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Venda de carros levará dez anos para se recuperar

por Redação.

City Portal
15/05/2016 13:36:00
 
Após nove anos de crescimento contínuo, o mercado de carros novos freou em 2013 e, desde então, só acumula retrações. Neste ano, pelas projeções do setor, as fábricas devem comercializar no País perto de 2 milhões de veículos, o que significará retroceder ao mercado de dez anos atrás, quando havia nove fábricas a menos do que hoje.
 
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"A capacidade ociosa cresceu muito e, mesmo que ocorra uma recuperação do mercado, vai levar pelo menos uma década para o setor recuperar a plena capacidade", diz João Morais, economista da Tendências Consultoria, especialista em setor automotivo. Ele lembra que o ambiente de insegurança afugenta o consumidor de bens de alto valor, como o automóvel. "O que o governo de Michel Temer precisa fazer é gerar um cenário de maior previsibilidade."
 
Só assim consumidores como Lucas de Paula Francisco Grespan, de 26 anos, conseguirão levar adiante o plano de comprar um carro novo. No caso dele, o Corsa 2001 não atende mais às necessidades da família, principalmente após o nascimento da filha Lauryn, há11 meses. "Preciso de um carro mais seguro e mais confortável, com airbag e ar-condicionado, itens que o atual não tem", afirma.
 
Ele fazia cotações de preço e de financiamento quando perdeu o emprego de motorista em uma empresa de fios de cabos elétricos em Santo André, no ABC paulista, há seis meses. Enquanto não consegue nova colocação, ajuda o cunhado em uma oficina mecânica, mas a renda caiu pela metade. "Não vou me arriscar agora e só vou atrás de outro carro quando conseguir trabalho com remuneração melhor", afirma Grespan, que mora na casa da mãe com a esposa e a filha.
 
Bonanza. Não faz muito tempo o cenário era outro. Os anos de bonanza, regados a crédito farto, incentivos fiscais, aumento da renda e queda do desemprego elevaram o mercado brasileiro de um patamar de vendas de 1,57 milhão de carros e caminhões em 2004 (um ano após o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva assumir a presidência da República) para 3,8 milhões em 2012 (também um ano após a posse de Dilma Rousseff, afastada do cargo na semana passada).
 
A partir de 2013, o mercado começou a regredir. Foram vendidos 3,76 milhões de veículos, volume que baixou para 3,49 milhões no ano seguinte e para 2,56 milhões em 2015. Recuperar o nível recorde de 2012 vai levar ao menos uma década, preveem analistas do setor automobilístico.
 
De janeiro a abril deste ano as vendas caíram 27,9% ante igual período de 2015, somando 644,2 mil veículos. Assustados com o desemprego e com a confiança em baixa, consumidores desapareceram das concessionárias. A produção de veículos acompanha a queda drástica das vendas e hoje as montadoras operam com menos da metade de sua capacidade instalada, de cerca de 5 milhões de veículos anuais.
 
No ano passado, 14,4 mil trabalhadores foram demitidos pelas montadoras de veículos e máquinas agrícolas. Neste ano, até abril, já foram mais 1,4 mil.
 
As concessionárias cortaram 32 mil vagas em 2015 e 16,5 mil neste ano. As autopeças eliminaram 29,8 mil empregos no ano passado e projetam 8,4 mil cortes entre janeiro e dezembro.
 
Além disso, as montadoras mantêm 42 mil funcionários - 32% de seu efetivo - no Programa de Proteção ao Emprego (PPE, que reduz jornada e salários) e em lay-off (contratos de trabalho suspensos).
 
Na opinião de Morais, Temer pode começar a reverter esse quadro, por ter força política para restabelecer a governabilidade. Com isso, diz ele, será possível destravar parte do crédito e da demanda, especialmente de consumidores que aguardavam uma definição da crise para seguir adiante com seus planos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Número de declarações do IRPF 2016 fica abaixo do previsto

por Redação.

City Portal
30/04/2016 17:14:00
 
O total de contribuintes que enviaram a Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2016 foi 27.960.663, crescimento de 0,23% em relação ao ano passado. Somente nas quatro horas finais de entrega, 792,3 mil contribuintes acertaram as contas com o Fisco.
 
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O número ficou abaixo das estimativas da Receita. Originalmente, o Fisco esperava receber 28,5 milhões de declarações este ano, mas a projeção foi revista para 28,2 milhões, porque o número de declarações retificadoras foi menor que o previsto. Em 2015, 27.895.994 contribuintes haviam entregado a declaração do IRPF dentro do prazo.
 
Quem não enviou o documento só poderá fazê-lo na próxima segunda-feira (2), a partir das 8h. O contribuinte será multado em 1% do imposto devido por mês de atraso (limitado a 20% do imposto total) ou em R$ 165,74, prevalecendo o maior valor. Não será necessário baixar um novo programa. O sistema automaticamente gerará a guia para o pagamento da multa.

Demanda aérea doméstica tem queda de 3,12% em fevereiro, aponta Anac

por Redação.

City Portal
22/04/2016 16:43:00
 
A demanda por transporte aéreo doméstico de passageiros, medida em passageiros-quilômetros pagos transportados (RPK), registrou queda de 3,12% em fevereiro em relação ao mesmo mês de 2015, segundo dados compilados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Com isso, a demanda doméstica completou sete meses consecutivos de redução.
 
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Já a oferta, medida em assentos-quilômetros oferecidos (ASK), teve recuo de 0,78% no em fevereiro, na mesma base de comparação. Com isso, a taxa de ocupação das aeronaves em voos domésticos (RPK/ASK) atingiu 78,1% em fevereiro de 2016, índice inferior ao registrado no mesmo mês de 2015, quando a taxa de ocupação doméstica ficou em 80%.
 
De acordo com a Anac, a GOL registrou a maior participação no mercado doméstico em fevereiro, com uma fatia de 36%. Em sequência, aparecem TAM, com 35,5%, Azul, com 16,6%, e Avianca, com 11,3%. O número de passageiros pagos transportados no mercado doméstico em fevereiro atingiu 7,066 milhões, queda de 3,69% em relação ao mesmo mês de 2015.
 
Internacional
 
No segmento internacional, a demanda (em RPK) por transporte aéreo de passageiros das empresas brasileiras cresceu pelo 24º mês consecutivo, com alta de 4,96% em fevereiro de 2016 frente o mesmo mês de 2015.
 
Já a oferta internacional (em ASK) registrou o 19º mês consecutivo de expansão, com alta de 4,45% ante fevereiro do ano passado. Com isso, a taxa de aproveitamento das aeronaves nos voos internacionais operados pelas aéreas brasileiras alcançou 80,4% em fevereiro de 2016, ante 80% no mesmo mês de 2015.
 
Em participação de mercado, a TAM seguiu isolada na liderança em fevereiro, com 77,6%, enquanto a Gol respondeu por 12,6% e a Azul ficou com 9,7%. No mês, foram transportados 612,7 mil passageiros, alta de 7,04% ante o mesmo período de 2015.

Crise chega aos restaurantes da classe A

por Redação.

City Portal
09/04/2016 14:39:00
 
O tombo de quase 4% no Produto Interno Bruto no ano passado e uma nova retração - quase do mesmo tamanho - esperada para este ano dizimaram restaurantes onde empresários que comandam a economia do País fecham negócios, geralmente em refeições regadas do bom e do melhor.
 
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A rua Amauri, no bairro paulistano do Itaim, que concentrava boa parte desses estabelecimentos, está bem mais vazia. Em apenas uma quadra, há pelo menos quatro restaurantes fechados. Manobristas, que antes corriam para dar conta do entra e sai de carrões importados, hoje passam o tempo jogando conversa fora à espera de clientes.
 
Na última quarta-feira, em pleno meio de semana, perto das 13 horas, que em épocas normais seria um horário de pico, a tranquilidade predominava nesse reduto de restaurantes de luxo. "Em outras épocas, neste horário, teria uma hora de espera. Hoje o cliente entra e já senta", disse João Santos, que há 13 anos cuida do estacionamento dos carros dos clientes da Forneria San Paolo.
 
"O fechamento dos restaurantes foi uma combinação de aluguel alto com queda no movimento, com certeza", afirmou Denise Schirch. Ela preside a Associação de Moradores e Empresários da Rua Amauri e é sócia da holding Componente, do empresário João Paulo Diniz, que tem três estabelecimentos na Amauri, dos quais dois fechados.
 
Um deles é o Dressing, que parou de atender como restaurante em 2014. No ano passado, virou um espaço para eventos. Agora, nem isso funciona e o local está em reforma. O outro restaurante de luxo é o Ecco, que encerrou as atividades no fim do ano passado. Nos dois casos, Denise ressaltou que os pontos comerciais não foram entregues e que há projetos para o futuro. "Estamos esperando as coisas se assentarem para desenhar uma nova proposta."
 
Do grupo, o único que está em operação na rua Amauri é a Forneria San Paolo. "A Forneria é uma exceção porque tem um tíquete médio intermediário para a rua, entre R$ 90 e R$ 100", disse Denise. Ela contou que, neste caso, o movimento do restaurante até cresceu, cerca de 5%, favorecido pelo fechamento dos concorrentes.
 
Já no Yellow, outro sobrevivente que também tem um tíquete médio menor, o movimento caiu entre 20% e 30%, calcula o gerente, Pedro Meirelles. "Esta é a pior crise", disse ele, que trabalha há 27 anos no estabelecimento. Por ora, o plano de abrir filiais foi cancelado por causa da retração da economia.
 
Para contrabalançar a queda no movimento, o gerente contou que cortou o preço do estacionamento, começou a preparar refeições para eventos e entregar pratos em domicílio. "Até criamos um prato executivo no valor de R$ 42. O problema é o gasto. Ninguém sai de casa mais", disse Meirelles.
 
Bonança. Para Marcos Hirai, sócio-diretor da GS&BGH, consultoria especializada no setor imobiliário, os aluguéis dos imóveis da rua Amauri eram caros demais mesmo nas épocas de vacas gordas, mas a situação estava encoberta porque saía um inquilino e entrava outro. "Mas, com a crise e a queda no movimento dos restaurantes, a situação ficou insustentável e muitos imóveis, vazios. A ganância dos proprietários foi um tiro no pé", ressaltou.
 
Denise Schirch ponderou que a inflação interna dos restaurantes, que envolve não apenas o aluguel, mas mão de obra e o custo dos alimentos e bebidas, é muito maior que a estampada no índice oficial de inflação, o IPCA. Além disso, no momento atual, não há espaço para os restaurante de luxo aumentarem os preços, mesmo atendendo a clientes classe A e pessoas jurídicas. "Há empresas impondo limites nos gastos."
 
Paulista. Fora da rota do luxo, o centenário Rei do Filet, que fica na Alameda Santos, a uma quadra da Paulista e também é frequentado por executivos, políticos e jogadores de futebol, sentiu a queda no movimento. Nas contas do gerente Vandy Freitas, que trabalha na casa há 29 anos, a retração foi de cerca de 40%. "Nunca vi uma crise assim."
 
Para reverter a queda, o restaurante criou um prato executivo, batizado de "filé do chefe". O prato serve três pessoas, com 500 gramas de carne, dois acompanhamentos, salada e sobremesa por R$ 132,30. "Mas tem gente que pede esse prato para cinco. São poucos pedidos a la carte", reclamou Freitas.
 
Segundo o gerente, a pressão de custos dos alimentos usados para preparar os pratos é muito grande e seria necessário um reajuste na faixa de 15% para reequilibrar os custos com os preços. Mas, na atual conjuntura, um aumento de preço do cardápio é inviável. O último reajuste ocorreu oito meses atrás. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Emprego na indústria tem 13ª queda consecutiva em fevereiro, diz CNI

por Redação.

City Portal
31/03/2016 14:10:00
 
A fraca atividade continua reduzindo o emprego na indústria, que caiu em fevereiro pelo 13º mês consecutivo, informou hoje (31) a Confederação Nacional da Indústria (CNI), na pesquisa Indicadores Industriais. No mês passado, o emprego diminuiu 0,4% em relação a janeiro, na série livre de influências sazonais, e está 9,4% inferior ao indicador de fevereiro de 2015.
 
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O setor operou, em média, com 77,6% da capacidade instalada, com alta de 0,5 ponto percentual na comparação com o mês anterior, na série livre de influências sazonais. A utilização da capacidade instalada (UCI) ficou 1,9 ponto percentual abaixo da observada em fevereiro de 2015 e 4,9 pontos percentuais menor que a média histórica.
 
Já o faturamento na indústria cresceu pelo segundo mês consecutivo, com alta de 1,6% em fevereiro comparado ao de janeiro, na série dessazonalizada. Em relação a fevereiro do ano passado, o indicador é 9,9% menor.
 
As horas trabalhadas apresentaram retração de 1,2% no mês passado na comparação com janeiro e está 8,9% abaixo do registrado em fevereiro de 2015. A massa salarial caiu 1,1% e o rendimento médio, 0,3% na comparação com janeiro. Em relação a fevereiro de 2015, a massa salarial apresentou redução de 11,5% e o rendimento, de 2,3%.