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Luislinda Valois que quis ganhar R$ 61 mil tem diárias investigadas

por Redação.

27/11/2017 22:39
 
A ministra dos Direitos Humanos, Luislinda Valois, será investigada pela Comissão de Ética Pública da Presidência, por receber diárias de viagens sem a correspondente atividade de trabalho. Luislinda já causou polêmica, ao pedir para receber R$ 61,4 mil, senão consideraria sua situação como similar ao trabalho escravo.
 
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Beto Barata|PR
 
A Comissão vai apurar se a ministra prestou contas das diárias de viagens recebidas, como determina a legislação. E dará dez dias para Luislinda apresentar sua defesa.
 
Esta é a segunda vez que a ministra dos Direitos Humanos surge como alvo de questionamentos por vantagens incompatíveis com o contexto de crise por que passa o Brasil e com princípios constitucionais. Luislinada pediu para receber a somatória da sua aposentadoria como desembargadora e com o salário como ministra de Estado. Rendas que juntas totalizam R$ 61,4 mil, extrapolando o teto constitucional pelo qual nenhum servidor pode receber mais do que um ministro do Supremo, cujo teto salarial é R$ 33,7 mil.
 
Ao pedir o acúmulo salarial, a ministra citou a Lei Áurea e argumentou que a imposição do teto constitucional aos seus vencimentos “sem sombra de dúvidas, se assemelha ao trabalho escravo, o que também é rejeitado, peremptoriamente, pela legislação brasileira desde os idos de 1888 com a Lei da Abolição da Escravatura”.
 
O salário da ministra caiu para R$ 3.292 brutos. Mas a aposentadoria de desembargadora, de R$ 30.471,10, foi preservada.
 
Há um movimento que pede a demissão da ministra, mas o presidente Michel Temer não se manifestou sobre o assunto.
 
Em entrevista à Coluna Estadão, Luislinda chegou a afirmar que o cargo lhe exige comprar maquiagem e roupas, por isso pediu para receber todo seu salário. “Eu tenho minhas despesas aqui. Eu como desembargadora aposentada eu posso botar a minha sandália Havaiana e ir em qualquer lugar em Salvador. Mas como ministra de Estado eu não posso fazer isso, então já vem mais custo”, justificou a ministra. (Com informações da Coluna Estadão)