre foi reconhecido como o senhor da paisagem da música erudita na segunda metade do século 20, sem rivais à altura em seu país.
 
Nascido em 1925, em Montbrison, cidade de 15 mil habitantes situada a 450 quilômetros ao sul de Paris, Boulez era leitor voraz - em sua biblioteca havia de Diderot e Proust a Kafta e Joyce - e desde cedo demonstrou amor pelas artes. Começou sua formação musical pelas mãos de Olivier Messiaen, inspirador de gerações de compositores e regentes da França. Embora reconhecesse em seu mestre uma influência decisiva, discordava das virtudes da pedagogia e se considerava um autodidata, revelando desde cedo um caráter pronto para o confronto. "Quando ele entrou na classe pela primeira vez, foi muito gentil. Mas logo demonstrou sua cólera contra o mundo inteiro", lembrou Messiaen, brincando com o discípulo e amigo com o qual dividiu os louros.
 
Seu talento como compositor e regente foi reconhecido desde muito cedo. Aos 20 anos, tornou-se diretor musical da companhia Renaud-Barrault, no Théâtre de Marigny, um dos mais tradicionais de Paris. Em 1954, fundou na casa os Concerts du Petit Marigny, tornando pública a ambição de enfrentar o que considerava o atraso da França na música moderna.
 
Então, já havia composto obras de referência do movimento vanguardista, como Notations, em 1945, Le Soleil des Eaux, em 1950, e Le Visage Nuptial, em 1951, seguidas de Le Marteau sans Maître, de 1955. Deixou um legado com mais de 30 obras, em parte das quais estudou as possibilidades de transformação do som pela eletrônica - um de seus objetos de experiência e de estudos permanente.
 
Compositor moderno nem sempre acessível e palatável, ganhou notoriedade por chacoalhar os códigos clássicos da harmonia e inventar uma nova forma de escrever música erudita, ampliando o conceito original da música dodecafônica por meio do serialismo integral. Mas foi na condição de chefe de orquestra que seu nome foi catapultado ao estrelado do gênero em todo o mundo. Boulez foi, por exemplo, o maestro escolhido por Wolfgang Wagner, neto de Richard Wagner, para as homenagens do aniversário da morte do compositor alemão.
 
A seu talento como maestro, sua precisão e seu preciosismo, aliava-se seu gestual atípico - Boulez regia sem batuta -, o que também lhe valia críticas. "Se nos contentarmos com uma espécie de gesto mecânico, o som não sairá", argumentou. "É preciso cuidar da mistura, do amálgama de ao menos uma geometrização e uma relação com a sonoridade."
 
Ao longo de sua carreira, Boulez foi um músico solicitado pelas maiores orquestras do mundo, como as de Berlim, de Viena e de Londres, na Europa, e de Chicago e Cleveland, nos Estados Unidos. Fora da França nos anos 1950, foi, por exemplo, chefe permanente da Orquestra Sinfônica da BBC entre 1971 e 1975, período no qual também foi diretor musical da Filarmônica de Nova York. Logo depois seu gênio foi reconhecido em Paris ao tornar-se o primeiro músico da história a ser nomeado ao prestigioso Collège de France, onde ministrou entre 1976 e 1995 cursos sobre sua arte e também sobre a arte de outros grandes mestres da música erudita mundial.

Em 1995, deixou a instituição para se dedicar à criação da Cité de la Musique e para lutar pela construção da Philharmonie de Paris, inaugurada, enfim, em 2015 - sem que Boulez, já doente, pudesse se deslocar para o evento. Em nota, a família e a direção do novo templo da música erudita francesa prestaram ontem homenagem a seu grande incentivador. "Para todos os que com ele conviveram e que puderam apreciar sua energia criativa, sua exigência artística, sua disponibilidade e sua generosidade, sua presença permanecerá viva e intensa", disse o texto.
 
Prova de que sua influência internacional permanecia intacta, apesar de Boulez estar retirado da cena artística, o anúncio de sua morte foi lamentado dos dois lados do Atlântico. "Espírito crítico temível, professor do Collège de France, ele não cessou de repensar as disciplinas, fazendo dialogar a pintura, a poesia, a arquitetura, o cinema e a música, sempre a serviço de uma sociedade mais humana", afirmou o presidente da França, François Hollande. Nos Estados Unidos, o jornal The New York Times informou sua morte classificando o compositor e regente francês como "uma figura dominante na música clássica por mais de meio século".