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Sesc Santana realiza espetáculos circenses gratuitos

por Redação.

City Portal
18/01/2016 20:17:00
 
Os espetáculos são livres para todos os públicos
 
O Sesc Santana realiza espetáculos circenses gratuitos no feriado de 25 de janeiro, segunda, 14h, a peça A Lenda Mágica, com Célio Amino; e 15h30, a intervenção circense Malabares com Bolas de Contato, com Jorge Ribeiro. As atividades são gratuitas, livre para todos os públicos, e remete aos tradicionais números de mágicas e malabares.  
 
Confira abaixo a descrição completa de cada atividade:
 
A Lenda Mágica | 25/01. Segunda, feriado, 14h | Livre | Grátis
 
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Foto | Otávio Dias
 
Como se aprende mágica? Por que a Terra voa em torno do Sol? Por que as estações existem?  Estas e outras perguntas sobre os mistérios do mundo são apresentadas neste espetáculo do mágico Célio Amino. No total são apresentados 17 números de mágica, alternando momentos de humor, interação com a plateia e poesia. Entre as cenas mais marcantes estão a levitação de uma bola, a separação de águas coloridas que foram misturadas, a transformação de água em nuvem e a mudança de cores dos objetos conforme as estações do ano. Deck do Jardim. Duração: 50 min.
 
Malabares Com Bolas De Contato | 25/01. Segunda, feriado, 15h30 | Livre | Grátis
 
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Foto | Ana Carolina de Martini
 
Com Jorge Ribeiro. O artista circula por vários espaços do Sesc Santana apresentando números tradicionais de malabares. Área de Convivência. Duração: 50 min.
 
Sesc Santana
Livre para todos os públicos.
Av. Luiz Dumont Villares, 579 – Jd. São Paulo. Tel.: (11) 2971-8700
Estacionamento – R$11 período do espetáculo (desconto de 50% para comerciários com credencial plena - Sesc).

Viagem pelo mundo dos livros é tema da nova peça do Parque da Mônica

por Redação.

City Portal
29/12/2015 17:12:00
 
Viajando nos Livros é uma apresentação educativa destinada a toda família e tem como foco o incentivo a leitura de forma lúdica e divertida
 
 
Nas férias de janeiro, os visitantes do Parque da Mônica poderão viver uma nova aventura com Mônica e Cebolinha. Tudo começa em uma biblioteca mágica, onde três amigos embarcam em uma viagem rumo ao aprendizado por meio dos livros. Lá eles encontram Mônica e Cebolinha e juntos passam por diferentes países, aprendendo um pouco sobre a cultura, tradição e história de cada um desses lugares.
 
Com muita música, humor e conteúdo, a plateia viaja junto com a Turma durante os 25 minutos do espetáculo “Viajando Nos Livros”. A apresentação é uma oportunidade das famílias se aventurarem pelos quatro cantos do mundo e adquirirem novos conhecimentos de forma lúdica e divertida junto com a Turma da Mônica. O espetáculo será apresentado no teatro dentro do Parque da Mônica de 02 a 31 de janeiro, especialmente para o período de férias.
 
Parque da Mônica
Shopping SP Market – Av. das Nações Unidas 22.540 – São Paulo – SP
De acordo com o calendário disponível no site do parque (http://www.parquedamonica.com.br).
Passaportes:
Individual meia-entrada: R$ 69,50
Pacote para duas pessoas: R$ 182,00
Pacote para três pessoas: R$ 270,00
Pacote para quatro pessoas: R$ 356,00
Pacote para cinco pessoas: R$ 440,00
Público: Famílias com crianças de 2 a 14 anos
Estacionamento no local (área externa do shopping) – pago à parte.
Instagram: @parquedamonica

Atriz e cantora Selma Reis morre aos 55 anos

por Redação.

City Portal
19/12/2015 14:43:00
 
A atriz e cantora Selma Reis, de 55 anos, morreu na manhã deste sábado (19), no Hospital São José, em Teresópolis, região serrana do Rio. Selma tinha câncer e estava internada havia 15 dias. Como atriz, participou de novelas e minisséries da TV Globo, como "Caminho das Índias", "Páginas da vida", "Presença de Anita" e "Chiquinha Gonzaga".
 
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Selma Reis gravou dez discos, o último deles, "Sagrado", em 2007. Em 2003, lançou "Vozes", show gravado ao vivo com Cauby Peixoto, no Teatro Rival, no centro do Rio. Formada em Comunicação, Selma, que nasceu em São Gonçalo (cidade na região metropolitana), estudou música e técnica vocal em Paris.
 
Em Londres, gravou o disco "Selma Reis", em 1993. Ainda não há informações sobre o velório e o enterro da atriz e cantora.

Atriz Nydia Lícia falece aos 89 anos em SP

por Redação.

City Portal
12/12/2015 12:05:00
 
A atriz Nydia Lícia morreu às 4h30 deste sábado, 12, aos 89 anos, no Hospital São Luis, em São Paulo, de câncer no pâncreas. A doença foi diagnosticada em agosto e ela estava internada desde 20 de novembro. O velório está previsto para este domingo, 13, no Teatro Sérgio Cardoso. Ainda não há informação sobre o sepultamento.
 
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Nascida em 30 de abril de 1926 em Trieste, na Itália, Nydia Licia Quincas Pincherle Cardoso era filha de um médico e de uma crítica musical, ambos de origem judaica. Em 1939, com o avanço do fascismo na Europa mudou-se com a família para a cidade de São Paulo.
 
Durante a Segunda Guerra terminou o ginásio e emendou o clássico, sempre cantando nos shows e festivais da escola. Na dúvida entre estudar medicina ou química, optou por trabalhar no Consulado Italiano como secretária do cônsul. Mais tarde, frequentou o curso de história da arte ministrado por Pietro Maria Bardi e é selecionada como sua assistente para trabalhar no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MASP).
 
Ao mesmo tempo, começa a ensaiar com Alfredo Mesquita a montagem amadora de "À Margem da Vida", de Tennessee Williams, realizada pelo Grupo de Teatro Experimental (GTE) em 1947. Sua estreia no teatro foi ao lado de Marina Freire e Abílio Pereira de Almeida.
 
No mesmo ano, atuou no Grupo Universitário de Teatro (GUT), na USP, em "O Baile dos Ladrões", de Jean Anouilh, com direção de Décio de Almeida Prado. Em 1948, o grupo passou a integrar o Teatro Brasileiro de Comédia (TBC).
 
Dirigido por Adolfo Celi, Nydia substituiu Cacilda Becker, então grávida de quatro meses, em "Nick Bar", de William Saroyan, em 1949.
 
Um ano depois, apareceu em "Entre Quatro Paredes", de Jean-Paul Sartre, ao lado de Cacilda, Carlos Vergueiro e de seu futuro marido Sérgio Cardoso. A seguir, entra em "Os Filhos de Eduardo"; "A Ronda dos Malandros", de John Gay; "A Importância de Ser Prudente", de Oscar Wilde; e "O Anjo de Pedra", de Tennessee Williams.
 
Ainda em 1950 e atuando em espetáculos nos sete dias da semana, a atriz faz uma pausa para se casar com Sérgio Cardoso. No dia seguinte, os dois já estavam de volta ao TBC.
 
Ainda grávida, Nydia fez duas versões de "Antígona" e só parou 15 dias antes do nascimento de Sylvia, filha do casal. A atriz permaneceu no TBC até 1952 quando se transferiu para o Rio de Janeiro com o marido e a filha para integrar a Companhia Dramática Nacional. A família se hospeda na casa de Procópio Ferreira.
 
Nesse período Nydia ensaia três peças ao mesmo tempo; foi dirigida por Bibi Ferreira em "A Raposa e as Uvas"; "A Falecida", por Sergio e no premiado espetáculo "A Canção do Pão", de Raimundo Magalhães Jr.
 
Em 1953 vai fazer televisão na TV Record, e participa do elenco de "O Personagem no Ar" e "Romance". No ano seguinte, cria a própria companhia com o marido e para isso funda a Empresa Bela Vista, partindo para a reforma do antigo Cine-Teatro Espéria, no Bixiga. Nesse intervalo montam Lampião, de Rachel de Queiroz, no Teatro Leopoldo Fróes.
 
Em 15 de maio de 1956, a montagem de "Hamlet" inaugura o novo Teatro Bela Vista. Em cartaz também ficam também "Henrique IV"; "O Comício e Chá e Simpatia", com o qual ganhou os prêmios Governador do Estado, O Saci e a Medalha de Ouro da Associação Paulista de Críticos Teatrais (APCT).
 
Em 1958, atua em "Vestido de Noiva", com direção de Sérgio e com concepção distinta da famosa direção de Ziembinski. Em 1960 se separa mas continua a produzir teatro como produtora independente, tentando manter o teatro aberto.
 
Mais tarde, sofre com uma ação movida pela Empresa Bela Vista para tentar tirar-lhe o teatro. Com o apoio unânime da classe teatral, luta durante anos, até que consegue ficar com o teatro. Depois de um ano a polícia fecha o teatro.
 
Em 1962 começa se dedicar ao teatro infantil e monta "A Bruxinha que Era Boa", de Maria Clara Machado. Cria para a TV Cultura o Teatro do Canal 2 e apresenta o programa educativo "Quem é Quem", produzindo em seguida, por quatro anos, Presença, até ser convidada para o cargo de assessora cultural da emissora.
 
Em 1971, é obrigada a devolver o Teatro Bela Vista para seus proprietários. O Governo do Estado de São Paulo decide desapropriar o imóvel e reformá-lo, transformando-o no Teatro Sérgio Cardoso.
 
Nydia atua nas TVs Tupi, Paulista e Bandeirantes, participando de produções como Sublime Obsessão (1958), Eu Amo esse Homem (1964), Éramos Seis (1977) na qual vive uma tia rica que ajuda a pobre família formada por escrita por Nicette Bruno, Carlos Alberto Riccelli e Carlos Augusto Strazzer; João Brasileiro, O Bom Baiano (1978) e Ninho da Serpente (1982). Em Eu Amo esse Homem (1965) na TV Paulista, novela de Ênia Petri, Nydia interpreta psicanalista que se envolve com seu paciente, vivido por Emiliano Queiroz.
 
No cinema atua em Quando a Noite Acaba, de Fernando de Barros (1950); Ângela, de Tom Payne (1951) e em O Príncipe, de Ugo Giorgetti (2002).
 
A partir de 1992 desenvolve, paralelamente, carreira pedagógica como professora no Departamento de Rádio e Televisão da Escola de Comunicação da Fundação Armando Álvares Penteado - FAAP, e no Teatro Escola Célia Helena, onde dá aulas de interpretação.
 
Desde 2002 dedicou-se a contar sua trajetória e assina os livros "Ninguém se Livra de Seus Fantasmas"; "Sérgio Cardoso: Imagens de Sua Arte"; "Rubens de Falco: Um Internacional Ator Brasileiro"; e "Leonardo Villar: Garra e Paixão".

Marília Pêra sabia alcançar a alma de todo personagem

por Redação.

City Portal
05/12/2015
 
A atriz Marília Pêra respondia com um belo sorriso quando ouvia falar de seu perfeccionismo. "Sou apenas dedicada", dizia, com um ar maroto, tentando minimizar o tremendo esforço que utilizava para compor qualquer papel, especialmente em musicais, gênero a que se dedicou com mais afinco nos últimos anos.
 
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Personagem Florence Foster Jenkings musical Gloriosa!
 
Estudiosa do canto lírico e também da tonalidade dedicada exclusivamente ao musical, o chamado belt, Marília, além do cuidado em seguir os registros das partituras, concentrava-se na memorização das letras. "Se o compositor pensou em determinada nota, por que justamente eu deveria mudá-la?", dizia ela, para justificar a fidelidade e o empenho.
 
Isso impressionava os colegas. Miguel Falabella, fiel companheiro de palco e televisão nos últimos anos, sempre ressaltou a forma com que a atriz se entregava a qualquer tipo de papel. "Marília nos obrigava a um empenho além do normal, ninguém conseguia vacilar, seja na nota, seja no passo coreográfico, ao perceber o empenho de Marília. Um dos poucos exemplos de uma atriz completa que ainda temos neste País", comentava.
 
Por conta disso, Marília conseguia também, com a simples mudança de detalhes, como figurino, criar personagens muito distintos. Em 2003, por exemplo, uma série de diferentes penteados identificava Marília. Com os cabelos curtos, ela subia ao palco para o espetáculo Marília Pêra Canta Ary Barroso, que voltava em cartaz em São Paulo. Com uma longa peruca cacheada, ela viveu também o personagem de Madame Clessy, na versão cinematográfica que Jofre Rodrigues prepara da peça Vestido de Noiva, escrita pelo pai, Nelson. E, nos raros momentos de folga, ela já se preparava para cortar as madeixas, em um penteado rente à nuca para assumir a mitológica figura de Coco Channel na peça Mademoiselle Chanel, escrita por Maria Adelaide Amaral sobre a mulher que, ao ditar novos rumos da moda feminina, também apontou uma conduta revolucionária para as mulheres. "São personagens muito fortes e maravilhosos, que exigem um grande trabalho de preparação e concentração", comentava.
 
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Para viver Chanel, Marília recuperou sua intensa pesquisa, semelhante ao que fizera para viver outra diva, Maria Callas, no espetáculo Master Class. Na criação de Chanel, Marília fez diversas pesquisas - leu biografias e artigos, observou dezenas de fotos e acompanhou atentamente as poucas imagens em movimento que restaram da estilista. "Chanel era uma mulher misteriosa, pois oferecia várias faces", contava a atriz. "Apesar de sua fala agressiva, ela inventou um jeito delicado de andar." Marília preocupou-se com a coreografia do personagem, representando com elegância gestos comuns de Chanel como colocar uma das mãos no bolso (ou no cós da saia), enquanto a outra segura um cigarro. "Ela é uma atriz que alcança a alma do personagem", observava o diretor Jorge Takla, com quem Marília trabalhou em outras produções, como o musical Vitor ou Vitória?
 
A pesquisa era uma atividade infinita, para ela. "O teatro é como um quadro eternamente inacabado, em que novos detalhes são acrescentados", justificava Marília, que contava ter um ritual: sempre chegava cedo ao teatro, fazia exercícios vocais e corporais e apenas depois de soar o primeiro toque é que vestia a roupa de seu personagem. "Tenho muito respeito pelo figurino", confessava.
 
O profissionalismo se estendia para as produções em que Marília Pêra dirigia. Foram vários espetáculos, mas certamente o mais duradouro foi O Mistério de Irma Vap, que estreou em 1986, com Marco Nanini e Ney Latorraca, e que ficou 11 anos em cartaz, fato registrado no livro de recordes. Uma montagem "de quintal" - assim ela se recordava da primeira encenação, uma experiência ao mesmo tempo excitante como improvisada. "Utilizamos roupas de outras peças, perucas emprestadas, uns trocados aqui, outros ali... Foi assim: uma montagem 'jovem'."
 
Havia uma alucinada troca de roupas - 56 ao todo, nenhuma ultrapassava os 30 segundos para não quebrar o ritmo. Também estavam lá as improvisações, as brincadeiras entre os atores, o jogo com a plateia. A veia cômica de Marília Pêra, uma das maiores comediantes da TV e do palco, revelou-se essencial para a conquista do bom resultado.
 
Outro momento curioso que mostrava o virtuosismo da atriz aconteceu no musical Gloriosa!, dirigida por Charles Möeller e Claudio Botelho e que estreou em 2008. Ali, ela interpretou Florence Foster Jenkings, soprano americana que se tornou famosa por sua completa falta de ritmo, tom e todas habilidades do canto. Em outras palavras, a pior cantora de ópera do mundo.
 
"Ela não conseguia acertar nenhuma nota, o que tornava seus concertos um verdadeiro show de humor", contava Marília. "Assim, seus concertos se tornaram concorridíssimos e as pessoas gargalhavam durante as apresentações." Afinadíssima, Marília era obrigada a descobrir primeiro como era cantar certo, para depois desaprender a cantar. "Espero também ser vaiada", brincava ela, o que, de fato, jamais aconteceu.
 
* fonte DN