Beto Boaretto expõe cadeiras de acrílico pintadas à mão na Panamericana Experience

por Redação.

15/08/2017 22:42:00
 
O artista plástico Beto Boaretto apresenta suas cadeiras em acrílico pintadas à mão durante a PAX – Panamericana Experience, que será realizada em São Paulo, de 12 a 18 de agosto na unidade da Escola Panamericana de Arte, localizada na Rua Groelândia, 77 – Jardim Paulista.
 
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As cadeiras, que já foram expostas ao lado de peças exclusivas de Tomie Otake, Ivald Granato, Dalmau, Caciporé Torres e Sandra Martinelli, são inspiradas em suas telas, principalmente na série "Florais". Segundo o artista, o acrílico é um universo novo, com formas interessantes, brilho e transparência que oferece uma leitura diferenciada da arte. "O resultado disso são peças únicas, pintadas uma a uma, que acabam ganhando vida e se tornando mais do que objetos de design, verdadeiras obras de arte", explica Boaretto.
 
A ideia de pintar as cadeiras de acrílico nasceu quando um amigo ofereceu a ele uma cadeira riscada, que não teria mais uso e ele resolveu pinta-la. "Eu vi uma oportunidade de intervenção, sem imaginar qual seria o resultado final. E não é que surpreendeu a todos? Inclusive, originou a série 'Art Chair Exclusive' lançada em 2015", conta.
 
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Boaretto é um dos pioneiros a realizar essas pinturas em móveis em acrílico e diz que pintar as peças já finalizadas é um desafio. "A pintura no acrílico não é fácil, pois o material só pode ser envergado quando submetido a altas temperaturas. Ou seja, não é possível pintar para depois dar uma forma ao objeto. Ele precisa estar pronto para que eu possa realizar a minha intervenção", fala o artista explicando um pouco da técnica.  As cadeiras são uma repercussão do seu trabalho nas telas, agora com uma nova releitura. Durante a Panamericana Experience serão expostas cinco cadeiras.   
 
Palestra ao lado de Wagner Archela
 
Para fechar a semana de exposição, no dia 18 de agosto, Boaretto fará uma palestra ao lado do designer Wagner Archela - reconhecido pelo seu trabalho em peças de acrílico e parceiro de Beto nesse projeto - sobre a experiência de unir a arte com o design. "O tema da nossa palestra é 'Design Mobiliário X Artes Plásticas'. Nós vamos explicar aos alunos de design e arte como, através da intervenção artística em um objeto de design, a peça ganha uma identidade exclusiva", conta.
 
Sobre Beto Boaretto
 
Nascido em São Paulo, Beto Boaretto formou-se em Publicidade e Propaganda e, não satisfeito, cursou Arquitetura na Faculdade de Belas Artes. Irrequieto, caiu no mundo e foi estudar na Accademia Di Belle Arti Di Venezia, Itália. Desde que voltou para o Brasil, trabalhou como designer gráfico e diretor de arte em grandes agências de publicidade. Recebeu alguns prêmios e ficou muitíssimo orgulhoso quando viu seu trabalho publicado na Archive, revista alemã que publica o "melhor" da propaganda mundial.
A arte desde cedo manifestou-se em sua vida, primeiramente através da música, depois nos desenhos e finalmente na pintura. Já participou de diversas exposições coletivas e individuais no Brasil, da Casa Cor, Mostra Artefacto, entre outras. Tem obras que fazem parte do acervo do Museu de Arte do Parlamento de São Paulo e de diversas coleções particulares no Brasil e no exterior.
 
Exposição e palestra de Beto Boaretto: Design Mobiliário X Artes Plásticas – PAX Panamericana Experience 
Data: de 12 a 18 de agosto (Exposição)
Data: 18 de agosto, das 10h às 12h  (Palestra) 
Local: Escola Panamericana de Artes – Unidade Rua Groelândia 
Endereço: Rua Groelândia, 77 – Jardim Paulista

MoMA anuncia 1ª grande exposição de Tarsila do Amaral nos EUA

por Redação.

City Portal
27/07/2017 19:21:00
 
Exposição estará em cartaz no Museu de Arte Moderna de Nova York de 11 de fevereiro a 3 de junho de 2018
 
Com Tarsila do Amaral: Inventing Modern Art in Brazil (Tarsila do Amaral: inventando Arte Moderna no Brasil), o Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA) e o Art Institute of Chicago apresentarão a primeira exposição da América do Norte exclusivamente dedicada ao trabalho pioneiro de Tarsila do Amaral (1886-1973), uma das maiores artistas brasileiras do século 20. Em exibição no MoMA de 11 de fevereiro a 3 de junho de 2018, a exposição se concentrará na produção crucial de Tarsila da década de 1920, traçando o caminho de suas contribuições inovadoras por meio de aproximadamente 130 obras, incluindo pinturas, desenhos, cadernos e fotografias tiradas de coleções nos Estados Unidos, América Latina e Europa.
 
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Tarsila do Amaral. Antropofagia, 1929. Pintura a óleo. 49 5/8 x 55 15/16 in. (126 x 142 cm). Acervo da Fundação Jose e Paulina Nemirovsky, em comodato com a Pinacoteca do Estado de São Paulo. © Tarsila do Amaral Licenciamentos  
 
Tarsila do Amaral: inventando Arte Moderna no Brasil é organizada pelo Museu de Arte Moderna de Nova York e o Art Institute of Chicago, por Luis Pérez-Oramas, ex-curador de Estrellita Brodsky para Arte Latino-Americana no Museu de Arte Moderna de Nova York, e Stephanie D'Alessandro, ex-curador de Gary C. e Frances Comer para Arte Moderna Internacional no Art Institute of Chicago; com Karen Grimson, assistente curatorial do Departamento de Desenhos e Impressões do Museu de Arte Moderna de Nova York, e Katja Dominique Rivera, pesquisadora do Departamento de Arte Contemporânea do Art Institute of Chicago. Antes de sua apresentação no MoMA, a exposição estará em exibição no Art Institute of Chicago de 8 de outubro de 2017 até 7 de janeiro de 2018.
 
Figura fundamental na história da arte moderna na América Latina, Tarsila do Amaral nasceu em São Paulo na virada do século 19. Estudou piano, escultura e desenho antes de partir para Paris em 1920, onde frequentou a Académie Julian. Estudou com André Lhote, Albert Gleizes e Fernand Léger, chegando finalmente ao estilo de pintura que é sua assinatura, usando linhas sintéticas e volumes sensuais para descrever paisagens e cenas vernáculas em uma rica paleta de cores. Em janeiro de 1928, ela pintou Abaporu – uma figura alongada e isolada com um cacto em flor –, que inspirou o Manifesto Antropofágico, escrito por seu marido, o poeta modernista Oswald de Andrade, e que rapidamente se tornou uma bandeira para esse movimento artístico transformador que procurou superar influências externas e fazer uma arte para e do próprio Brasil.
 
Nas décadas de 1960 e 1970, uma nova geração de artistas redescobriu a antropofagia e a arte de Tarsila. Os temas e as motivações por trás de seu corpo de trabalho foram revisados por artistas como Lygia Clark e Hélio Oiticica, seguidos pela geração de artistas associados ao movimento Tropicália, como Caetano Veloso e Gilberto Gil. Hoje, quase 90 anos após a produção de Abaporu, a arte de Tarsila continua a ser um testemunho convincente de um capítulo crucial no modernismo latino-americano.
 
Servindo como uma introdução tardia a esta grande modernista brasileira para os públicos da América do Norte, a exposição destacará a produção da artista na década de 1920 e suas contribuições críticas para o nascimento da arte moderna no Brasil. Combinando uma organização cronológica com uma abordagem temática, a exposição examinará a carreira de Tarsila desde o início do período parisiense até pinturas modernistas emblemáticas produzidas após seu retorno ao Brasil, terminando com suas obras de grande escala com viés social, no início da década de 1930. Central para a exposição é a reunião de três pinturas de referência: A Negra (1923), Abaporu (1928) e Antropofagia (1929), uma série transformacional de obras que foram exibidas em conjunto em sua última exposição na América do Norte em 1993, no MoMA, dedicada a artistas latino-americanos do século 20 (Latin American Artists of the Twentieth Century).
 
A exposição também incluirá o primeiro trabalho de Tarsila a entrar na coleção do museu, Estudo de Composição (Figura Só) III (1930), juntamente com Figura Só (1930). O desenho é o último de uma série de esboços que prefiguram a pintura, o que reflete cada vez mais a crescente inclinação surrealista sintetizada de Tarsila e marca o ponto culminante da década mais prolífica de sua produção. No desenho, uma figura solitária com o cabelo soprando ao vento fica de costas para o espectador, evocando uma sensação de melancolia. Naquele ano, o casamento da artista com Oswald de Andrade terminou, e, com o colapso da economia brasileira e as perdas financeiras da família, ela assumiu um emprego como a primeira catalogadora da Pinacoteca do Estado de São Paulo, concluindo sua rica produção artística da década de 1920.
 
A exposição será acompanhada por um catálogo ricamente ilustrado, apresentando as pinturas, os desenhos, cartas e fotografias de Tarsila, e oferecendo uma visão geral deste período crítico em sua carreira. Os ensaios de Luis Pérez-Oramas e Stephanie D'Alessandro examinam a produção da artista na década de 1920 e seu legado duradouro, e são acompanhados por uma seção documental ilustrada, uma tradução de textos críticos, uma cronologia e extensa bibliografia.
 
Patrocínio: o principal apoio para a apresentação de Nova York é fornecido pelo Conselho Internacional do MoMA; apoio adicional fornecido pelo Fundo de Exposição Anual.
 
Para mais informações e materiais sobre a exposição, acesse http://www.press.moma.org/2017/07/tarsila-do-amaral

Galeria Adere traz um novo conceito social ao Shopping Lar Center

por Redação.

City Portal
18/01/2017 00:16:00
 
No dia 20 de janeiro, a Adere (Associação para Desenvolvimento, Educação e Recuperação do Excepcional), realizará um coquetel para lançamento da Galeria Adere.  Em um espaço de 170 metros quadrados, cedidos pelo Shopping Lar Center, em Santana, a Galeria expõe os trabalhos realizados pelos jovens e adultos com deficiência intelectual, atendidos pela instituição, além de comercializar produtos da Adere Design, feitos nas oficinas pedagógicas, cujo valor de venda é revertido aos projetos de inclusão social e profissional que a organização realiza.
 
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Objetos de decoração e uso pessoal, feitos com material reciclado, como cipó (extraído segundo as normas regulatórias), hashi, lápis de cor, retalhos de pano, aparas de papel, garrafas pets, fios de tecidos diversos, pedaços de madeira, dentre outros, foram reconhecidos pelo “Prêmio Sebrae Top 100 de Artesanato” (1ª, 2ª e 3ª edições), que distingue as cem unidades produtoras de artesanato mais competitivas do Brasil.
 
Os produtos da Adere Gourmet, como pães integrais, salgados, doces, pão de mel, chocolate, também fazem parte do cardápio de opções para o consumo consciente e de qualidade oferecido na Galeria.
 
A loja inaugura um novo conceito social, reunindo inclusão social e profissional de pessoas com deficiência, artes, criatividade, sustentabilidade ambiental e solidariedade.
 
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Nesse amplo espaço, também serão realizados palestras, eventos e workshops relacionados a diferentes temas, inclusive referentes à causa que a Adere promove há 45 anos. Outra atividade para o público serão as oficinas de artesanato para quem deseja conhecer técnicas diferentes ou adquirir habilidades que complementem a renda familiar.
 
Toda a decoração da Galeria Adere tem a assinatura de Barbara Narciso. Vasos decorativos foram cedidos pelo Lar Center. 
 
Inauguração da Galeria Adere
20 de janeiro /2016  (sexta-feira)
Horário do coquetel de lançamento do espaço: 18h30
Endereço:  Av. Otto Baumgart, 500 - Vila Guilherme, segundo andar, loja 315

Galeries Lafayette recebe instalação da artista sul-coreana Haege Yang

por Redação.

City Portal
21/08/2016 18:06:00
 
Entre 26 de agosto e 9 de outubro, vitrines do Boulevard Haussmann e de todas as filiais francesas vão expor criações exclusivas para a rede de lojas de departamento
 
Em período de apresentar as novidades do prêt-à-porter masculino e feminino para o outono-inverno 2016, a Galeries Lafayette celebra a temporada com a inauguração, em 26 de agosto, da exposição “Quasi-Modern Pagan”, sob a cúpula da loja do Boulevard Haussmann, da artista plástica sul-coreana Haege Yang. Além do ponto mais icônico do magazim acolher seus painéis verticais, outras obras da convidada poderão ser admiradas nas vitrines, assim como em todas as 51 filiais francesas da marca e retratada em uma série limitada (150 mil exemplares) de sacolas, que serão distribuídas aos clientes.
 
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Nascida em Seul, em 1971, Haege vive entre Berlim e a capital sul-coreana. Seu trabalho, contemporâneo e multiforme, se destaca pela sua singularidade e sofisticação com que mescla distintas referências e materiais para expressar sua visão sobre diferentes aspectos culturais por meio de arquétipos vanguardistas. A partir de motivos híbridos, Haege apresenta trabalhos que expressam o confronto entre o racional e o sobrenatural, a modernidade e a tradição.