selo Anuncieaqui triplo

No images found.

Os grandes juristas do Brasil

por Luiz Felipe Rangel Aulicino.

Os brasileiros não deveriam se entristecer. Hoje é dia de comemorar!
 
Meu pai, desde quando eu era criança, me ensinava que nada pode ser pior do que "burro com iniciativa". E eis que temos uma meia dúzia rodeando o Palácio do Planalto.
 
Os "brilhantes" juristas, Cardozo e Janot, quiseram se igualar a nomes como Ruy Barbosa, Clóvis Beviláqua, Evandro Lins e Silva, Miguel Reale, dentre outros. Porém, não podem ser comparados nem com o Manézinho do 4º DP, famoso advogado de porta de cadeia.
 
cardosojanot.jpg
 
Ao se reunir com o Procurador Geral da República para discutir o futuro de seus principais clientes, Cardozo tentou ser astuto, mesmo sendo o "tal burro com iniciativa"  e Janot provou, apenas, uma coisa: se cair de quatro não se levanta. Vamos aos fatos:
 
Ambos se reunem. Nada ilegal, talvez imoral.
 
Conhecendo o funcionamento das coisas do Planalto Central, parecia pouco plausível que que pedidos de Abertura de Inquérito contra "agentes políticos" fossem protocolizados no Supremo Tribunal Federal sem o conhecimento da Presidente da República, do Ministro da Justiça e do próprio Presidente da Suprema Corte dos nomes a serem investigados. Impossível acreditar que não. Dúvidas podem existir no porque já não pedir as aberturas de Processo Criminal ao invés de Inquérito Policial. Nada além disso. Começa, aí, o erro técnico das mentes brilhantes.
 
Inquérito não pode condenar ninguém e, no Brasil, "todos são inocentes até prova em contrário". Colocam todos no mesmo balaio.
 
Cardozo induz Janot ao erro, portanto, desde a modalidade da peça processual.
 
OK! Vamos investigar todo mundo (ou quase todo mundo).
 
Soltam nota de que um importante líder da Oposição estaria na "Lista de Janot" e os veículos de comunicação, cujo principal anunciante chama-se Petrobras, embarcam e abraçam essa estupidez. Conseguem imaginar a oposição se benefiando em um governo petista? Só se o Lula estiver em coma alcóolico. Portanto, mais um erro primário do advogado dos chefes da quadrilha.
 
Enfim, Janot apresenta, ainda sob sigilo, sua lista de agentes políticos a serem investigados ao STF e, a esta altura, todos os que tiveram seus nomes citados já sabem se estão ou não. É um princípio básico do Direito. 
 
Na lista os nomes dos Presidentes da Câmara e do Senado, respectivamente, o terceiro na linha sucessória da República e o Presidente do Congresso Nacional. Só isso!
 
Descobre-se que Dilma, ex-Ministra de Minas e Energia, ex-Ministra Chefe da Casa Civil, ex-Presidente do Conselho da Petrobras e Presidente da República há 4 anos e 65 dias, nela não aparece. O clima entre o Palácio do Planalto e o Congresso Nacional, separados por 4 faixas de pista, piora e piora muito. Na verdade, explode. Foi, simplesmente, a gasolina que faltava. Talvez, o preço que está o combustivel justifique a demora para a implosão.
 
E é nesse ponto que o advogado de porta de xadrez, José Eduardo Cardozo, não pode nem ser comparado ao Manézinho. Este segundo é esperto, conhece os meandros do Processo Penal e especializou-se em Inquéritos. Ao conseguir tirar o nome da sua cliente numa investigação que levará anos e correrá entre as 4 paredes do Supremo, ele a joga para o Inquérito das CPIs do Congresso Nacional, transmitidas "Ao Vivo", diariamente nas TVs Câmara e Senado, onde ele explodiu suas relações e onde sua cliente irá sangrar até a última gota e sem ter quem peça clemência por ela.
 
O outro cliente, Lula, não podemos culpar Janot. Sabemos que não tem Foro privilegiado e, portanto, não justificaria ter o nome na lista mesmo. A ele sobrará a mão pesada de Sérgio Moro. Olha a encrenca que o advogadinho metido a jurista colocou seus clientes.
 
Por acaso, encontrei Manezinho ontem tomando sua pinguinha num boteco pé sujo aqui do Centro-Oeste e ele ria à toa. Disse-me que seus telefones celulares, um de cada operadora para facilitar o contato com seus clientes, não pararam de tocar após o Jornal Nacional.
 
Surpreso com isso perguntei:
- Quem tanto te liga, Manezinho?
Sorrindo, Manezinho respondeu:
- O Ministro que só recebe os advogados bacanas e depreza a nós, advogados comuns, agora não para de me ligar. Quer porque quer que eu salve os clientes dele.
Curioso que sou, fiz mais uma pergunta:
- E o que você disse ao Ministro, Manezinho?
Após mais um gole em seu copo de cachaça, suspirou e soltou:
- Ministro, quero que você, a Dilma e o Lula, como cadeia para bacana no Brasil não existe, vão para o quinto dos infernos. Fui educado, não fui, Luli? Queria ter mandado ele para outro lugar, finalizou.