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"Crazy for you", o musical, sapateado com músicas de George Gershwin

por Redação.


 
Eu sou fã do sapateado. Gostaria de aprender noções básicas dessa incrível dança, onde o sapateador parece que está tocando bateria com os pés.  Certa vez disse Eleanor Powell (1912 a 1982), considerada  "The Queen of Tap Dancing", que todo tap dancer (sapateador) é um baterista frustrado. Estaria ela certa?
 
O sapateado nasceu nos Estados Unidos da migração de vários povos. Diz a lenda que se trata do encontro da dança dos irlandeses com a dança dos negros africanos.
 
A origem precisa dessa dança é desconhecida. Na Irlanda, século V, os camponeses usavam sapatos de madeira para se aquecerem e começaram a fazer sons com pés, criando um ritmo que deu origem ao que se chamou de Irish Jig. Já na Inglaterra do século 19, os operários usavam, também, sapatos de madeira para protegerem os pés do chão muito quente das fábricas; nos intervalos, estes se divertiam produzindo sons com os pés, criando uma nova dança chamada de Lancashire Clog. Bem mais tarde, os tamancos de madeira foram substituídos por medas de cobre presas a sapatos de couro.
 
Chegamos aos Estados Unidos, inicio do século 20.  Durante as décadas de 10 e 20, os americanos criaram vários estilos de danças como, por exemplo, "Fox Trot", o "Tukey Trot" e o "Tap Dance" (sapateado), que se consolidou a partir de 1920.
 
Na Broadway, o sapateado fez carreira a partir da década de 20. Grandes musicais foram montados tendo o sapateado como elemento primordial, em cena.
 
No cinema, o sapateado chegou com o som no final da década de 20. Em 1929, Joan Crawford (1906 a 1977) cantou e sapateou a música "Gotta Feeling for You", para o filme "The Hollywood Revue of 1929".

Estando consolidada a fama do sapateado como dança, esta ganhou outros continentes.
 
Apresentarei, então,  alguns momentos do sapateado no cinema.
 
Iniciarei a saga do sapateado com a "rainha do Tap dance americano", Eleanor Powell (nasceu em 21.11.1912 e faleceu em 11.02.1982, um ano em que perdemos Elis Regina, Grace Kelly, Ingrid Bergman, dentre outros).  Eleanor Powell dança a música "Boogie Woogie", cena extraída do filme "Theousand Cheers", do ano de 1942. Acredita-se que esse musical foi filmado no fim do ano de 1942 e iria fazer parte de um filme da série "Melody of Broadway", onde Eleanor Powell iria contracenar com Gene Kelly (1912 a 1996).

 

Vou destacar, agora,  a música "Abraham", composta por Irving Berlin (1888 a 1989), gravada em 1954 para o filme "White Christmas", tendo no elenco, dentre outros, Bing Crosby (1904 a 1977), Vera Ellen (1921 a 1981), Romemary Clooney (1926 a 2002) e Danny Keye (1913 a 1987).
 
A seguir, você poderá assistir ao vídeo,  onde  Vera Ellen (nasceu em 16.02.1921e faleceu em 30.08.1981) e JohnBrascia (nasceu em 11.05.1932 e faleceu em 19.02.2013) dançam ao som da música "Abraham" que, para mim, trata-se de um momento especial do cinema: dois grandes tap dancers (sapateador es) do cinema americano.

Veremos, a seguir, Ann Miller (1923 a 2004), cantando e dançando a música "I've gotta hear that beat", cena extraída do filme "Small town Girl", filmado durante o ano de 1953. Repare na riqueza de detalhes do cenário, em cena dirigida pelo mestre dos musicais: Busby Berkeley (1895 a 1976).

Espetacular vídeo, colorido por computador, onde Ruby Keeler (1910 a 1993) canta e sapateia a música "42nd Street", cena extraída do filme "42nd Street", filmado no final do ano de 1932. Esse filme salvou a Warner Bros. da falência em 1933, anos da depressão americana. O musical era uma válvula de escape para a população. A direção da cena  é do mestre Busby Berkeley (1895 a 1976).

O melhor momento eu deixei para apresentar agora. Trata-se de  Eleanor Powell (1912 a 1982) & Fred Astaire (1899 a 1987),  que "flutuam" e sapateiam ao som da música Begin the Beguine, do filme "Broadway Melody of 1940". A sequência apresentada deve ter sido filmada entre setembro e novembro de 1939. Para mim, trata-se de um clássico do cinema. Nunca mais veremos um musical dessa natureza na "telona".

O sapateado não se esgota com o material apresentado anteriormente. E nem poderia!!! Eu fiz uma seleção do meu gosto. E, para finalizar, vamos assistir ao vídeo abaixo, onde vários bailarinos dançam duas músicas do filme "42nd Street". Tratam-se de "42nd Street" e "We're in the money". Apresentação feita durante a premiação do Tony Awards (Oscar do teatro american o). O ano eu não sei precisar.

A magia do cinema é uma coisa que não será ultrapassada tão cedo. Eu assim espero. Vamos aguardar os novos tempos. Que eles venham!!!!
 
Assisti ao "sapateado" na Broadway, em Nova York, é outra coisa. A magia é real!!! Recordo-me que assisti mais de quatro vezes, entre 1992 e 1993, o musical "Crazy for you". Como eu trabalhava num banco americano, "bobeavam" e eu "inventava" uma viagem para NYC para que eu pudesse falar sobre a tributação de produtos financeiros para os "gringos"(como advogado tributarista). E, nessas ocasiões, eu fugia, à noite, para ver shows "on Broadway".  Gostava, sobretudo, de ver remontagens de grandes musicais dos anos 30, 40 e 50. Não sou muito apreciador de musicais tipo " Cats", que tentei assistir e sai no meio do espetáculo, em plena Broad way, lá pelos idos de 1992...1993.... Não quero dizer que o musical não era bom. Acho que estava "doente" e com preguiça!!!!!!!!!!!
 
"Crazy for you",  o musical, sapateado com músicas de George Gershwin (1898 a 1937) e letras  Ira Gershwin (1896 a 1986). 
A história nos ensinou que esse musical é derivativo de uma peça musical dos irmãos "Gershwin", chamada "Girl Crazy", do inicio da década de 30. Este "libreto" foi filmada como o mesmo nome pela MGM, em 1943, tendo no elenco, dentre outros, Judy Garland (1922 a 1969), Mickey Rooney (nasceu em 23.09.1920 e ainda está vivo),  e June Allyson (1917 a 2006). Só para relembrar, abaixo, Judy Garland canta e dança com Charles Walters (1911 a 1982) "Embraceable You", cena desse filme, claro que foi composta pelos irmãos Gershwin:

"Crazy for You"  está sendo montado em São Paulo, com Claudia Raia e Jarbas Homem de Melo. Direção de JoséPossi Neto e tradução do texto de Miguel Falabela. Vou  assistir. Deve valer a pena: é sapateado e no "theatro", cuja magia é diferente do cinema. Tem, contudo, a sua magia!!!!
 
Paulo Afonso Gonçalves - Santos, 25.11.2013

Pré Estreia de Musical com Claudia Raia em prol do Lar das Crianças da CIP

por Redação.

 
 
Será em prol do Lar das Crianças da Congregação Israelita Paulista  (CIP) a pré-estreia do musical da Broadway Crazy For You estrelado por Claudia Raia e Jarbas Homem de Mello.  A apresentação beneficente, com músicas do compositor americano George Gershwin,  acontece no dia 26 de novembro, às 20h30, no Complexo Cultural Ohtake (Rua dos Coropés, 88 – Pinheiros).
 
Crazy For You é inspirado no musical “Girl Crazy”, de 1930, que teve três adaptações para o cinema, sendo a mais famosa a que teve Judy Garland no papel principal. O musical também foi adaptado para a série americana “Great Performance”, que teve 28 temporadas e episódios com a participação de grandes nomes como Plácido Domingo e Julie Andrews.
 
Em  Crazy For You, Booby Child, um playboy de Nova York louco por teatro, além de ótimo cantor e dançarino, é enviado por sua mãe a Deadrock, uma pequena e pobre cidade no estado de Nevada, para fechar o teatro local, o Gaiety Theatre. Quando chega à cidade, conhece Polly,  filha da proprietária, e rapidamente se apaixona por ela. Sua ideia inicial é deixada de lado e, com o desejo de salvar o teatro, tem a brilhante ideia de montar um espetáculo para levantar fundos e reerguê-lo. O espetáculo vira um enorme sucesso. Bobby, então, acaba salvando o que iria destruir e
descobrindo o que é o amor.
 
Os ingressos custam R$ 200,00 (platéia) e R$ 150,00 (balcão).
 
Informações e ingressos: (11) 2808.6225 e (11) 2808.6281 ou  pelo email: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

Musical infantil Labirinto de Filó mistura música, poesia e filosofia

por Redação.

 
Temporada estreia em 07 de setembro, às 16h, a preços populares, no Teatro Zanoni Ferrite, em São Paulo
 
Com texto e direção de José Geraldo Rocha, o espetáculo Labirinto de Filó conta a história da Menina da Rua de Cima e do Menino da Rua de Baixo - que estudam na Escola do Meio da Rua -, e da minhoca Filó, curiosa e perguntadeira, cheia de dúvidas e ideias na cabeça, mas que de tanto pensar se perde num labirinto de buracos e túneis. Interpretada pelo Grupo Pasárgada – há 42 anos nos palcos –, a peça mistura músicos e atores no palco, cantando e tocando ao vivo violão, viola caipira, acordeon e percussão.
 
Labirinto de Filó trata do universo infantil presente em todos nós por meio de temas como a superação dos medos, a importância das dúvidas para o desenvolvimento do raciocínio e da personalidade. 
 
A dramaturgia tem como referência o diálogo infantil e a curiosidade que permeia toda criança em formação. A filosofia é o ponto de partida e faz o público embarcar numa viagem de dúvidas inteligentes, como: “o sol é feito de fogo?”, “A água é dura quando se veste de gelo?”, “O ar está em todo lugar e ninguém vê?”. As indagações da Minhoca Filó são respondidas ao longo da estória não de maneira precisa e científica, mas sim poética, mantendo acesa a imaginação da criança e permitindo, assim, um desenvolvimento criativo.
 
As canções foram compostas e dirigidas especialmente para o espetáculo e criadas em parceria com o encenador. São temas regionais que apresentam a história de cada personagem em seu ambiente. No elenco estão Weslei Soares, Priscila Galvão, Thais Oliveira e Daniel Langer, além do próprio diretor musical Thiago Rocha.
 
O visual da montagem, criado por Valnice Vieira Bolla, traz um olhar contemporâneo e aposta no lado lúdico, partindo de um fio de novelo de lã que entrelaça as histórias e percorre um labirinto como representação simbólica para o mundo de nossas dúvidas. Os figurinos coloridos e divertidos, também criados por Bolla, interagem com esse cenário e com a iluminação de Luiz Alex Tasso, que se misturam entre as roupas dos personagens e dos bonecos de vara, criados por Fabio Caniatto e Maristela Tetzlaf.
 
 
Grupo Pasárgada – Com 42 anos de existência, o Pasárgada mantém o comprometimento de apresentar espetáculos com temas que permeiam a nossa cultura e a identidade de nossas raízes. Essa trajetória tornou-se referência de teatro em grupo, pesquisa de linguagem, estética, espetáculos populares, formação de público e várias premiações. 
 
No currículo do Grupo, entre mais de vinte 20 montagens, destacam-se: Panos e Lendas, Velhos Retratos, Moinhos e Carrosséis, Avoar, Pequenas Estórias Sem Pé Nem Cabeça, Até Onde o Vento Levar, O Lixão e Peixe Vivo. Pelo reconhecimento do público e da crítica, o grupo recebeu inúmeras premiações, entre elas APCA, APETESP e MAMBEMBE, GOVERNADOR DO ESTADO.
 
Foto | Weslei Soares
 
FICHA TÉCNICA
Texto de direção Geral: José Geraldo Rocha. Música e Direção Musical: Thiago Rocha. Direção de palco: Daniel Langer. Cenários/ figurinos/ adereços: Valnice Vieira Bolla. Assistente de figurinos: Janaina Rocha. Criação de Luz: Luiz Alex Tasso. Contra regra: Rafael de Souza. Bonecos de Vara: Fabio Caniatto e Maristela Tetzlaf. Elenco: Weslei Soares, Priscila Galvão, Thais Oliveira, Daniel Langer e Thiago Rocha. Produção executiva: VVB Produções Artísticas e Culturais. Projeto gráfico: Arte e design. Administração: Ricardo Aguiar.
Classificação: Livre.
 
Espetáculo: Labirinto de Filó
Estreia dia 07 de setembro, sábado, às 16h. Temporada – Sábados e domingos, às 16h. Até 13 de outubro. 
Preço: R$ 10,00 (pagamento somente em dinheiro)
Teatro Zanoni Ferrite - Avenida Renata, 163, Vila Formosa, São Paulo, (11) 2216-1520
Bilheteria: aberta uma hora antes do espetáculo. 
Capacidade: 204 lugares. 
Duração: 55 minutos. 
Acessível para cadeirantes.

A Madrinha Embriagada

 
Digamos que o engraçadíssimo Miguel Falabella, seja como no musical “Os Produtores” onde Max Bialystock é um produtor teatral astuto que planeja conseguir muito dinheiro arrecadando mais do que o necessário para produzir um show para a Broadway, que seja de antemão um fracasso garantido.
 
Então o querido Falabella consegue do SESI R$ 14 milhões para montar uma peça, e escolhe para isso um texto canadense de uma comediazinha boba que seria um fracasso.
 
Vocês acham mesmo que se isso fosse possível a tal peça seria um fracasso? Claro que não.
 
A Madrinha Embriagada no original “The Drowsy Chaperone” que segundo seus autores Don McKellar e Lisa Lamber foi apenas uma brincadeira escrita para um dos amigos deles que iriam se casar, e com o passar do tempo, com o acréscimo de uma música aqui e outra ali, terminaram na Broadway fazendo um relativo sucesso.
 
Ou seja é um musical cult, não é um musical exatamente no sentido Broadway do termo. É charmoso, foi apresentado no Marquis Theatre com toda a graça de ser um musical canadense sobre comédias musicais antigas, mas não é definitivamente um musical com M maiúsculo.
 
Este musical não tem canções marcantes, mas todas são o que se chama de "canções pastiche", ou seja, canções que são meio que homenagens a outras canções, seguem modelos. O musical Follies, que é muito mais sofisticado, também é puro Pastiche, e é sensacional. Mas realmente nenhuma das canções da “Madrinha” é marcante, embora agradáveis.
 
Agora retornando ao que eu disse sobre o fracasso desse musical, por pior que ele fosse, e não é, e com o maior esforço do diretor em destruir a obra, o que é pura imaginação minha, apenas para responder que: Com o elenco estelar e todos técnicos envolvidos nessa empreitada o resultado só pode ser o melhor possível.
 
 
Kiara Sasso e Alberto Pinto           Sara Sarres e Alberto Pinto
 
Para a imprensa foram apresentados dois números musicais, portanto toda minha opinião está baseada nestas apresentações, então vamos lá:
 
Resumo: A história começa nos dias atuais com um fã de musicais, denominado o Homem da Poltrona, ouvindo o disco, long play, de um espetáculo chamado A Madrinha Embriagada, que teria estreado em 1928 no Teatro São Pedro. A história ganha vida no palco, com os atores revivendo a trama, portanto é um musical atual que brinca com os tempos dourados, narrados pelo Homem da Poltrona (Ivan Parente), personagem que, com humor e fina ironia, questiona os musicais atuais e brinca com a própria tradução de A Madrinha Embriagada, fazendo menção ao “tradutor” João Canarinho.
 
Carlos Bauzis
 
Aqui vai minha crítica ao personagem do “homem da poltrona” feito pelo competente Ivan Parente mas que em momento algum nos convence de ser um homem solitário aficionado a musicais, vivendo em um apto solitário e sonhando com os números musicais. Não sei se porque a figura dele passa um vigor desmesurado, talvez por tentar parecer mais velho do que é, não sei, mas ele não me convenceu nenhum pouco como o personagem narrativo da história. Talvez Saulo Vasconcelos ficasse melhor nesse papel, por questão de idade e constituição física, pois como o personagem Iglesias, dono do teatro eu senti nele muita caricatura, tipo o cafajeste mafioso sempre com um charuto na mão.
 
Stella Miranda como a própria Madrinha embriagada recebeu de presente uma personagem que sendo bem aproveitada com o devido timing correto de comédia, será um arraso, mas como vi apenas uma cena também achei ela meio “apagada”, não dando ao personagem o vigor e a comédia necessária que ele tem.
 
Talvez isso se deva ao excesso de atores em cenas. O palco do teatro do SESI não é grande, então quando se tenta colocar muitos personagens em uma cena tudo fica um pouco poluído, mas então é que vem a grande surpresa, a personagem Jane Valadão vivida pela extraordinária atriz cantora Sara Sarres.
 
 
O palco pode estar com um cenário magnifico, o que é verdade, muitos personagens em cena, mas quando essa talentosíssima Sara Sarres canta e dança, não tem pra mais ninguém, você simplesmente não consegue tirar os olhos da mulher maravilhosa que está ali na sua frente, com uma voz magnifica que em certos momentos me fez lembrar Julie Andrews em Victor Victória. Um arraso. Só por essa atriz já vale todos os milhões envolvidos na produção.
 
Quando eu disse que nada poderia dar errado no musical é porque não é um musical, é uma seleção dos melhores e melhores do teatro musical do momento, o creme de la creme.
 
Desde Sara Sarres, Saulo Vasconcelos, Paula Capovilla, Kiara Sasso. Ivanna Domenyco, Fernando Rocha, todos vindo de grandes musicais principalmente da dupla Claudio Botelho e Charles Möeller, não tinha como não dar certo e deu.
 
Quanto ao trabalho de Miguel Falabella na direção e versão pelos dois números apresentados o meu único senão é a poluição do pequeno palco do SESI. A versão da música “Cansei de me expor” com a deslumbrante Sara Sarres é maravilhosa e espero que todas as demais músicas nos agradem da mesma forma.
 
 
Fui à coletiva com muito medo do que dizia o release da peça: “Falabella remete toda a trama para a cidade de São Paulo dos anos 20, ou seja, ele faz uma adaptação da história para o Brasil mantendo as músicas originais mas alterando toda ambientação da história.” Isso me deu um terror. Como se pode pegar uma obra consagrada e mudar toda a ambientação, fiquei imaginando isso acontecendo com A Noviça Rebelde adaptada ao Brasil, onde a história se passasse no Morro do Alemão, os Von Trapp seriam sambistas mulatos, os nazistas seriam do BOPE e a fuga pelas montanhas que dão para Jacarepaguá, só que eles fugiriam do morro cantando Do-Re-Mi.
 
Mas, tive até essa conversa com o Miguel que me fez ver que isso jamais aconteceria com uma peça consagrada, mas que The Drowsy Chaperone lhe deu toda abertura para essa adaptação, inclusive me confidenciou que os autores da peça imaginavam o final, todos fugindo para o Rio de Janeiro cantando em português. Que tentaram fazer isso mas definitivamente não conseguiram incluir nenhuma música pelo total desconhecimento da língua portuguesa.
 
Bom, não sei do final da versão atual, mas acho que é alguma coisa do gênero.
 
Sobre a orquestra nada poderia ser diferente tendo como diretor musical e regente o consagradíssimo Carlos Bauzys, não há como os arranjos não serem lindíssimos. Portanto acho que a orquestra está perfeita e magnifica.
 
 
Eu temo apenas por uma brincadeira, notadamente no número “Surpresa Fatal” com Kiara Sasso, quando o disco vinil fica pulando ou enrosca, quem é do tempo do LP sabe do que estou falando, então a coreografia tenta fazer com que a cantora repita o mesmo defeito do vinil, o que não fica muito claro tornando-se um número difícil para Kiara realizar. Talvez com o passar das apresentações a coisa toda melhore.
 
Katia Barros como coreógrafa dá um brilho todo especial, mesmo que talvez pudéssemos chamar de “primários” os números coreografados, mas acho isso se deve às dimensões do palco e que ao mesmo tempo pretende-se com a escolha da “Madrinha Embriagada” como uma peça para atrair público não acostumado ao teatro musical, então acho que tudo está na medida certa.
 
O figurino de Fause Haten é simplesmente um deslumbre, um delírio total que irá apaixonar todo o público.
 
Para finalizar não há como não agradecer ao FIESP, SESI-SP pelo arrojado projeto de levar o teatro musical gratuitamente a uma população não acostumada com esse tipo de teatro, e da forma como foi tudo bem elaborado não tenho dúvidas que eles estarão atingindo o objetivo final que é o de formar platéias futuras para espetáculos deste gênero.
 
Sucesso para todas as 325 apresentações agendadas e que para as próximas empreitadas já tenhamos novos atores formados pelo Projeto Educacioal SESI_SP em Teatro Musical que conta com um lindo e estonteante laboratório para atores iniciantes nessa dificílima especialidade teatral. Com duração de três anos o curso será implantado em março de 2014.
 
A Madrinha Embriagada - Cansei De Me Expôr

Dramaturgia Teatral na Oficina

por Redação.

 
Direcionado a escritores em formação, atores, diretores, produtores e quem mais se interessar pela construção do texto no teatro, Dramaturgia Teatral, com o dramaturgo Mário Viana, exercitará a criação e a escrita criativa para teatro, com discussão em grupo da produção individual dos participantes.
 
Com 15 encontros semanais, segundas-feiras, das 19h às 21h30, o módulo trabalhará a relação entre texto e encenação, os princípios da Poética de Aristóteles, ação dramática, criação de personagens, gêneros teatrais e o desenvolvimento de uma trama com exercícios em sala e discussões em grupo de produções individuais dos participantes.
 
Mário Viana lançou recentemente o livro Vida & Obra de um Tipo à Toa, mais algum teatro de Mário Viana (Giostri Editora) e Carro de Paulista pela Coleção Aplauso da Imprensa Oficial. 
 
O início do módulo é dia 05/08. Vagas limitadas. Inscreva-se em nosso site.
 
Oficina de Escrita Criativa
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