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Bette Davis & Eu

 
Baseada em um acontecimento real, a comédia gira em torno da escritora Elizabeth Fuller, que, sem esperar, recebe a visita da atriz Bette Davis. 
 
A intérprete permaneceu por vários dias convivendo com o cotidiano da família de Fuller e mexendo com seus valores.
 
Um  dia devido a greve dos hotéis em NYC, uma amiga de Bette Davis, sugeriu que ela ligasse para uns conhecidos pra ver se eles poderiam hospedá-la por um ou dois dias.
 
No final das contas Bette ou Miss Davis, ficou na casa do casal por 1 mês. A peça gira em torno disso. 
 
 
Se você puder ir assistir, não deixe de fazer, pois eles estão fantásticos nessa comédia de Elizabeth Fuller “Me and Jezebel” – uma história real.
 
A interpretação do Wilson de Santos é primorosa. Claro podia ter ido pela linha caricata, pois um homem interpretando uma “diva” seria o que mais a platéia brasileira adoraria ver.
 
Eu não sei por que, isso é tão engraçado para certo tipo de publico, veja o sucesso que faz Renato Papa, com suas comedias, onde ele sempre interpreta uma personagem feminina com exageradas roupas e maquiagem e trejeitos fazendo a platéia lotar seu teatro constantemente.
 
Mas, graças a excelente direção de Alexandre Reinecke e o talento desse ator competente que é Wilson de Santos, logo no segundo minuto já esquecemos que essa Bette esta sendo interpretada por um homem e você embarca totalmente na história que é contada.
 
 
Elizabeth Fuller interpretada com garra e  simpatia pela excelente e carismática atriz Flávia Garrafa,fazendo a tal “amiga” que recebe a “diva” Bette Davis, e como uma boa fã que é tenta fazer de tudo para que a estadia da atriz se torne agradável, só que os 2 dias se tornaram 30 dias e muita coisa aconteceu interferindo em toda a família.
 
 
Em cena, um relato hilário e tocante da batalha diária de uma fã tentando agradar seu ídolo cinematográfico e existencial, já no ocaso da vida, mas não da verve e da mordacidade. A Bette Davis no prosaico dia-a-dia de uma família comum, mas com a mesma postura explosiva, intimidante, caprichosa e impaciente que a transformou no ícone para batalhões de fiéis pelo mundo afora.
 
Se você é novinho e nunca assistiu a um filme de Miss Davis, não tem importância, tenha em mente qualquer ídolo seu que venha hospedar-se em sua casa como seria um episódio desses em sua vida.
 
Agora se você é da minha geração e acompanhou toda a vida glamorosa dessa atriz, muitas informações são delirantemente engraçadas, o que não impede, para quem não sabe de nada, a não se deliciar com os conflitos  apresentados na peça.
 
Quero enfatizar que Wilson de Souza está um espetáculo em cena, mas que Flávia Garrafa é na verdade quem comanda toda a história nos deixando a par do que acontece com sua vida, seu  marido e seu filho nesse imbróglio que se tornou sua vida com a vinda de Bette Davis.
 
Portanto não percam essa comédia, divirta-se muito com “Bette Davis & Eu” no teatro Renaissance, sexta 21h30, Sábado 21h e Domingo 18h.
 
Compre logo o seu ingresso pois o teatro estava lotado no dia que fui assistir, pois é assim mesmo que acontece, quando a coisa é boa, o boca a boca funciona melhor que torrentes de propaganda.
 
Vá assistir e depois me conta se não valeu a pena.

 

Musical infantil No Quintal de OZOM estreia no MuBE Nova Cultural

por Redação.

 
Espetáculo aborda de forma poética assuntos como educação ambiental, coleta seletiva de lixo, reciclagem
 
No Quintal de OZOM é um espetáculo infantil montado a partir da adaptação livre da Obra poética de Paulo Afonso (Tchê) - "O Jardim Ozom".   A peça conta a história de três plantinhas que fogem de seu planeta natal, destruído pela falta de harmonia de seus habitantes com o meio ambiente. Viajam pelas galáxias até chegarem a um quintal, no nosso planeta, onde conhecem um menino que aprende a se comunicar com elas e resolve se transformar em uma árvore. Através de uma simbiose, o menino e o quintal se iluminam no processo de fotossíntese.  A encenação cria uma metáfora para discutir a observação dos seres vivos que nos rodeiam e a importância de cuidarmos do nosso planeta. 
 
A trilha sonora do espetáculo é executada ao vivo pelos atores, estimulando a percepção das crianças para vários tipos de instrumentos musicais, suas formas e sons.  As composições musicais passam pelo lírico, rock and roll, soul, pop, entre outros. 
 
O autor do texto e compositor das músicas do espetáculo, Paulo Afonso (Tchê), é também compositor das músicas dos programas infantis "Curumim" e "Bambalalão", que foram ao ar pela TV Cultura, na década de 80.  A encenação contará, ainda, com projeções que prometem encantar as crianças. 
 
"Através de canções, histórias e brincadeiras, o espetáculo percorre um caminho que propõe um diálogo direto com a plateia; abordando assuntos sobre a educação ambiental, a coleta seletiva de lixo, a reciclagem e uma discussão sobre a observação dos seres vivos que nos rodeiam", explica o diretor do espetáculo, Paulo Del Castro. Para ele, a educação ambiental deve ser uma ação educativa permanente e, de preferência, que tenha formato lúdico para que as crianças adquiram habilidades e atitudes necessárias para a transformação.
 
SERVIÇO
Teatro MuBE Nova Cultural - www.mubenovacultural.com.br
Rua Alemanha, 221 - Jardim Europa/SP - Tel. (11) 4301-7521
Temporada: 04 de maio a 28 de julho de 2013
Horário: sábado, às 15h30 e domingo, às 11h
Ingressos: R$30,00 (inteira) e R$15,00 (meia)
* Promoção - Quem trouxer livro não didático ou brinquedo em perfeito estado paga  apenas R$7,50 . Todo o material arrecadado será doado para instituições de caridade.
Classificação: LIVRE 
Bilheteria: de terça à quinta-feira, das 14h às 18h, sexta-feira das 14h às 21:30h, sábado das 14h30 às 21h00, domingo das 14h às 19h. 
Aceita dinheiro e cartões de débito e crédito (Visa e Master Card).
Capacidade do espaço: 192 lugares
Ar condicionado. 
Vallet: R$ 25,00.

Renata Sorrah e Cia Brasileira de Teatro trazem ‘ESTA CRIANÇA’ para São Paulo

por Redação.

 
Com estreia marcada para dia 19 de abril no Sesc Vila Mariana, primeiro texto de Joël Pommerat encenado no Brasil tem direção de Marcio Abreu e conta com Giovana Soar, Ranieri Gonzalez e Edson Rocha no elenco
Espetáculo foi o grande vencedor do Prêmio Shell 2012, com os troféus de Atriz (Renata Sorrah), Direção (Marcio Abreu), Cenário (Fernando Marés) e Iluminação (Nadja Naira)
 
‘Nada é mais bonito, eu acho, do que o equilíbrio precário’. Esta frase do dramaturgo e diretor francês Joël Pommerat[1] mostra, em grandeza e detalhe, o vigor e a delicadeza que se evidenciam em sua escritura improvável e em suas encenações. Com textos montados em vários países, aos 49 anos, Pommerat representa uma referência não somente para a dramaturgia francesa, como também para o teatro mundial: com paciência e minúcia, ilumina momentos críticos de situações do cotidiano, tão profundos e significativos à biografia de uma pessoa, como universais na vida do homem contemporâneo. Ao destacar estes fragmentos de existência, o autor preserva o que neles há de mistério e igualmente destaca o que trazem de certeza – um jogo que se traduz em leveza e concretude, gestos e ausência, sombra e luz. A escritura de Joël Pommerat ocupa-se das relações humanas, sociais, familiares, manifestas na atualidade, filhas deste tempo em que vivemos, mas, ao contrário de ‘contar histórias’ ou explicar a ‘moral’ delas, direciona seu foco para a forma de comunicá-las: empenha-se, na verdade, em revelar a intensidade de um instante, não a representação de um instante, mas a realidade pungente de um instante que se insinua por entrelinhas de ação e fala, inação e silêncio, momentos capazes de reportar a uma vida inteira. Como o próprio autor comenta: ‘O teatro é a minha possibilidade de captar o real e de dar ao real um alto grau de intensidade e força. Eu busco o real’.
 
Renata Sorrah, a Cia Brasileira de Teatro e Esta Criança
 
 
A estreia do autor francês no Brasil é uma iniciativa da atriz Renata Sorrah e da Cia Brasileira de Teatro, duas fortes presenças no teatro nacional. Em mais de 40 anos de carreira, impactantes atuações em espetáculos, no cinema e na televisão fizeram de Renata, indiscutivelmente, um dos grandes nomes do teatro brasileiro. Ao lado dela, neste projeto, está a premiada Cia Brasileira de Teatro[2], fundada há 12 anos, em Curitiba, pelo ator, dramaturgo e diretor Marcio Abreu, considerada pela crítica especializada como uma das mais consistentes do país, responsável por montagens marcantes para a história recente da dramaturgia e da encenação teatral brasileiras. Curiosamente, Renata e a CBT têm em comum, entre outras investigações artísticas, a descoberta de dramaturgos contemporâneos, inéditos no Brasil, a exemplos do alemão Botho Strauss (Grande e Pequeno, 1985) e do norueguês Jon Fosse (Um dia, no verão, 2007), trazidos em espetáculos produzidos por Renata Sorrah – que também atuou nas antológicas montagens 
do alemão Rainer Werner Fassbinder (Afinal... Uma Mulher de Negócios, 1977, e As Lagrimas Amargas de Petra Von Kant, 1982) – e do francês Jean-Luc Lagarce (Apenas o fim do mundo) e do siberiano Ivan Viripaev (Oxigênio), espetáculos dirigidos por Marcio, na Companhia.
 
Há dois anos, Renata e Marcio buscam sintonizar-se em um projeto que os levaria juntos, pela primeira vez, ao palco – não necessariamente procuravam um autor, mas definir, sim, uma ideia. Depois de vários encontros e leituras, descobrem-se em uma feliz coincidência, Joël Pommerat, ao qual, ironicamente, já haviam sido apresentados anos antes, e Esta Criança (Cet Enfant) dá a largada para este encontro inédito. Escrita sob encomenda, em 2003, para o Instituto de Previdência Familiar da França (CAF), o texto tem sua primeira montagem realizada em Paris, em 2006, e no ano seguinte estreia em Moscou, nas duas ocasiões sob direção do autor. Prêmio de Melhor Texto Teatral em língua francesa, Esta Criança estreou em outubro de 2012 no Rio, onde se apresentou com êxito de público (lotação esgotada em todas as sessões) e crítica.
 
A partir de 19 de abril, a montagem chega ao Sesc Vila Mariana, em São Paulo, com direção de Marcio Abreu, assistência de direção de Nadja Naira e, além de Renata, os atores Giovana Soar, Ranieri Gonzalez e Edson Rocha – os quatro se distribuem, sem protagonismos, entre 22 personagens.
ESTA CRIANÇA
De 19 de abril a 9 de junho
Sextas e sábados, às 21h. Domingos, às 18h.
Sesc Vila Mariana – Rua Pelotas, 141
Tel: (11) 5080-3000.
Ingressos à venda pelo sistema INGRESSOSESC
R$ 8 (trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes
R$ 16 (usuário matriculado no Sesc e dependentes, aposentado, pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e professor da rede pública com comprovante)
R$ 32 (inteira)
Classificação: 16 anos
Duração: 70 minutos

 

Fonte | ESTA CRIANÇA #FESTCURITIBA 2013

“Brincando com a Morte”

 
Do original “Funeral Games” de Joe Orton um dos dramaturgos mais originais do século XX, está em cartaz em São Paulo no Teatro Cultura Artística – Itaim.
 
A estória original dos anos 60 continua completamente atual e pertinente mostrando os bastidores de seitas religiosas e seus meandros subterrâneos.
 
Nada mais atual que um bispo criando uma nova seita onde tudo pode, PARA ELE, e enriquecendo custe o que custar.
 
O cenário de Chris Aizner  contribui ainda mais com o clima.  
 
 
Carregada de um humor ácido, a peça é uma sátira à caridade cristã. Critica a hipocrisia, as falsas religiões e também a moral vigente.
 
Suspense, humor negro, situações surreais, comédia e melodrama nessa montagem que fala do uso da fé como instrumento de manipulação e gerações de riquezas, portanto nada mais atual que o que estamos passando nos dias de hoje aqui no Brasil.
 
 
Com a tradução de Eduardo Muniz e a direção do competente Alexandre Tenório eu sinto apenas que deveriam ter dado um tom mais despojado e com referências mais claras ao que vivemos atualmente no Brasil com respeito às chamadas neo-religiões, sei lá, mesmo assim você tem que prestar bastante atenção ao texto que faz referências preciosas.  
 
Todos os atores estão muito bem em seus papéis mas o que eu mais adorei na peça mesmo foi  a atuação de Fernanda Couto.
 
 
 
Pra quem viu a peça “Nara” onde ela encantava e cantava contando a vida da Nara Leão, jamais poderia imaginar o lado histriônico que essa atriz tem.
 
Com suas trocas de figurino (o figurino é de ninguém mais que Theodoro Chocrane) e várias perucas, cada entrada sua em cena é um só deleite.
 
Fernanda Couto tem uma atuação surpreendente onde nos deixa entrever seu lado comediante, com um timing exato e improvisos deliciosos, algo bem diferente de seu papel em Nara que, em suas próprias palavras era como "uma folha caindo numa tarde de outono". Nesta sua performance atual vemos um sol brilhando no verão.  
 
"Gosto de desafios artísticos, da possibilidade de mostrar ao público diferentes espetáculos, diferentes autores, personagens, muitas vezes desconhecidos ou esquecidos no universo teatral" nos conta a atriz com os olhos brilhando de felicidade como uma menina que ganha a boneca sonhada.  
 
E como diz ela ao fim do espetáculo, "O teatro é feito de três coisas: um texto inteligente, atores e platéia".
 
E a platéia também é parte do espetáculo, afinal são por vocês que estamos aqui em cima do palco. Obrigado".
 
Na verdade é a platéia quem agradece.
 
Espetáculo: Brincando com a Morte
Texto: Joe Orton     
Direção: Alexandre Tenório
Elenco: Fernanda Couto, Edu Guimarães, Kiko Vianello, Tadeu Di Pyetroe Rodrigo Sanches.
Todas as sexta-feira – às 21 horas, sábados as 21 horas e domingos as 18 horas.
Teatro Cultura Artística – Itaim
Av. Pres. Juscelino Kubitschek, 1830 – Itaim Bibi/SP – Tel: (11) 3256-0223
Ingresso: R$ 40,00 (sexta e sábado) e R$ 30,00 (domingo)
Classificação etária: 16 anos. Duração: 70 min. Gênero: Suspense
Estacionamento: R$ 18,00

A Obscena Senhora D

por Redação.

PEÇA DIRIGIDA POR ROSI CAMPOS REESTRÉIA NO TEATRO EVA HERZ EM SÃO PAULO
 
obscena
 
 
RESENHA:
Após a morte do marido, Hillé, a Senhora D, se recolhe ao vão da escada. Em seu espaço diminuto, a Senhora D revive momentos da relação com o marido. Hillé chafurda os limites da sanidade ao confrontar-se com a velhice, o abandono, a ruína, o absurdo contido na sucessão dos dias e a própria morte. 
 
EQUIPE:
Com Suzan Damasceno
Texto: Hilda Hilst
Adaptação: Germano Melo e Suzan Damasceno 
Direção: Susan Damasceno
Direção Geral: Donizeti Mazonas e Rosi Campos
Iluminação: Pedro Brandi
Figurino: Anne Cerutti
 
Fotos: Ary Brandi 
Concepção: Suzan Damasceno
Realização: Mannufatura Produções 
 
De 12 a 26 de abril
Quintas e Sextas, às 21h
 
De 02 a 30 de maio
Quintas, às 21h 
 
Duração: 55 minutos
Faixa etária: Recomendado para maiores de 16 anos
Ingresso: R$ 40 
 
Local: Teatro Eva Herz  - Conjunto Nacional
Endereço: Av. Paulista, 2073 - Bela Vista - São Paulo/SP