selo Anuncieaqui triplo

Cláudio Botelho em 5 TEMPOS | Terceiro tempo | Episódio de hoje: A beterraba embriagada

 
Continuação
 
Bom, aos 16 anos, talvez por vaidade, nosso herói achou que queria ser ator, e entrou para uma escola de teatro. Era uma coisa estranha para ele, ele queria saber de textos,  peças e personagens e abominava os tais laboratórios de criatividade. Um dia a professora mandou os alunos lamberem-se uns aos outros, isso foi definitivo para ele saber que não gostava daquilo, ainda mais que só tinha gente feia pra ser lambida.
 
Certo dia lendo o livro “Os Meninos da Rua Paulo” de Ferenc Molnár ele teve a brilhante idéia de transformar a história numa peça teatral, foi lá montou a peça com os colegas de classe, odiou o rumo que tomou a direção, pegou o texto foi embora e entregou para o Rodrigo Faria Lima que adorou a peça, montou-a e ficaram 1 ano em cartaz.
 
Passado esse ano de relativo sucesso, o ócio artístico começou tudo de novo, não que ele durante as 24 horas por dia, não compusesse e não adaptasse tudo quanto era música e romances, sempre sem ganhar nada,  mas o pavor terrível de ter que ir trabalhar de bancário, que era o sonho de toda mãe naquela época, rondava suas noites insones, até que resolveu fazer um curso com o Wolf Maya, (sim ele já dava cursos naquela época)  que de cara vendo o talento do menino contratou-o para trabalhar na GLOBO, sim, na GLOBO!!! Com carteira assinada e tudo mais Uau!. 
 
Com vcs a novela de estréia do Cláudio na TV GLOBO

(ele nem aparece nos créditos,  mas a famigerada Mirian Rios já estava lá firme e forte)

Porém, ele começou achar estranho pois nunca tinha falas, só ficava lá enfeitando a cenas dos famosos da época numa novela chamada Bambolê, teve até um dos colegas que ganhou algumas poucas falas e se achava o máximo, humilhando os demais figurantes, que hoje em dia chamaríamos de bullying, pois é, esse mesmo cara hoje é um comediante que vez por outra aparece em novelas, uma pessoa “tão simpática e agradável quanto esses jogadores de futebol que vivem em churrascarias tirando fotos com pedaços de picanha e mulheres de programa que trabalham como modelo”
 
(Adorei essa citação Botelhiana e usarei em minha vida doravante para definir essas pessoas simpáticas que passam por nós vez ou outra).
 
Um dia resolveu sair e foi no teatro Tereza Rachel, bateu na porta do camarim do Ary Fontoura, entregou um texto para ele e audaciosamente disse: 
 
Escrevi uma peça e tenho um papel pra você, você quer ler?
 
Vocês já imaginaram a cena?  
 
O que é isso meu jovem?, disse Ary.  É a minha versão musical para a peça Oliver com músicas que eu mesmo, Cláudio Botelho, compus. 
 
Welll, eu acredito que de sopetão o Ary com medo disse, deixe-a ai que eu vou ler.
 
Dois dias depois ele recebe um telefonema do Ary Fontora pedindo ao jovem Cláudio que fosse à sua casa tocar e cantar as músicas.
 
Talentoso Ary Fontora
 
A versão tinha mais de 30 personagens em cena o que naquela época seria impensável, mas o Ary, pressentindo o talento do rapaz, passou para ele uma peça tipo comédia pastelão e pediu pra ele dar uma olhada nas músicas. Claro ele mudou tudo, a peça “Moça, Nunca mais” com Suely Franco foi maior sucesso e durante um ano ele ganhou seus 2% da SBAT e para sempre, graças ao Ary Fontoura, o sistema bancário perdia um jovem caixa.
 
Passaram-se os dias, uma tentativa aqui outra ali, até que em um contato com Ítalo Rossi, que fazia um espetáculo de poesias de Manuel Bandeira e Fernando Pessoa, ele foi convidado para tocar violão. Num dia,  uma pessoa que iria mudar o rumo total da vida de Claudio Botelho, foi assistir aos ensaios da peça do Ítalo Rossi.
Essa pessoa de cachinhos dourados era ninguém mais que Charles Möeller, e trombetas foram ouvidas no infinito, trovões e relâmpagos iluminaram aquele momento, sinos tocavam, um redemoinho se formou como o tornado da Dorothy com vacas e casas voando e nascia finalmente ali, o que viria a ser “ Os Reis dos Musicais”.
 
Não resisti a colocar a foto do galã com seus cachinhos dourados.
 
(Nossa, até eu me emocionei com essa descrição do encontro dos dois, que acho que não foi nada disso que aconteceu, mas como sou eu que estou escrevendo eu falo o que eu quero).
 
 
Aproveito para agradecer a Tânia Carvalho que gentilmente deixou eu “roubar” algumas fotos para essa matéria. O livro em questão é da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo e tem toda informação sobre a dupla e todos os seus trabalhos até o “O Despertar da Primavera” em 2009. São 200 paginas de puro êxtase e custa bem baratinho e nas melhores livrarias você o encontrará.
 
***
 
A tal peça do ítalo Rossi foi um fracasso, mas abriu muitas portas para outras peças. Quando se pensava em colocar uma música em um espetáculo vinha logo a figura do Cláudio Botelho e lá estava o garoto compondo.
Numa dessas peças ele conheceu uma atriz que viria a ser a estrela que faltava para o que realmente precisava em sua vida: Claudia Netto.
Como ela cantava divinamente, o sonho do Cláudio era poder montar um musical com um casal cantando músicas de Gershwin. Como naquela época não existia youtube ou CDs, tinha-se que garimpar em sebos matérias e discos vinil, e foi assim que os dois reuniram um par de músicas para as quais, claro, Cláudio fez as versões para o português e como precisavam de uma direção, foram bater na porta de Marco Nanini, que como mal conhecia a ambos, resolveu atender ao pedido deles em ir na casa do Cláudio ouvir as músicas, já que moravam na mesma rua.
 
 
E assim nasceu, sob a direção de Nanini, “Hello Gershwin” que lançava definitivamente o nosso garoto como versionista.
Deste dia em diante nunca mais o trio parou, Claudia Netto cantando e já com Charles Möeller fazendo os figurinos fizeram uma série de musicais para a TV Educativa na raça e na coragem, com muita pesquisa e estudos.
E vieram outros e outros musicais, ainda meio que caseiros, mas com certo sucesso levando-os finalmente em 1995 a um texto de Charles Möeller  com Alessandra Maestrini, Kiara Sasso, Ivana di Domenico, Gottsha e Ada Chaseliov. 
O nome da peça: As Malvadas, que terminou virando um grande cult.
Foi a partir desse momento que eles tiveram a certeza da dupla  que eram e o que queriam definitivamente fazer para sempre: Musicais.
 
 
(Claro que eu ia colocar uma foto minha com a dupla)
 
Voltemos então às perguntas do famoso questionário de Proust. 
Cláudio Botelho continuamos?  Cláudio... Cláudio.... ah sim ele voltou:
 
17.E as heroínas?
Dona Benta, Narizinho, Emília... Tá bom?
 
18.Seu compositor favorito é...
Não consigo responder com um só, então: Chico Buarque, Jacques Brel, Milton Nascimento, Stephen Sondheim, Richard Rodgers, Irving Berlin, Kurt Weill, Astor Piazzolla.
 
19.E os artistas que você mais curte?
Se a pergunta for sobre artes plásticas, não consigo curtir ninguém, pois não tenho esse dom da fruição visual.
 
 20.Quem são suas heroínas na vida real?
 MInha irmã, Luciana. Minha mãe, Maria José.
 
21.E quem são seus heróis?
Meu sócio, Charles Moeller. E meu pai, Valdecy Pacheco.
 
22.Qual é sua palavra favorita?
Palavra.
 
23.O que você mais detesta?
Beterraba e gente que convida pra tomar “um chopinho”.
 
24.Quais são os personagens históricos que você mais despreza?
Trotsky, Lenin, Mao Tse Tung, Fidel Castro, Hitler, Hugo Chavez, Ahmadinejad.
 
Fim do terceiro capítulo e não percam amanhã,  “O tenesmo na vida de um homem”
 
***
 
Como sei do amor de Cláudio para com Adélia Prado deixo aqui dois textos lindo.
 
Adélia Prado - A Terceira Via

 
 Adelia Prado – O amor
 
E pra terminarmos com música deixo aqui a grande amiga CLAUDIA NETTO
The King and I - I Whistle a Happy Tune by Claudia Netto

 

Cláudio Botelho EM 5 TEMPOS | Segundo Tempo. Episódio de hoje: “Um louro de franja ignara”

 
Continuação
 
Em 1976  Cláudio ouviu pela primeira vez Chico Buarque no “LP” Caros Amigos com a música “Atrás da porta” e pensou que era música de sacanagem, mas quanto mais ouvia mais fascinado ficava.
Em 1978 sua mãe foi convidada para ser coordenadora do Colégio Sacré Coeur de Marie no Rio de Janeiro. De fusquinha veio toda família, 4 pessoas e um cachorro pequinês  de Uberlândia para o Rio de Janeiro e foram todos morar em Copacabana.
 
 
Vejam toda família chegando ao Rio de Janeiro
E o garoto Cláudio já acenando para a glória que viria.
 
A tia Maria Helena que já morava no Rio tinha um piano, o que deixou o Cláudio louco. Ele dedilhava, batia, fazia e acontecia e quando menos se esperava ele, autodidata,  já tirava acordes se localizava bem nas harmonias. E desde então se acompanha e compõe ao piano.
 
Como o Sacré Coeur era uma escola de meninas, não demorou muito pra transferi-lo para o São Vicente de Paulo, e ai a coisa começou a pegar fogo. 
Lá existiam saraus musicais que ninguém prestava muito atenção, mas quando Cláudio cantava “Vampiro”  fazendo alguns malabarismos com o violão o povo parava encantado.
Um dia resolveu fazer uma aula de teatro no colégio, e nunca mais parou de fazer teatro nos 3 anos no dito antigamente “Colegial”.
 
Certo dia surgiu na vida do Claudio o Almir Telles, que o incentivou a escrever textos e compor canções para as peças feitas na escola. Esse foi o começo, e acreditamos que Almir não só deu início a tudo isso, como foi um ídolo para aquele garotinho serelepe. Cláudio puxou tudo ao “pai” artístico Almir Telles, com sua personalidade debochada, rápida, inteligente, pouco reverente para com os que se acham a última bolacha do pacote,  e que também é uma pessoa muito generosa. (Pois não é essa a personalidade da nossa estrela?)
 
 
Então o primeiro raio de luz aconteceu, Almir Telles emprestou um “LP” (pra quem não sabe o que isso procure no Google)  do musical OLIVER, e Cláudio usou as músicas do filme colocou outras letras e fizeram “O menino do dedo verde” e,  audaciosamente, e para nossa felicidade Cláudio Botelho monta seu primeiro musical na escola usando as canções de Oliver Twist.
E começa naquele momento, numa data incerta, a carreira de um dos “Reis dos Musicais”
 
Então vamos nesse momento voltar ao questionário  Proust.
 
 
Antes um parênteses, o questionário que o Cláudio está respondendo gentilmente, chama-se Proust pois o grande poeta respondeu essas 29 perguntas que entraram para a história, e até hoje muitos jornalistas o utilizam. Não foi criação do Proust, na verdade  tudo começou em  1886, era uma modinha, como se diz, uma brincadeira, coisa dos refinados salões da Belle Époque, servia para criar assuntos e animar as festas.
 
Ainda não existiam as postagens do Claudio Botelho no Facebook para isso, então todo mundo respondia as 29 perguntas, continuemos:
 
 
Foto by Alberto Pinto
Cláudio Botelho continua simpático como sempre respondendo as perguntas:
 
9. Quem você gostaria de ser, se não fosse você mesmo? 
Não acho a menor graça em não ser eu mesmo, devo ser um ególatra, nunca quis ser outro. Mas fisicamente, eu me trocaria por qualquer garoto desses que toma suco do BB Lanches. Louro, com franja, e no máximo até uns 25 anos, senão é melhor ficar eu mesmo, né? hahahah
 
10.E onde gostaria de viver?
A vida já me deu este presente: vivo exatamente no lugar que gostaria, no Alto Leblon, Rio de Janeiro. Não preciso nada mais que isso.
 
11.Qual sua cor favorita? 
Verde.
 
12.Sua flor?
Não tenho saco pra flor, respeito-as, mas não me dizem nada.
 
13.Um pássaro?
Adoro papagaios e calopsitas.
 
14.Seus autores preferidos? (não precisa ser os nacionais)
De teatro: Edward Albee, Ionesco, O´Neil, Terrence McNally, Arthur Miller, Harold Pinter.
Literatura: Gogol, Dickens, Sommerset Maugham, e tenho absoluta fascinação por literatura policial, então começo com Conan Doyle, passando por Simenon, e vou até o atual Harlan Coben que acho excelente. Só leio romances policiais hoje em dia.
 
15.E os poetas de que mais gosta?
Drummond, Bandeira, Adélia Prado,  Vinícius, Mario Quintana, Augusto dos Anjos, Fernando Pessoa (quando não é chato).
 
16.Quem são seus heróis de ficção?
Jack Bauer, Zorro, Arsene Lupin, e o maior de todos, Sherlock Holmes.
 
***
 
Fim do segundo capítulo e não percam amanhã,  “quem seria o famoso jogador de futebol que vive em churrascarias tirando fotos com pedaços de picanha e mulheres de programa que trabalham como modelo?”  Um momento decisivo na reviravolta dessa história.
 
 
Coração de um músico
 
Mas, naquele coração do garotinho já nascia um sonho que seria impossível naquele momento, porém  com muito trabalho e persistência ele seria realizado. Naqueles dias ele não conhecia muita coisa ainda, ele não sabia que iria amar Jaques Brel e é com ele que terminamos esse segundo capitulo.
 
Jaques Brel  Sonho impossível
 

Cláudio Botelho em 5 Tempos

Primeiro Tempo.    Episódio de hoje: “Nasce uma Estrela”
 
 
Ele é viciado em séries policiais e de suspense, quem diria!  
Eu resolvi transformar minha entrevista com um dos “Reis dos musicais” em cinco capítulos. 
A partir de agora você terá revelações bombásticas e enigmáticas que só serão reveladas neste seriado “CB em 5 tempos”.
Quais mistérios virão à tona no decorrer desta série? 
O que o mundo não sabia e ficará sabendo sobre esse monstro sagrado dos musicais brasileiros? 
Só acompanhando os episódios.
 
***
 
Tudo começou numa pequena cidade do interior do Estado de Minas Gerais de nome Araguari,quando nascia um garotinho bonitinho com furinho no queixo,  ao entardecer de uma noite de verão. 
Não sabemos se é folclore, mas contam as parteiras da época que o menino não chorou como é de praxe em todo ser humano, ele apenas balbuciou em la menor a palavra: “rádio”. 
 
Imagem meramente ilustrativa do bebe Cláudio
 
Como a família toda tocava algum instrumento, ele agora aos 4 anos morando em Uberlândia, exigiu que o Papai Noel, trouxesse para ele uma bateria. 
Naquela época ele acreditava em Papai Noel sim, e não é que com muito esforço dos pais ganhou seu primeiro instrumento musical que foi a dita cuja bateria, mas que a pedidos da cidade toda, que não agüentava tamanha barulheira, foi trocada por um violão.
 
Mesma carinha de agora. 
O que pensava esse menino nesse dia dessa foto?
 
Vamos iniciar então as primeiras perguntas do famoso questionário Proust:
Querido Cláudio Botelho, preparado?   Então vamos lá:
 
  
 
1.Qual é sua maior qualidade?
Meu senso de humor.
 
2. E seu maior defeito?
A Preguiça.
 
3. A coisa mais importante em um homem?
A Honestidade.
 
4. E em uma mulher?
 A honestidade também.
 
5. O que você mais aprecia nos seus amigos?
A paciência que têm comigo.
 
6. Sua atividade favorita é...
O ócio.
 
7. Qual é sua idéia de felicidade?
Poder ficar muito quieto nas folgas, de preferência deitado numa cama enorme, com meus cães, comendo besteiras e assistindo capítulos inéditos de séries policiais e de suspense.
 
8. E o que seria a maior das tragédias?
Não conseguir trabalhar.
 
***
 
Fim do primeiro capítulo e não percam amanhã o episódio enigmático: “O que teria acontecido com um louro com franja no alto Leblon”
 
E pra terminar uma música que decididamente ele acha que não lhe diz respeito, mas para os que conhecem seu trabalho, sim, ele é uma “Estrela” ouça a música e veja a letra em português se não é ele mesmo.
 

 

Star!
Se a dama é malvada mas é correta
Se a dama é mais chique que a chiqueza
Se seus acompanhantes precisam usar uma cartola
E cada homem é o homem da semana
Se ela roda por ai em um carro importado novinho
A chance é de que a dama é uma estrela!
Se a dama é brilhantemente inteligente
Se ela faz o diálogo brilhar
Se o jeito da dama cantarolar
Faz o cantarolado se tornar um sucesso
Se suas canções constroem um repertório estiloso
As chances são que a dama é uma estrela!
Se sua festinha é realmente longa
Com toneladas de caviar caríssimo
Se a dama é alguém
Alguém com credenciais
Alguém com essência
Alguém que é adorada à distância
Ela é uma genuína, positiva,
Totalmente maravilhosa,
Perfeitamente extraordinária
Ela é uma ESTRELA!

SESI-SP lança PROJETO para TEATRO MUSICAL

 
Pois, o musical no Brasil parece que é a bola da vez. Se já não bastasse termos os “Reis dos musicais”, Charles Möeller e Cláudio Botelho com mais de 37 musicais famosos realizados no Brasil, com recursos, técnicos e atores brasileiros, agora o SESI investe pesado na divulgação e formação de atores e principalmente de público que ainda hoje não vê com bons olhos esse tipo de espetáculo teatral.
 
Assim o que eu acho de mais importante nisso tudo é a popularização do teatro musical, que só uma entidade do porte da FIESP SESI poderia nos oferecer gratuitamente.
 
A ação inédita irá contemplar oficinas de vivência, curso de formação de atores e sessões gratuitas do musical “A Madrinha Embriagada”, com direção e tradução de Miguel Falabella.
 
Durante 11 meses, a partir de agosto, 150 mil espectadores poderão assistir à comedia musical em oito sessões semanais, no Teatro do SESI – São Paulo, na Avenida Paulista.
 
 
Diz o ator e diretor Miguel Falabella: O projeto do SESI-SP já nasce bem-sucedido. Somos um povo extremamente musical e esse gênero de teatro encontra sua platéia com muita facilidade no Brasil.
 
Bom, aqui eu preciso dizer que achei estranho a montagem de uma versão do musical “The Drowsy Chaperone” um famoso musical da Broadway, como primeiro grande musical desse magnífico projeto.
 
Talvez eu seja muito chato, mas com um elenco estelar como o contratado  tive que perguntar  para Cleto Baccic o porque optaram por esse peça e não por uma do tipo  EMILINHA e MARLENE, as rainhas do rádio, texto de Thereza Falcão e Júlio Fischer  que ficou mais de 12 meses em cartaz no Rio de Janeiro com um estrondoso sucesso de crítica e publico e que tem muito a ver com nossas raízes?
 
Ou a própria “Chiquinha Gonzaga” tão bem montada há anos atrás pelo mesmo SESI? Não seria mais coerente para uma platéia não acostumada a musicais, ver algo mais próximo da realidade dela do que uma versão de uma peça americana?
 
Bom, ele me respondeu que “Porque não algo da Broadway?,  mesmo porque o Falabella fez questão de adaptar todo o texto, (não sei as músicas) para a realidade brasileira. (!!!)”
 
O orçamento de R$ 12 milhões para “A Madrinha Embriagada” que traz nomes de peso como Stella Miranda, Kiara Sasso,  Saulo Vasconcelos, Sara Sarres entre outros já por si só nos faz vislumbrar o magnífico evento que teremos pela frente.
 
Mas o que achei mais importante nisso tudo foi o “Curso de formação de atores em teatro musical”, com duração de três anos. O curso será implantado em março de 2014. Serão abertas 90 vagas por ano e a seleção dos candidatos será por meio de audições. Um extenso trabalho de pesquisa foi desenvolvido com mais de 50 personalidades do teatro musical brasileiro, a fim e montar a estrutura básica do curso. Além disso, a equipe do SESI-SP e do Atelier e Cultura, visitou quatro universidades nos EUA (University Florida, Tisch School of the arts, em Nova York, Carnegie Mellon, em Pittsburg, e The Bo ston Conservatory) e na Inglaterra (Royal Academy of Music e a Urdang Academy) para pesquisar os melhores cursos oferecidos no exterior.
 
O custo inicial para estruturação do projeto é de R$ 1,2 milhão.
 
Mas, fica aqui nossos agradecimentos a essa empreitada que só o SESI-SP poderia nos oferecer, assim como tudo que o SESI tem feito, com altissima qualidade seja em teatros, escolas, clubes e tantos projetos sociais pelo Estado de São Paulo afora.
 
Elenco apresenta canção de 'A Madrinha Embriagada'
 
Durante evento no prédio da FIESP foi apresentado o elenco do novo musical  'A Madrinha Embriagada', que faz parte do recém lançado Projeto Educacional SESI-SP em Teatro Musical. O espetáculo terá direção e tradução de Miguel Falabella, elenco de 25 atores, cantores e bailarinos e uma orquestra com 15 músicos. Durante 11 meses, serão realizadas 325 sessões do musical com ingressos gratuitos, para ampliar e democratizar o acesso ao público.
  
Conheça o elenco completo da peça:

 
Swing Masculino – Ditto Leite e Max Oliveira
Swing Feminino – Anelita Gallo e Carol Costa
Cover e Ensemble Masculino – Elton Towersey, Will Anderson, Luiz Pacini e Jesse Scarpellini
Cover e Ensemble Feminino – Luana Zenun, Jana Amorim e Andrezza Massei
Gangsters – Daniel Monteiro e Rafael Machado
Dora, a aviadora e George, o padrinho - Adriana Capparelli e Fern ando Rocha
Kitty, a corista sexy e Feldzieg, o produtor de cinema – Kiara Sasso e Saulo Vasconcelos
Madrinha alternante e Adolpho, o amante argentino – Paula Capovilla e Cleto Baccic
Dona Francisca, a socialite e Agildo, o mordomo – Ivana Domênico e Edgar Bustamante
Jane Valadão, uma estrela que vai abandonar a carreira e Roberto, seu noivo – Sara Sarres e Frederico Reuter
A madrinha embriagada e o homem da poltrona – Stella Miranda e Ivan Parente

Homenagem ao musical Les Misérables faz mais duas apresentações no teatro da Livraria da Vila

por Redação.

 
Com músicas do espetáculo, a peça fica em cartaz até o dia 31 de maio, sexta-feira, na loja do Shopping JK Iguatemi
 
 
Por mais duas sextas-feiras deste mês de maio – dias 24 e 31, às 20h - a Livraria da Vila do Shopping JK Iguatemi recebe o espetáculo One Day More – Uma homenagem ao musical Les Misérables.
 
Na peça, canções do musical original - como I dreamed a dream e On my own - são interpretadas pelos atores, acompanhados por um piano e um contrabaixo. Com textos de Daniel Montenegro e elenco formado por Sílvio Venosa, Renato Loyola, Biah Carfig, Leticia Veras, Philipe Azevedo, Rebeca Rezende, Tinno Zani, Nina Dutra e Tulio Zani, o espetáculo reúne em uma hora de apresentação um repertório selecionado e bastante conhecido do publico.
 
One Day More – Uma homenagem ao musical Les Misérables
Direção: Leonor Veras
Duração: 60 minutos
Dias 24 e 31 de maio de 2013, sextas-feiras às 20h.
Livraria da Vila - Shopping JK Iguatemi - Av. Juscelino Kubitschek 2.041 – Vila Olímpia.
Tel.: (11) 5180-4790
Ingressos: R$ 50 (inteira) / R$ 25 (meia-entrada)
Vendas: www.ingressorapido.com.br ou na bilheteria da Livraria da Vila